quinta-feira, 31 de julho de 2008

SARCASMO DA QUINTA

FONTE: Newsweek.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

ECONOMIA

Vale e o urso enjaulado
POR Bruno Victor Toranzo

A Freeport-McMoran está entre as mais importantes mineradoras especializadas na extração de cobre. Um de seus complexos de mineração, o de Grasberg, localizado na Indonésia, possui a maior reserva de cobre recuperável do mundo. Qual a razão de começar a publicação com essa americana praticamente desconhecida entre os brasileiros?

Algumas fontes do mercado me disseram que a Vale está muito interessada na compra da Freeport. O capital obtido com a emissão primária de ações, pouco mais de R$ 18 bilhões, seria utilizado na aquisição. Claro que esse dinheiro não é suficiente para comprar a mineradora. O resto viria da contração de dívidas e cessão de ações para os investidores da Freeport.

O impacto inicial da compra seria muito menor do que a aquisição de uma Anglo American ou de uma Xstrata, duas mineradoras muito maiores. Essa seria a razão dos investidores compreenderem melhor o negócio. Com as contas organizadas, mantendo o grau de investimento, o patamar das ações da Vale deve continuar, na média, em alta.

As ações da Vale fecharam o dia com valorização próxima dos 7%. Um belo desempenho depois de dias ruins seguidos. Os resultados trimestrais extremamente positivos da ArcelorMittal, maior siderúrgica do planeta, foram importantes. Vale observar que as siderúrgicas, com destaque para as brasileiras CSN e Usiminas, estão em franco processo de crescimento.

Por conseqüência, a Bovespa, pelo menos nesta quarta-feira, enjaulou o urso: valorização de 3,37%. Resta saber se o animal, nada bem-vindo nas bolsas, continuará preso.

terça-feira, 29 de julho de 2008

POLÍTICA

Breve panorama das eleições municipais
POR Bruno Victor Toranzo

O candidato à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, saiu do hospital, nesta manhã, depois de uma intoxicação alimentar. De acordo com a última pesquisa, realizada pelo Datafolha, Alckmin está empatado tecnicamente com a petista Marta Suplicy na primeira posição.

Enquanto isso, Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo, enfrenta saia-justa na fase inicial de disputa eleitoral. O democrata enviou e-mail a 26 subprefeitos paulistanos com a intenção de alterar os resultados do recente levantamento do Datafolha. Os partidários do prefeito tentariam influenciar os eleitores nas áreas de realização da pesquisa.

Ainda de acordo com o Datafolha, Kassab aparece na terceira posição, bem atrás dos primeiros colocados. A estratégia da campanha do DEM é explorar a imagem do governador José Serra, provável candidato tucano para a disputa da presidência em 2010. O problema está no sumiço de Serra, que parece ter esquecido do apoio político concedido nos tempos da convenção.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

ECONOMIA

Acordo distante
POR Bruno Victor Toranzo

O imbróglio da Rodada de Doha continua. Já se passaram duas semanas desde o recomeço das conversas. Ainda não foi possível encontrar o tão perseguido meio-termo entre os interesses dos países ricos e aqueles considerados em desenvolvimento.

Quando as conversas pareciam caminhar para um acordo, a Índia lembrou de um tal mecanismo internacional que permite aumentar o protecionismo em torno da economia. Ao mesmo tempo, o Mercosul, principalmente os argentinos, acusa os brasileiros de traidores. Isso porque o Brasil estaria tentando estipular, com os países ricos, uma taxa de importação inferior ao considerado justo pelos vizinhos do continente.

Conclusão: é provável que nada seja resolvido em mais uma rodada de negociações promovida pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

RÁPIDAS

O urso está solto

Outro fechamento negativo da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Alguns economistas afirmam que estamos vivendo período de “bear market”. Isso significa dizer que o mercado acionário apresenta tendência de baixa. Qual a relação entre a figura do urso e a renda variável? O urso ataca de cima para baixo, mesmo movimento das ações nos últimos tempos.

Independentemente da analogia, o investidor precisa manter a calma diante dos maus resultados. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, deve fechar na faixa dos 80 mil pontos no final do ano.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

SARCASMO DA QUINTA

FONTE: Newsweek.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

CONSUMO

Quanto desembolsar para morar em cada cidade

Os valores a seguir foram conseguidos através da média de preço dos apartamentos de 120 metros quadrados.

