terça-feira, 31 de outubro de 2006

CRÍTICA DECLARADA

Carta aos jornalistas
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Sob o discurso de "homem do povo", Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. Será que ele é realmente um "homem do povo"?

Não vejo, como "homem do povo", um presidente com quase a metade dos ministros envolvidos em esquemas de corrupção. Isso porque só estou considerando o cargo de ministro pela grande proximidade que tem com o de presidente. Também não vejo, como "homem do povo", um presidente que considera a cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, uma "exportadora de viados", expressão que ele utilizou, em campanha à presidência dos anos anteriores. Não consigo enxergar, como "homem do povo", um presidente que enriqueceu seu filho, através de acordo escuso com a Telemar, empresa com parte significativa do governo.

Não é "homem do povo" um comandante que aumenta substancialmente os impostos para financiar projetos assistencialistas e fortemente populistas, como o "Prouni" e o "Bolsa Família". Definitivamente, não é "homem do povo" um presidente que coloca seus interesses individuais acima dos da nação. O povo trabalha, produz. O presidente não sabe o que é isso. Sempre fez greve e fugiu pela porta dos fundos. Que "homem do povo" é esse?! Talvez, seja pelas metáforas de futebol e de família que costuma fazer em seus fracos discursos. Ou pelas peladas que disputa na Granja do Torto.

O fato é que chegar à presidência, por meio desse discurso populista e nojento, causa indignação às cabeças pensantes desse país. Os que não raciocinam, sendo manipulados pela figura imposta, pelos verdadeiros bandidos petistas, de "Lula herói da nação", escolheram o número 13, no último dia 29 de outubro. Lamentável. Principalmente, quando os eleitores têm condições de escolher melhor. Quando os eleitores possuem um mínimo de conhecimento para discernir o certo do errado e o corrupto do honesto. Sem falar daqueles que estão cursando jornalismo.

Agora é esperar os próximos casos de corrupção. São mais quatro anos de roubalheira. Mais quatro anos que o governo federal servirá unicamente aos interesses da legenda petista.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

PARA REFLETIR

O monopólio do entretenimento
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

A indústria do entretenimento é uma das mais rentáveis atividades comerciais do planeta. Ao mesmo tempo que leva diversão e distração ao tempo livre das pessoas, contribui para a evolução das desigualdades entre nações ricas e pobres.

A globalização aprisiona naturalmente a cultura dos países subdesenvolvidos, submetendo suas populações ao controle das grandes corporações de entretenimento. Corporações que possuem suas sedes no seleto grupo de nações desenvolvidas. Warner Brothers, FOX e SONY são exemplos clássicos de monopolização no campo do entretenimento. As duas primeiras empresas são de origem norte-americana e a terceira, japonesa.

Os provedores de cultura são justamente essas grandes marcas. Com amplo e fácil domínio do mercado mundial, eles partilham a mesma ideologia, cultuando o atual sistema capitalismo/globalização como alternativa ideal. Os modos americano e europeu de ver e de lidar com a vida chegam às residências de bilhões de pessoas diariamente. Os latino-americanos e os africanos encantam-se com esse estilo de vida, levando alguns deles a abandonar sua região natal.

É fundamental destacar que o fluxo de cultura ocorre de maneira unidirecional. Os países ricos impõem sua cultura aos pobres.

Theodor Adorno
, filósofo e sociólogo alemão, concentrou seus estudos justamente na relação entre mídia e público. Descobriu que a indústria cultural tinha outros objetivos, além de apenas divertir a população. O alvo principal, para Adorno, é o controle do público, reproduzindo sempre um clima conformista e dócil em uma multidão passiva. “Certamente os homens estão todos, sem exceção, sob a opressão; nenhum é ainda capaz de amar e é por isso que cada um se pensa tão pouco amado”.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

SARCASMO DA QUINTA

FONTE: Charge de autoria do jornalista Ricardo Borges.

