sábado, 25 de agosto de 2007

PARA REFLETIR

Brasil Jesus Cristo!
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Criança de arma na mão. Meninos sonhando em ser traficantes. Mães chorando pela morte de seus filhos. Crime tido como organizado. E polícia como desorganizada. Traficantes roubando nos morros. Políticos extorquindo no Planalto. Nepotismo nas esferas governamentais. Marqueteiro em briga de galo. Ônibus lotado. Metrô pior ainda. Trem caindo aos pedaços. Avião em plena Washington Luis. Crise aérea. Autoridade rindo de tragédia. Pessoas morrendo injustamente. Educação não se vê. Saúde muito menos. Segurança já há muito sumiu. O país dos impostos. Pagamos e não vemos resultados. O país do desrespeito.

“Ordem e Progresso”. O lema de nossa bandeira deveria ser reformulado. Melhor não. A palavra “reformulado” implica em algo que foi bom no passado. Esse país nunca foi bom. O lema deveria ser “repensado”. Agora, sim. Isso! A palavra é “repensado”. E o novo lema deveria ser: “Desordem e estagnação”.

Sou culpado. E você também. Só reclamamos, fazemos pouco para que a situação mude. Se é que tem solução. Às vezes, chego à conclusão que simplesmente estamos fadados a viver nessa bagunça. Não somos merecedores de sorte melhor.

Culpa da história? Culpa de nunca termos lutado por nada? É bem verdade que nossa independência foi uma farsa. Passou das mãos de um português velho para um mais novo sob o falso preceito de liberdade. Não lutamos por ela, apenas assistimos passivamente aos imbróglios do jogo político. Algo que sempre fazemos. Somos um dos povos mais passivos do mundo! Disso não tenho dúvida.

Ainda mais agora com o contexto dos movimentos sociais cada vez mais enfraquecidos. Os sindicatos passaram a ser simbólicos, representam muito pouco quando comparados ao passado. Passado recente. Década de 80. Antes do neoliberalismo engolir os sistemas de governo dos países.

O Brasil precisa ressuscitar como Jesus Cristo. Isso mesmo! Nossa nação infelizmente está morta e foi sepultada por personagens que nem me atrevo a citar os nomes. E o pior: esses personagens aparecem todos os dias nos noticiários e nas revistas de glamour. O ritual de ressuscitação começa enterrando esses personagens primeiro da mídia e, depois, da memória da população. Enquanto isso não acontecer, continuaremos em meio a esse clima de velório.