Preço, em dólares, por metro quadrado:

- Mônaco, Principado de Mônaco: US$ 56.588

- Londres, Reino Unido: US$ 29.508

- Moscou, Rússia: US$ 20.721

- Tóquio, Japão: US$ 15.851

- Paris, França: US$ 15.476

- Nova Iorque, Estados Unidos: US$ 14.898

- Buenos Aires, Argentina: US$ 1.833

- São Paulo, Brasil: US$ 1.000

FONTE: Global Property Guide.

terça-feira, 22 de julho de 2008

ECONOMIA

Pobres contra Ricos
POR Bruno Victor Toranzo

As dificuldades de conciliação dos interesses dos países pobres e ricos fazem com que a Rodada de Doha não avance. Lançada há sete anos por iniciativa da OMC (Organização Mundial do Comércio), as conversas não conseguem unir os objetivos dos dois grandes blocos.

Os desenvolvidos (alternativa de denominação para "ricos"), representados pelos Estados Unidos e a União Européia, insistem na continuação da injusta política de subsídios agrícolas. Importante atividade econômica dos países em desenvolvimento (outra denominação para "pobres”), encabeçados por Brasil, China e Índia, a agricultura é, muitas vezes, a grande responsável pela geração de riqueza.

Tradicionalmente, o preço dos alimentos dos países pobres é praticamente imbatível. Os ricos saem perdendo quase sempre. Com a prática dos subsídios, a lógica se inverte. Os produtos agrícolas do mundo desenvolvido passam a competir diretamente, algumas vezes com preço inferior, com aqueles advindos dos países pobres.

O governo utiliza de algumas práticas para reduzir esse preço. Os agricultores são beneficiados com o financiamento de parte da produção e também recebem, em alguns casos, isenção ou redução de impostos. É o velho e famoso protecionismo voltando à cena.

Os Estados Unidos se comprometeram a estabelecer novo limite para o pagamento de subsídios. Esse máximo passaria a ser de US$ 15 bilhões. A União Européia fez melhor proposta. A redução das tarifas agrícolas chegaria a 60% do valor atual.

Infelizmente, nenhuma proposta de acabar com esse mecanismo. Se isso acontecesse, presenciaríamos verdadeira redução dos índices de pobreza. Não há solução mágica para diminuir a quantidade de famintos. Basta que os ricos deixem os pobres atuarem em sua especialidade: a atividade agrícola. Melhor dizendo: a agropecuarista.

Em troca de abrir mão de parte do protecionismo, os países pobres deverão expor, sem maiores questionamentos, os setores industrial e de serviços ao capital do Primeiro Mundo. A eliminação das tarifas alfandegárias sobre os artigos industriais é o maior pedido.

Para que tudo isso vire realidade, os 152 membros da OMC precisam concordar com as propostas. A julgar pela troca de farpas entre o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e Susan Schwab, representante comercial dos Estados Unidos, as negociações não têm data para terminar.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SARCASMO DA SEGUNDA

FONTE: Time.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

PARA REFLETIR

Fila cheira a cigarro
POR Bruno Victor Toranzo

Não agüento mais ficar com cheiro de cigarro por ter de estar atrás de um fumante, ou na frente dele, nas filas dos transportes metropolitanos. Para quem conhece o sistema Ponte Orca, aquele microônibus que liga as estações de trem Cidade Universitária e de metrô Vila Madalena, sabe do que estou falando.

A necessidade de se organizar em filas para esperar a chegada do microônibus obriga os não-fumantes a exalar constantemente a fumaça tóxica do cigarro. Deixo bem claro que nada tenho contra os fumantes. Se essa turma quer se matar, o problema não é meu. Mas, a partir do momento que estou sendo importunado pela fumaça, preciso me manifestar.

Defendo a criação de um decreto, com validade imediata, proibindo o ato de fumar em todas as filas, indianas ou não, espalhadas pelo Brasil. Apesar de ser simpático à regulação, duvido que resolva. As indicações para não fumar são claras, por exemplo, nas estações de trem. Mesmo assim, as pessoas insistem em acender a droga.