CITAÇÃO LITERÁRIA

“Assim, numa metrópole tudo se insere em sistemas de controle, até o passo com que as pessoas se movem nas ruas, dependente da intensidade do fluxo de pedestres e do trânsito de veículos, de forma que se alguém for mais lento do que seus circunstantes, ou será chutado, acotovelado e pisado ou, se não atravessar a via expressa num rabo de foguete, terminará debaixo de algum veículo desembestado”.

“Nessa sociedade altamente mecanizada, são os homens e mulheres que devem se adaptar ao ritmo e à aceleração das máquinas, e não o contrário”.
Trechos retirados da obra A corrida para o século XXI no loop da montanha-russa, de Nicolau Sevcenko.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

SARCASMO DA QUARTA

FONTE: Charge de autoria do jornalista Ricardo Borges.

domingo, 15 de outubro de 2006

PARA REFLETIR

Crítica declarada
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

“A corrupção não impede a cidadania. Ela é inerente à dimensão humana”. A declaração do ministro da Cultura, Gilberto Gil, isenta de responsabilidade não só o governo petista do qual faz parte mas também os congressistas acusados de corrupção. Sem dúvida que os quatro anos de presidência petista resultaram no maior processo de corrupção da história da jovem democracia brasileira.

O comportamento da população é o espelho de seus representantes políticos da Câmara Federal, do Senado e das outras instituições públicas de poder. O brasileiro encontra-se transtornado e desacreditado com a atual situação política. A falta de credibilidade do governante atingiu níveis assustadoramente negativos. Além de não acreditar mais em promessa de político, grande parte dos brasileiros generaliza, taxando a classe de corrupta e sem caráter.

Esse clima de impunidade serve apenas para criar a tão errada impressão de que o melhor caminho seja a desonestidade. O falso pensamento de que ser honesto – tendo um trabalho digno, pagando seus impostos, respeitando as leis e até ajudando as pessoas de sua comunidade – é comportamento de tolo, não sendo mais nenhuma vantagem em uma sociedade tão vazia de valores em que vivemos. O ser “esperto” é o enganar as pessoas para proveito próprio como inúmeros “representantes do povo”, vocativo que eles mesmos preferem ser chamados, costumam fazer e que cresceu no governo de um ex-metalúrgico – quem diria! – chamado Luiz Inácio Lula da Silva.

Portanto, o senhor ministro da Cultura, Gilberto Gil, poderia valorizar mais os interesses do país aos do seu partido e reformular sua idéia, destacando o que foi discutido ao longo deste artigo.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

SARCASMO DA TERÇA

FONTE: Charge de autoria do jornalista Ricardo Borges.

ELEIÇÕES 2006

Bastidores do debate
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

O primeiro debate de segundo turno das eleições presidenciais caracterizou-se, como não poderia deixar de ser, pela tensão. Os dois candidatos à presidência, o tucano Geraldo Alckmin e o petista Luiz Inácio Lula da Silva, estavam visivelmente nervosos.

O modo como Alckmin mordia a boca e engolia a seco evidenciava o peso de ser uma das maiores surpresas dos últimos pleitos. Chegou ao segundo turno com 40 milhões de eleitores e a responsabilidade de renovar moralmente o Palácio do Planalto. Um enorme peso em seus ombros que soube carregar com maestria. A estratégia utilizada foi o ataque desde o primeiro minuto. Nos cumprimentos iniciais, provocou o adversário, dizendo que nunca comparecia aos debates. O tom agressivo, exaltando sempre a ética e criticando a corrupção, deixou Lula sem rumo, sem respostas.

O petista, sofrendo bombardeios constantes, suava e soltava pérolas da língua portuguesa. Foram raras as concordâncias verbais e as nominais acertadas pelo “candidato da força do povo”. Como não poderia deixar de ocorrer, usou suas famosas metáforas. Em uma delas, lembrou da sua mãe e citou o provérbio “cada macaco no seu galho”. Quanto aos equívocos gramaticais, é interessante destacar alguns deles. Ao referir-se ao “carro flex”, acabou dizendo “carro flexil”. Já “Sanguessuga” virou “Sanguessunga”. Sem falar que, mostrando clara instabilidade, errou a idade do PSDB ao dizer que os tucanos estão há quatro séculos no cenário político brasileiro.

