segunda-feira, 30 de junho de 2008

ECONOMIA

Não vá, investidor estrangeiro
POR Bruno Victor Toranzo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou saída recorde de investimento estrangeiro em um único mês. Foram R$ 7,4 bilhões dizendo adeus para a bolsa brasileira em junho (até o dia 24).

Esse é o principal motivo das perdas constantes do Ibovespa (Índice Bovespa) registradas nos últimos tempos. Mesmo com a obtenção do grau de investimento, os reflexos da crise, iniciada com o subprime, ainda não foram embora. Para piorar, a inflação apareceu no horizonte e tem grandes chances de se agigantar nos próximos meses.

O aumento dos juros americanos poderia tornar esse cenário ainda mais nebuloso. Com juros maiores, os investidores vão preferir a estabilidade dos títulos públicos dos Estados Unidos à incerteza da, seja lá onde for, renda variável.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

SAÚDE

O privilégio da saúde paga

Apenas 20% dos brasileiros têm condições de contar com um plano de saúde privado. Isso representa quase 40 milhões de pessoas. Só a título de comparação: os Estados Unidos têm 85% de sua população incluída em algum plano médico particular.

Mesmo assim, os americanos, assim como os brasileiros, precisam melhorar muito para chegar ao nível de saúde dos países europeus. O serviço público é péssimo, e o particular deixa muito a desejar. Veja a divisão entre as regiões brasileiras quanto ao acesso à saúde privada:


Sudeste:
32,3%

Sul:
18,8%

Centro-Oeste:
13%

Nordeste:
9,1%

Norte:
7,2%

FONTE: Agência Nacional de Saúde Suplementar e relatório do mercado financeiro.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

RÁPIDAS

Rumo aos US$ 170

Petróleo a US$ 170. Quem disse foi o próprio presidente do cartel da commodity, conhecido como OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil. O preço parece percorrer esse caminho. Durante a sessão desta quinta-feira, o barril chegou a ultrapassar a barreira dos US$ 140. No entanto, esse valor não se manteve e fechou ainda assim com a cotação recorde de US$ 139,64.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

RÁPIDAS

Taxa de juros americana

O Banco Central dos Estados Unidos, conhecido como FED, decidiu manter a taxa de juros em 2% ao ano. A expectativa do mercado estava no aumento dos juros. Isso porque a pressão inflacionária, a exemplo de todos os outros países, está crescendo. Além dos alimentos estarem mais caros, o combustível anda assustando os consumidores americanos. A gasolina aumentou consideravelmente e já está no patamar dos US$ 4.


Uma eleição para “relaxar e gozar”?

Os eleitores paulistanos preferem Marta Suplicy a Geraldo Alckmin ou Gilberto Kassab para assumir a prefeitura. A pesquisa Setcesp/Ibope aponta a candidata do PT com 31% das intenções de voto, deixando Alckmin para trás com 25%. Kassab, atual prefeito de São Paulo, aparece com 13% na terceira posição. Até agora, a ex-ministra do Turismo está “relaxando e gozando” na liderança da corrida municipal.


Mais gastos para o governo com o Bolsa-Família

O governo vai reajustar em 8% os benefícios do Bolsa Família. A medida objetiva compensar a alta dos alimentos causada pela inflação a nível mundial. Apesar da boa intenção, repleta delas em época de proximidade eleitoral, tal decisão pode elevar ainda mais a taxa inflacionária.

Vale lembrar que um dos grandes responsáveis pelo aumento dos preços por aqui é o próprio governo. Os gastos públicos não param de crescer. A solução é simples de enunciar, mas difícil, pelo que se vê, de colocar em prática: corte de gastos para diminuir o tamanho monstruoso do Estado.

HOMENAGEM

Acima de tudo uma verdadeira cidadã

A primeira publicação dessa quarta-feira homenageia a ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Aos 77 anos, faleceu vítima de uma arritmia cardíaca. Mulher de destaque intelectual, nunca se aproveitou do status de ser a esposa do presidente. Muito pelo contrário. A generosa Ruth se interessava pelas questões sociais e sempre procurou ajudar as pessoas. Uma grande e fiel companheira para Fernando Henrique Cardoso. Uma grande cidadã brasileira. Vá em paz, Dona Ruth.

terça-feira, 24 de junho de 2008

EDUCAÇÃO

Menos de 2 livros por ano

Não é novidade o fato do Brasil ser considerado atrasado em termos de padrão educacional. As escolas públicas definitivamente não apresentam uma boa qualidade de ensino. Ao mesmo tempo, por conseqüência, o brasileiro não tem o hábito da leitura. Acompanhe, logo abaixo, os números que mostram, em cada país, a quantidade de obras lidas por ano:

Japão: 11 livros;

Estados Unidos: 9 livros;

França: 7 livros;

Espanha: 6 livros;

Reino Unido: 5 livros;

Itália: 5 livros;

Brasil: 1,8 livro.