Além da fumaça me deixar fedendo à nicotina, fico com uma terrível rinite para o resto do dia. É difícil conviver com a perigosa mistura gerada pelo tempo seco, há dias sem chover em São Paulo, e as emissões das ainda comuns chaminés humanas.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

ECONOMIA

Sem as commodities, a Bovespa não sobrevive
POR Bruno Victor Toranzo

Ficou bem clara a dependência da bolsa brasileira em relação às commodities no pregão desta quinta-feira. Ao contrário das principais praças financeiras do mundo, a Bolsa de Valores de São Paulo apresentou queda de mais de 3%. Resultado, sem dúvida, assustador para os investidores comuns classificados como pessoa física.

Aliás, são eles que estão reduzindo as perdas do mercado acionário brasileiro. Apesar de serem poucos frente ao universo da população nacional, os investidores físicos aplicaram cerca de 9 bilhões de reais até agora no ano. Por outro lado, os investidores estrangeiros, representados ou não pelos grandes fundos de investimentos, saíram em massa.

Retomo agora o assunto principal da publicação. A China, maior consumidora mundial de commodities, pode diminuir as importações de produtos primários para os próximos anos. A redução indicaria uma natural desaceleração econômica, depois de anos seguidos de crescimento voraz. Essa possibilidade já figura na boca dos analistas do mercado. A diminuição da demanda chinesa traz preocupação para a Vale, o que determinou queda das ações ordinárias de 5,41% e perda de 5,40% do valor das preferenciais.

O barril de petróleo cru, negociado pela Bolsa Mercantil de Nova Iorque, caiu mais de US$ 17 desde o recorde atingido na última sexta-feira, dia 11 de julho. A última máxima do ouro negro foi de US$ 147,27. Como conseqüência, a Petrobras sofreu expressiva desvalorização dos papéis: -4,95% (PN) e -4,23% (ON).

quarta-feira, 16 de julho de 2008

SARCASMO DA QUARTA


FONTE: Newsweek.

terça-feira, 15 de julho de 2008

POLÍTICA

O muçulmano Obama
POR Bruno Victor Toranzo

A tradicional (criada em 1925) revista americana The New Yorker, uma espécie de Piauí, trouxe polêmica sátira do candidato presidenciável Barack Obama na capa. Como você pode perceber (figura abaixo), Obama é reproduzido como muçulmano, acompanhado de Michelle, sua mulher, armada, além da presença de um retrato, pendurado na parede, de Osama bin Laden.

Evidentemente que o desenho teve enorme repercussão no disputado ambiente político das próximas eleições. Até mesmo o republicano John McCain, adversário da disputa, considerou a capa de mau gosto. A verdade é que aproveitou a situação para se promover, deixando a ilusão de que nunca citou a falta de patriotismo, bem como a simpatia pelo oriente, do oposicionista até agora na campanha.

Por falar nisso, a revista justificou a sátira pelo que constantemente dizem os republicanos. Nenhuma invenção. Mera constatação dos discursos do partido de Bush. Esteja certo que McCain e seus partidários comemoraram e deram boas gargalhadas com a edição histórica.



FONTE (imagem): The New Yorker.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

PARA REFLETIR

Luciana Gimenez e “dança do créu”: duas aberrações
POR Bruno Victor Toranzo

Sexta-feira à noite. Sexta-feira passada. Mudando de canal na eterna tentativa de encontrar algo interessante. Ao sintonizar o canal 9, atual RedeTV!, antiga Manchete, tive de parar para assistir.

Não. Nada disso. Não encontrei nada que merecesse minha audiência. Muito pelo contrário. Fiquei perplexo, completamente indignado, com o programa da fenomenal apresentadora Luciana Gimenez. Tema da noite: “dança do créu”. Essas aspas já dizem tudo.

Muito longe de um ritmo musical, o “créu” é de extremo mau gosto por vulgarizar, a todo momento, o ato sexual. A insinuação é clara para os adultos e, naturalmente, desconhecida para o público infantil. As crianças são vítimas de tamanha aberração por reproduzirem os movimentos na mais completa ingenuidade.

Lamentavelmente, as “dançarinas” não percebem o papel ridículo e humilhante desempenhado. Para elas, mexer o quadril rapidamente, com a calcinha visível, é uma habilidade digna de reconhecimento. Verdadeiro atentado contra as mulheres defensoras e sabedoras de seus direitos na sociedade. Ameaça às seguidas tentativas de diminuir qualquer influência machista ainda existente.