As pesquisas mostraram. Os eleitores brasileiros opinaram que o candidato Geraldo Alckmin saiu vitorioso do debate. Será o começo da virada tucana rumo à presidência?

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

SARCASMO DA SEGUNDA

FONTE: Charge de autoria do jornalista Ricardo Borges.

sábado, 7 de outubro de 2006

OPINIÃO DO LEITOR

Uma opinião de relevância
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

O Blog do Toranzo publicou no dia 30 de setembro, sábado, artigo intitulado Individualidade e tecnologia. O comentário acerca do artigo chamou minha atenção. A advogada e voluntária social, Andréia Luciana Toranzo, foi a autora da brilhante consideração:

"Infelizmente, os representantes políticos não são os únicos a priorizar os seus interesses particulares, em prejuízo dos interesses universais. Vivemos numa sociedade egoísta e a reformulação e a conscientização deve ser obrigação de cada um de nós, especialmente daqueles que enxergam tal problemática, contudo, permanecem inertes, omissos, vivendo cada um a sua vidinha medíocre, preocupados tão somente com seu "bem estar". Acredito no Brasil, acredito na capacidade do ser humano de se transformar. Acontece que isso depende de nós, os "intelectuais", com formação acadêmica. As escolas, em especial as universidades da atualidade, podem ser caracterizadas pela existência de setores onde a prática científica produz conhecimentos dotados de valor apenas para o mercado de bens econômicos. Este movimento de aproximação com o mercado faz com que nós, os "intelectuais", "graduados e pós-graduados", não obstante inconformados com a indiferença de nossos governantes, nos distanciamos dos demais setores, principalmente aqueles voltados ao atendimento das demandas dos setores mais desfavorecidos da sociedade. Isto significa dizer que as existentes interações entre "nós" e os "excluídos" são em menor número do que deveriam ser. Ainda estamos apenas brincando de democracia. Esta só se consolidará quando realmente nos tornarmos atuantes, com participação ativa e direta nas questões que envolvem o nosso país, o nosso povo, deixando de ser meros espectadores da miséria, da ignorância e da corrupção. Acredito que devemos divulgar um ensino que prepare as pessoas com uma sólida formação técnica, contudo, aliada a um alto grau de consciência social. Precisamos aprender que, além de correr atrás dos nossos interesses particulares, é preciso arranjar tempo, isso significa priorizar valores pessoais, para desenvolver atividades importantes junto à sociedade brasileira, principalmente através da participação em entidades filantrópicas voltadas para o desenvolvimento social. As universidades e o ensino como um todo, desde a infância, devem primar por disciplinas de caráter humanístico e pelo desenvolvimento da pluralidade ideológica, a fim de que nós, "intelectuais", possamos desenvolver uma visão crítica, possibilitando uma compreensão da realidade que nos cerca e, efetivamente, dar respostas e soluções aos diversos problemas que a realidade impõe. Além de um conhecimento técnico de excelente nível, temos que buscar uma sensibilidade social mais apurada. Aqui, a grande contribuição das instituições de ensino, bem como dos núcleos familiares com condições econômicas e intelectuais médias, seria trazer para a discussão os grandes temas de nossa atualidade no que diz respeito aos direitos dos cidadãos, as transformações tecnológicas e seus impactos sociais, os efeitos da globalização e abertura de nossa economia, entre outros. Os processos de transformações são rápidos e suas conseqüências ao ser humano são dramáticas, exigindo que os direitos dos cidadãos sejam repensados e transformados com a mesma velocidade, para que a cidadania possa ser construída e reconstruída permanentemente. Como dito anteriormente, não basta a formação e treinamento dos profissionais, é necessária, no presente momento, uma parceria mais duradoura com as organizações da sociedade civil. Envolver-se de forma intensa no fortalecimento do Terceiro Setor é uma prioridade, pois o processo de transformação tem que ser permanente. Torna-se urgente que se forme pela união de alguns organismos financiadores um fundo voltado para a pesquisa, treinamento e assessoria de organizações sociais. Para isso acontecer, temos que descruzar os braços. Para combater a impessoalidade, devemos cultivar a solidariedade, difundir os valores filantrópicos. A tecnologia vai continuar cada dia avançando mais e nós vamos continuar cada dia mais empolgados com a modernização e com a globalização, contudo, não podemos nos esquecer de que nada substitui o calor humano de um abraço. Se isso acontecer, a humanidade será extinta, de um lado "nós" vivendo no mundo virtual, solitários e depressivos em frente a um computador, do outro, "eles", os excluídos e miseráveis, que, diga-se de passagem, já estão esquecidos desde sempre, muito antes de qualquer avanço tecnológico".