FONTE: relatório do mercado financeiro.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

RÁPIDAS

Festa Junina e Pizza: tudo a ver

O recesso branco chegou. Uma semana sem trabalhar. Por quê? Dizem que a razão é a convenção partidária. Mentira. É hora dos parlamentares aproveitarem as quermesses do período de festa junina. Que delícia! Há de tudo: quentão, vinho quente, cachorro-quente, espetinho, fogazza... Mas nenhum desses quitutes encanta tanto quanto a pizza. Brasília não fica sem. A própria parada dos nossos brilhantes políticos já configura uma grande pizza.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

SARCASMO DA SEXTA

FONTE: Newsweek.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

NOVAS E NOVAS

Protesto com cheiro de bolor
POR Bruno Victor Toranzo

Cerca de mil e quinhentos manifestantes estiveram em frente ao Banco Central, em Brasília, para protestar. Os recentes aumentos dos juros motivaram tal protesto. A UNE (União Nacional dos Estudantes), além do MST (Movimento Sem-Terra), estava por lá. Os alunos chegaram a sujar com tinta os vidros do prédio do BC.

Só não dá para entender o porquê do protesto. A maldita inflação voltou. Mesmo que fraca, seu potencial de crescimento é enorme. Por anos seguidos, sentimos na pele esse mal. Não tenha dúvida, portanto, que o protesto é obra da senhora Redpast (cuja cor favorita é vermelho). A velha não agüentou ficar longe dos holofotes e deu o ar da graça.

Com pensamento ultrapassado ligado àquela esquerda embolorada, os estudantes não concordam com a política de aumento dos juros. Poderiam, ao menos, propor uma solução melhor. Quando alguém discorda, esse mesmo alguém sugere uma alternativa. Mas eles não têm. Talvez os estudantes queiram a volta dos preços tabelados.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ECONOMIA

Exportações para os Estados Unidos (em bilhões)

Os números mostram a enorme diferença entre brasileiros e chineses quando o assunto é exportação para os americanos. O Brasil, nos últimos anos, diversificou seus parceiros comerciais, enquanto a China enfocou os americanos para despejar seus produtos.

Qual das apostas mostrou-se mais acertada? A julgar pela crise da economia de Alan Greenspan, a brasileira parece ter sido a vencedora. Por outro lado, o mercado americano oferece vultuosos ganhos, além da segurança de pagamento, aos investidores.

2000:
Brasil: US$ 13,7
China: US$ 99,5

2001:
Brasil: US$ 14,4
China: US$ 102

2004:
Brasil: US$ 21,1
China: US$ 196,1

2005:
Brasil: US$ 24,3
China: US$ 242,6

2006:
Brasil: US$ 26,1
China: US$ 287

FONTE (números): United States International Trade Comission.

SARCASMO DA QUARTA


FONTE: Time.

VÍDEOS



As entrevistas feitas pelo repórter inexperiente do CQC (Custe o que Custar) chegaram ao fim. O jornalista Roberto Cabrini (“Cabreiro” para o personagem do comediante Danilo Gentili) foi vítima da mais engraçada delas. Nada melhor do que relembrá-la.


FONTE: YouTube

terça-feira, 17 de junho de 2008

ECONOMIA

Aposte nas commodities se for capaz
POR Bruno Victor Toranzo

A popularização do mercado de ações é realidade. Muito se fala a respeito dos benefícios de entrar na renda variável. Basta comprar uma parcela de ações para se tornar sócio de uma grande empresa. O número de investidores classificados como pessoa física só aumenta no Brasil. Quase 500 mil contas estão inscritas na CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

Se o momento é bom para as ações, melhor ainda é a fase dos produtos agrícolas negociados nas bolsas de valores – chamados de commodities. A valorização deles ficou bem acima do Ibovespa, o principal índice da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que traz o comportamento médio dos sessenta papéis mais negociados.

Os fundos de investimento da administradora Sparta englobam uma gama de commodities, com destaque para o boi, o milho e a soja. A rentabilidade desses fundos atingiu os 106% até agora no ano, porcentagem praticamente doze vezes superior ao Ibovespa.