É inacreditável que a emissora tenha concedido tanto espaço. Não deveria importar o ibope que dá ou deixa de dar. Essa aberração não pode estar na TV. A RedeTV! não contribui para o enriquecimento da vida cultural do brasileiro com o "créu".

Aproveito para ressaltar o amadorismo de Luciana Gimenez. Com erros comuns e grotescos de português, Gimenez é outro mal terrível para a televisão. Ao lado da falta de domínio da língua, a mulher do dono da emissora não domina os assuntos. Mal sabe do que está falando. Para finalizar, deixo uma das sugestões dadas pela brilhante apresentadora à “dançarina” chamada de Jaca:

“Nossa! Você poderia escrever um livro de como fazer para dançar o créu!”

Peço que deixem, ao menos, os livros de fora, por favor.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

POLÍTICA

Surpreendido por um eleitor
POR Bruno Victor Toranzo

Abri a revista. Exatamente na metade. Comecei a ler. A matéria falava sobre as eleições nas cidades do Grande ABC, incluindo Diadema, Mauá e Ribeirão Pires. Veículo informativo tradicional da região. De repente, a surpresa veio do meu companheiro de trem, logo ao lado. O homem apontou para um dos candidatos e disse com entonação exagerada, típica do castelhano: “Voto nele”. Tamanha confiança política não poderia ser em vão.

Tirei o fone do ouvido direito para saber o que teria para dizer. Quando o homem proferiu as primeiras palavras, o fone do lado esquerdo deixou naturalmente o orifício do ouvido. “Ele prometeu lutar pelo direito do meu filho de pagar metade no cinema”. O que o inquieto eleitor tinha para dizer parecia interessante.

Como muitos outros brasileiros, o homem luta para que seja ouvido. Apesar de ter freqüentado o gabinete de algumas autoridades, principalmente de políticos, o cidadão não teve seu pedido atendido. No entanto, com as eleições municipais se aproximando, as esperanças reacendem em torno da vitória do candidato e a realização do prometido.

Não disse até agora a razão da manifestação para que o filho tenha direito de pagar metade. “Deficiência mental leve”, respondeu o homem quando perguntei. Mesmo assim, o pai orgulhoso diz que o filho se destaca intelectualmente entre os colegas da ONG, que funciona aos moldes de uma escola especial. Além de gostar de teatro, o rapaz, de 20 anos, é vidrado em cinema.

A gravação do trem anuncia que estamos próximos. Quase chegando à estação da Luz. Último destino da linha férrea para aqueles que saem das cidades do ABC. Cada um de nós continuará a vida. Apesar de termos conversado, a relação chegou ao fim ali mesmo. Desejo que consiga o que está perseguindo. Talvez nos vejamos em alguma outra viagem.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DICA CULTURAL

Vá ao teatro e morra de rir
POR Bruno Victor Toranzo

De rolar de rir. Essa é a melhor definição da atração Clube da Comédia exibida todas as quartas-feiras no agradável teatro Procópio Ferreira. Caso vá a pé, ao sair da estação Consolação do metrô, não caia na besteira de descer a Augusta no sentido da sala Unibanco de cinema. É do outro lado. O mesmo lado do Conjunto Nacional. Desça em direção à charmosa Oscar Freire.

Só a presença dos humoristas Oscar Filho, também chamado de "Pequeno Pônei” pelo grande Marcelo Tas, e Danilo Gentili, o famoso repórter inexperiente do CQC (Custe o Que Custar), já valeria a compra dos ingressos. Ao lado deles, ainda está o “zorrista total” Marcelo Mansfield, além da atriz Marcela Leal. O jornalista Rafinha Bastos é outro que faz parte do grupo de comediantes, mas, pelo que pude perceber, não está participando das apresentações do Procópio.

Apenas banquinho e microfone no palco. Sem qualquer outro recurso, seja ele visual ou sonoro. Roupa normal: sem representação alguma. Diria que se parece muito com uma conversa informal. Amplamente conhecido nos Estados Unidos, esse tipo de teatro se chama stand-up. O grande desafio para os atores é conquistar a atenção do leitor e, mais importante, fazê-lo rir, contando apenas com a criatividade no detalhamento das situações. Em alguns momentos, a platéia é convidada para interagir.

A grande habilidade dos humoristas fica por conta da observação atenta dos fatos rotineiros e a produção de humor a partir deles. Importante: humor inteligente e criterioso. O dia-a-dia corrido faz com que não estejamos atentos às situações naturalmente engraçadas que ocorrem ao nosso redor. Quando o público se sente representado ou lembra da exata situação abordada no palco, fica impossível controlar o riso – maior motivo do merecido sucesso do grupo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

RÁPIDAS

Farol amarelo para a Siemens

A tradicionalíssima Siemens, multinacional alemã de tecnologia, anunciou a demissão de pouco mais de 16.500 trabalhadores. Cerca de cinco mil postos de trabalho deixarão de existir na Alemanha. Os resultados ruins do segundo trimestre motivaram a redução das despesas. O lucro líquido caiu 67% no período em comparação ao ano passado.

É o tão comentado sinal de tempestade que ameaça devastar o ambiente econômico internacional. Na verdade, o mau tempo já começou. Leitor, sugiro que encontre refúgio e se proteja dos preocupantes dias que virão.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

SAIU NA IMPRENSA

O brutal regime de Robert Mugabe no Zimbábue

"Enquanto já foram computadas 80 mortes geradas pelo conturbado processo eleitoral zimbabuense, outras milhares de pessoas sofreram com algum tipo de violência. Ativistas dos direitos humanos apontam para 500 desaparecidos que podem entrar na quase já centenária lista de mortos. No entanto, a política do governo parece ser a de propagar a violência sem matar os oposicionistas. Quando um manifestante está apanhando com o uso de barras de aço e cassetetes pelas forças governistas, matá-lo seria fácil. Porém, preservá-lo vivo gera um forte sentimento de propósito detido ou reprimido para as vozes contrárias ao totalitarismo de Mugabe".

Trecho da reportagem “Let´s Kill The Baby” (Revista Newsweek, 3 de julho de 2008).

SARCASMO DA SEGUNDA


FONTE: Time.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

ESPECIAL

Help us, clamam as automobilísticas
POR Bruno Victor Toranzo

O setor automobilístico americano acumula perdas seguidas com as vendas constantemente em baixa. As grandes montadoras suplicam por ajuda do governo para continuar as atividades.

Pode-se conferir ao petróleo o grande responsável pela derrocada das automobilísticas. Diferentemente do Brasil, a alta do preço do barril acaba sendo repassado para o consumidor. Com o combustível caro na bomba, o americano está evitando a utilização do veículo.

Ao lado da gasolina elevada, existe o temor dos americanos com dias ainda mais difíceis. Apesar do FED, o banco central dos Estados Unidos, sinalizar a continuação da política de juros baixos, a população continua receosa em consumir. Essa combinação está prejudicando a tradicional indústria automobilística americana.

Se os setores econômicos em geral não vivem bons dias, o de automóveis convive com um horizonte estarrecedor. Basta analisar os números para perceber. Segunda maior produtora de automóveis estadunidense, a Ford viu mais de 30% das vendas desintegrarem entre junho de 2007 e o mesmo mês desse ano.

Não muito atrás está a Chrysler, terceira maior fabricante. Com queda de 36% da procura por seus modelos, os analistas financeiros já cogitam pedido de moratória pela companhia.

Na quarta-feira (2 de julho), os investidores se assustaram com mais uma péssima notícia da indústria de automóveis. O Banco Merrill Lynch já trabalha com a possibilidade da GM, também conhecida como General Motors, seguir os mesmos passos da Chrysler. Isso porque as vendas caíram mais de 18% no mês passado (junho) na comparação com 2007.

Susto justificado. O poderio americano se representa em marcas como a GM. Detentora da maior fatia do mercado de automóveis dos Estados Unidos e maior montadora do planeta, a General Motors vendeu 9,2 milhões de veículos (carros e caminhões) no ano passado. Em termos de representatividade, a GM controla 13,3% do mercado internacional. No Brasil, de acordo com cálculo de 2007, exatos 20,3% estão nas mãos da automobilística americana.

Por falar em Brasil, a situação por aqui é completamente diferente. De acordo com os dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), disponibilizados nesta sexta-feira (4 de julho), a venda de veículos novos de janeiro a junho desse ano atingiu valor recorde.

Uma expansão de 27,2% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2007, demonstrou o excelente momento vivido pelo setor. Isso significa 2,4 milhões de novas unidades circulando pelas tranqüilas e calmas vias brasileiras.