As negociações de caráter agrícola são feitas na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros). A grande diferença para as ações fica por conta do mecanismo denominado ajuste diário. Os investidores ganham ou perdem todos os dias. O dinheiro é sacado ou depositado automaticamente. Trata-se, portanto, de operações financeiras de alto risco.

Vamos a um exemplo. Você determina no contrato que o preço de alguma commodity será de X para o final de outubro. Caso o preço fique, no dia seguinte, abaixo do X estipulado, você perderá o valor proporcional à queda. O caminho inverso obviamente acontece com os ganhos. Se ficar acima, você leva para casa o aumento correspondente.

O futuro aponta para a continuidade da valorização dos produtos agrícolas. Como não poderia deixar de ser, a China motiva tal comportamento. A demanda chinesa para sustentar o crescimento de dois dígitos continuará muito alta.

Sorte do Brasil. Grande exportador de produtos primários e, por conseqüência, um dos maiores beneficiários da alta dos preços das commodities, o governo precisa aproveitar o bom momento para, entre outros avanços, consolidar, de fato, a economia no disputado cenário internacional.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

RÁPIDAS

Sem CSS e Gilberto, por favor

A discussão em torno da CSS (Contribuição Social para a Saúde) cansou. E não por ela. Mas pelo histórico que traz. O governo é tão insistente na recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) quanto o técnico da seleção em escalar o perna-de-pau do Gilberto na lateral-esquerda.

Espero que o Senado dê um final feliz para a novela, com a não aprovação da CSS. A decisão, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, deve ocorrer até o final da semana. Quanto ao Gilberto, não há prazo para que ele saia do time titular brasileiro.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

PARA OS OUVIDOS



O jornalista econômico Carlos Alberto Sardenberg comenta a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). A expectativa é que os juros básicos continuem subindo até chegar aos 14% no final do ano. O motivo, claro, fica por conta do ameaçador ressurgimento do vilão inflacionário.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

ECONOMIA

A crescente dependência econômica do valioso petróleo (em milhões de barris por dia)

2000:
Estados Unidos: 19,7
China: 4,7
Restante do mundo: 52,1

2001:
Estados Unidos: 19,6
China: 4,9
Restante: 52,8

2002:
Estados Unidos: 19,7
China: 5,1
Restante: 53,1

2006:
Estados Unidos: 20,6
China: 7,2
Restante: 56,7

2007:
Estados Unidos: 20,6
China: 7,5
Restante: 57,1

2008:
Estados Unidos: 20,4
China: 8
Restante: 57,9

2009 (projeção):
Estados Unidos: 20,5
China: 8,4
Restante: 58,7

FONTE: Departamento de Energia dos Estados Unidos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

SARCASMO DA QUARTA

O alto preço da gasolina é um dos sinais inflacionários da economia americana.

FONTE: Newsweek.

terça-feira, 10 de junho de 2008

POLÍTICA

O agora candidato Maluf e sua deprimente biografia
POR Bruno Victor Toranzo

Outra vez. De novo. Para infelicidade de muitos. Inclusive minha. O veterano Paulo Maluf voltará a concorrer pela prefeitura de São Paulo. A convenção do PP (Partido Progressista) preferiu o nada confiável Maluf ao eterno coadjuvante Celso Russomanno.

É preciso lembrar que Maluf recebeu o maior número de votos, em 2006, quando concorreu à vaga de deputado federal. O apoio passou dos 730 mil paulistas para minha incredulidade. Se bem que tal número significou pouco mais de 3% dos votos totais do estado. Por isso, procuro agora, depois de algum tempo, analisar de forma otimista: 97% dos eleitores não votaram nele. Espero que a mesma porcentagem se repita nas eleições municipais.

Ao saber da nova candidatura de Maluf, tive vontade de buscar algumas informações do seu belo passado político. Claro que recorri ao maravilhoso e dinâmico Google. Facilmente, consegui acessar os arquivos antigos. O principal deles remonta ao período em que esteve à frente da mesma prefeitura, entre os anos de 1993 e 1996. A acusação gira em torno do desvio de US$ 210 milhões dos cofres públicos. O destino, como sempre em operações ilegais desse tipo, teria sido os paraísos fiscais, como as ilhas Jersey.