Os melhores retornos financeiros, quando comparados ao gigante americano, mostram outra vez o quanto os países antes considerados irrelevantes passaram a desempenhar papel fundamental para a estratégia corporativa de qualquer grande empresa.

Quem diria que as subsidiárias dos emergentes, com destaque para a brasileira, apresentariam resultados superiores aos países fundadores. Pena que Henry Ford não está vivo para ver.

ESPECIAL

Números da General Motors

Market Share (Participação de Mercado):

Mundo:
2005: 14,1%
2006: 13,5%
2007: 13,3%

Estados Unidos:
2005: 25,9%
2006: 24,2%
2007: 23,5%

Europa:
2005: 9,4%
2006: 9,2%
2007: 9,5%

Brasil:
2005: 21,3%
2006: 21,3%
2007: 20,3%

China:
2005: 11,6%
2006: 12,3%
2007: 12,1%

FONTE: Relatório Anual da GM 2007.

ECONOMIA

CNI não concorda com insuficiência produtiva
POR Bruno Victor Toranzo

Estou cansado de ouvir que estamos vivendo o mal da inflação em dose dupla. O aumento excessivo da demanda é a razão em comum. Mesmo em dobro, ambas estão devidamente controladas, bem distantes dos números zimbabuenses ou mesmo dos brasileiros de alguns anos atrás.

A primeira delas é muito conhecida. Chegou à fama por aumentar o preço dos alimentos no mundo inteiro. Explicação básica: os emergentes, encabeçados pelos chineses e indianos, passaram a comer mais. Seria uma excelente notícia se a produção de alimentos tivesse acompanhado o ritmo.

Ao mesmo tempo, o outro efeito inflacionário, exclusividade brasileira, acontece pela falta de capacidade produtiva para atender a sede consumista da população. Simplesmente faltam indústrias e condições de fabricação.

O aumento do preço por demanda acontece quando a oferta não dá conta da procura. Muita gente com intenção de comprar para limitada capacidade industrial ou agrícola produtiva. Trata-se de uma idéia básica de mercado. Quando não há produto suficiente para atender o consumo, a tendência é de aumento dos preços.

No entanto, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), em relatório divulgado ontem, quinta-feira (3 de julho), contesta a insuficiência da capacidade produtiva industrial. Para a confederação, apenas o setor automobilístico e os dependentes (exemplo: autopeças) não estão conseguindo atender toda a procura de maneira eficiente.

O restante da indústria não se encontra no limite da capacidade. Pelo contrário: está sofrendo desaquecimento. A CNI deixa claro que os seguidos aumentos da taxa de juros foram desnecessários. O controle rígido da concessão de crédito bastaria para diminuir a venda de veículos.

Ainda de acordo com os industriais brasileiros, o indicador, que sustenta a inexistência de saturação produtiva, vem da medição do número de horas trabalhadas. Em maio, esse número foi apenas 2,7% superior ao mesmo mês do ano passado. Essa variação ficou bem abaixo dos 6,7% verificados nos quatro primeiros meses desse ano, em comparação ao mesmo período de 2007.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SARCASMO DA QUINTA


FONTE
: The Economist.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ECONOMIA

Ações viram motivo de preocupação
POR Bruno Victor Toranzo

Péssimo dia para a Bovespa. Como de costume nos últimos meses, o Ibovespa voltou a cair. Dessa vez, os investidores tiveram de engolir uma queda superior aos 3,5%.

Claro que as principais praças financeiras fecharam no vermelho. Os indícios de inflação estão fazendo com que os bancos centrais de diversos países aumentem a taxa de juros. Tal comportamento desestimula o investimento na renda variável. Os títulos públicos se tornam o alvo dos grandes investidores.

Pior será se os Estados Unidos seguirem o mesmo caminho. Para o alívio do mercado acionário, a última reunião do banco central americano manteve os juros em 2% ao ano. O que impede Bernanke, presidente do FED, e sua turma de aumentarem os juros é a necessidade de aquecer a maior economia do planeta urgentemente. Uma tarefa que se mostra, com o passar dos dias, assim como a recuperação das ações, praticamente impossível.

terça-feira, 1 de julho de 2008

SARCASMO DA TERÇA


FONTE: Newsweek.