Quem não lembra que o próprio também está sendo acusado pela justiça americana? O motivo se relaciona ao envio de US$ 11,5 milhões de dólares, de forma ilegal, do Brasil para um banco americano. Para o promotor Robert Morgenthau, todos esses dólares vieram de obras públicas de São Paulo.

Não satisfeito em concorrer à prefeitura, Maluf acaba de lançar um escrito (definitivamente não podemos chamar de livro e, muito menos, de obra) de caráter biográfico. Um dos objetivos é explicar todas as polêmicas políticas que se envolveu. No texto de resumo do escrito, o candidato à prefeitura diz que cansou de apanhar da imprensa. Naturalmente, o doutor Paulo reivindica um pouco de liberdade para exercer aquilo que faz de melhor.

É claro que os mensaleiros e sanguessugas se interessaram pela biografia. Virou sucesso. Arrisco dizer que já compraram. Veja, com seus próprios olhos, tal escrito:

http://www.ediouro.com.br/templates/ediourolivros/catalogo/catalogo.asp?Codigo=14579&AreaSite=2

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ECONOMIA

Todo mundo virou flex
POR Bruno Victor Toranzo

Um tipo de motor genuinamente brasileiro. Essa pode ser a mais simples definição da tecnologia flex desenvolvida pela indústria nacional. Desde 2003, o consumidor tem a vantagem de decidir entre o álcool e a gasolina na hora de encher o tanque.

Já em 2004, um quinto dos carros novos vendidos pelas montadoras nacionais tinha motor flexível. A participação aumentou ao longo do tempo e atingiu 86% no ano passado, o que significa mais de 2 milhões de unidades vendidas. Em julho, a expectativa é que o Brasil contabilize a venda de 6 milhões de veículos bicombustíveis.

Os Estados Unidos têm cerca de 5 milhões de carros flex. Apesar de parecer muito, esse número representa pouco mais de 2% dos 214 milhões de veículos que rodam por lá. Diferentemente do Brasil, que utiliza nos motores a totalidade de álcool, os americanos colocam 85% de etanol, proveniente do milho, beterraba e grãos, misturados aos 15% de gasolina. Outros países adicionam até 20% do produto da cana-de-açúcar à gasolina.

A recepcionista Renata Oliveira, 18, tem na ponta da língua a razão de ter adotado a tecnologia flex. “Baixo custo. Com o carro flex, posso optar pelo álcool, que está sempre mais barato na comparação com a gasolina.”

No entanto, é difícil saber exatamente qual o preço médio dos combustíveis nos postos. A razão está na possibilidade de os revendedores trabalharem com preços diferentes, seguindo apenas um valor mínimo combinado. Atualmente, o preço do litro do álcool está R$ 1 mais barato que o da gasolina.

Com o preço do barril de petróleo disparando no mercado internacional, o governo brasileiro, por meio da Petrobras, aumentou o preço do combustível. Mas, no caso da gasolina, diminuiu a Cide (Contribuição da Intervenção do Domínio Econômico), imposto cobrado sobre a comercialização dos combustíveis, para evitar o repasse para o consumidor. Mesmo assim, alguns postos aumentaram o preço do produto.

Janaina Acquesta Canal, 25, mudou recentemente para o álcool. A advogada faz o trajeto de São Bernardo ao centro de Santo André todos os dias. Quando a gasolina era a única opção, Janaina percebeu que os gastos com combustível estavam muito além daquilo que gostaria de pagar. “Estava gastando quase R$ 400 todos os meses para me locomover.” Depois de escolher o álcool, o valor caiu pela metade. “O álcool, além de ser mais barato, também tem um excelente rendimento”, afirmou.

Quem ainda não optou pelo flex, está de olho nessa alternativa. A médica Lilian Regina Gonçalves, 38, já está procurando um modelo com motor flexível. Lilian aponta a praticidade como principal motivador da decisão. “É prático variar entre o consumo de álcool e gasolina. Para isso, preciso saber melhor as características de cada um deles.”

sexta-feira, 6 de junho de 2008

RÁPIDAS

Petróleo nas alturas e continua subindo

Outro dia de recorde do preço do petróleo. No pregão de hoje, o petróleo atingiu os US$ 139 e fechou a sessão em US$ 138,54. Ninguém segura o “ouro negro”. Aliás, essa expressão nunca foi tão verdadeira. Bom para Chávez e os OPEPeiros. Péssimo para o restante do mundo. Quanto maior a cotação, multiplicada fica a preocupação com a alta generalizada dos alimentos. É a inflação que se fortalece com o petróleo subindo.


SARCASMO DA SEXTA


FONTE: Newsweek.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

ECONOMIA

Nossa Caixa é estratégica para o BB
POR Bruno Victor Toranzo

Como constantemente noticiado, o Banco do Brasil está interessado na Nossa Caixa. A transação envolveria R$ 10 bilhões com a compra da totalidade de ações do banco estadual. Não se trata de uma mera negociação: um interessado em comprar e o outro procurando vender. Questões políticas parecem estar por trás de tudo isso.

O governador de São Paulo, José Serra, e o presidente Lula teriam um acordo traçado. O estado escolheria o BB como comprador da Nossa Caixa e, em troca, o governo federal agiria para viabilizar a privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo).

O procedimento esperado seria a realização de um leilão. Quem oferecesse o melhor preço, levaria para casa. A lógica da oferta pública é fazer com que o público se beneficie ao máximo com a venda. Em outras palavras, o famoso conceito da maximização dos lucros.

Mesmo que o acordo político não seja verdade, o leilão não poderia ocorrer por uma determinação da lei. Os depósitos judiciais são os valores que estão sendo disputados na justiça. Esse dinheiro só pode ficar nos cofres dos bancos estatais. A Nossa Caixa possui R$ 16 bilhões nesse tipo de depósito.

É por essa razão que alguns analistas do mercado financeiro não cogitam a possibilidade de leilão. O Banco do Brasil será o comprador e ponto final. O objetivo do BB é consolidar definitivamente a primeira posição entre os bancos brasileiros. Para isso, terá de aumentar sua participação no estado de São Paulo. Nada melhor do que comprar o banco paulista que tem mais de R$ 51 bilhões em ativos.

Caso o negócio se concretize, o banco federal passará a ter R$ 443,98 bilhões em ativos. Vale a pena lembrar que o Bradesco, segundo colocado, possui R$ 355,51 bilhões. A diferença que era grande ficará ainda maior.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

POLÍTICA

Primárias democratas, enfim, chegam ao fim
POR Bruno Victor Toranzo

As primárias democratas finalmente acabaram. Perdi as contas de quanto tempo todo esse imbróglio durou. Por um instante, pensei que poderia dar empate. Se bem que, na realidade, Barack Obama sempre foi o vencedor. Faltava sacramentar. Chutar a bola para dentro. O gol saiu. O senador conseguiu a quantidade mínima de delegados. A disputa começa de verdade agora.

Para vencer as eleições, Obama terá de conquistar os eleitores da sua companheira de partido Hillary Clinton. O desafio dos democratas está em unificar esses dois bolos de eleitores. Isso só vai ocorrer se a jovem Hillary deixar a vaidade de lado e conscientizar seu eleitorado da importância da volta dos democratas à presidência dos Estados Unidos.

Do lado republicano, o candidato John McCain está firme e forte. A confiança na vitória passa pela desvinculação de sua imagem em relação ao combalido George Bush. Outro ponto forte para tentar a vitória está na estratégia de apontar Obama inexperiente para assumir o cargo mais importante do país.

O regime forte militar, com plano de ação bem construído, parece ser a força de McCain. Veterano de guerra, o republicano sabe esperar o melhor momento para atingir o ponto fraco do adversário. Que Obama e os democratas se cuidem.

terça-feira, 3 de junho de 2008

SARCASMO DA TERÇA

FONTE: Newsweek.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

ECONOMIA

Inflação brasileira: meta e realidade

A adoção de uma política de metas para a inflação teve grande responsabilidade pela atual fase de prosperidade da economia brasileira. Com a determinação de uma base percentual para o final do ano, o Banco Central passou a se preparar para não ultrapassar a meta prevista. Ao lado disso veio a sábia utilização do mecanismo da taxa de juros que permitiu o controle inflacionário. Mesmo assim, repare que a porcentagem planejada foi ultrapassada pela real em diversas ocasiões.


2000:
Meta: 6%
Realidade: 5,97%

2001:
Meta: 4%
Realidade: 7,67%

2002:
Meta: 3,5%
Realidade: 12,53%

2003:
Meta: 4%
Realidade: 9,30%

2004:
Meta: 5,5%
Realidade: 7,60%

2005:
Meta: 4,5%
Realidade: 5,69%

2006:
Meta: 4,5%
Realidade: 3,14%

2007:
Meta: 4,5%
Realidade: 4,46%

2008:
Meta: 4,5%
Realidade (expectativa): Acima dos 5%

FONTE: Banco Central