OPINIÃO DO LEITOR

FONTE: Livro de Gilberto Dimenstein. Foto de Paula Simas. A GUERRA DOS MENINOS - ASSASSINATO DE MENORES NO BRASIL.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

SAIU NA IMPRENSA

Artigo publicado, no dia 2 de outubro de 2006, no jornal O Estado de S. Paulo.

O mercado sem sustos
Carlos Alberto Sardenberg

"Há quatro anos, os mercados despencavam com medo de Lula. (...) Na véspera das eleições de 2002, o dólar chegou a ser negociado a R$ 4, quase o dobro da cotação registrada no início da campanha eleitoral (R$2,30, em março). O risco Brasil, no mesmo período, foi de 700 para 2400 pontos. E a Bolsa de Valores despencou da faixa dos 14.400 pontos, também em março, para 8.700 na sexta-feira antes da votação. Neste ano, foi o reverso dessa história. O dólar, desde o início da campanha, está oscilando entre R$ 2,20 e R$ 2,10, no que se pode considerar estabilidade. O risco Brasil tem variado entre 210 e 240 pontos. E a Bovespa encerrou a semana em torno dos 36.500 pontos, uma queda em relação a março, mas com ganhos em relação a janeiro. (...) Em 2002, o mundo vinha de uma seqüência de desastres econômicos e financeiros. No mundo emergente, países haviam sofrido crises no balanço de pagamentos - isto é, haviam quebrado: a Coréia do Sul (1997), a Rússia (1998), o Brasil (1999) e a Argentina (2001). No mundo desenvolvido, começando pelos Estados Unidos, a seqüência também havia sido desastrosa: em Wall Street furaram as bolhas das empresas de internet e das telecomunicações; grandes fundos de investimentos registraram perdas enormes tanto no mundo emergente quanto nos países ricos; depois, houve a crise dos balanços dos Estados Unidos, quando grandes empresas foram apanhadas roubando nas costas e forjando lucros; finalmente, os mercados paralisaram com a queda das torres do World Trade Center. (...) Em resumo, a expectativa hoje é de uma desaceleração nos Estados Unidos e no mundo, moderada, gradual e pacífica. O mundo vai crescer menos, mas ainda cresce, de modo que a influência externa continua sendo positiva para o Brasil. Mais uma demonstração de sorte de Lula. FHC pegou uma seqüência de crises internacionais, Lula, o melhor momento dos últimos 40 anos. (...) Em 2002, o mercado estava com medo de Lula. Para os investidores, sobretudo do exterior, o Brasil estava em via de se tornar uma grande Venezuela - e, o que era pior, sem petróleo. Hoje, o mercado conhece um outro Lula, o do Banco Central autônomo, na prática, e o do superávit primário para pagar juros. O mercado gosta desse Lula. Não gosta de outros aspectos, como o aumento do gasto público (e, pois, de carga tributária), o ambiente pouco propício ao investimento privado, a desastrada diplomacia e, claro, a corrupção e o aparelhamento do Estado".

terça-feira, 3 de outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006

Estratégias para a guerra das urnas
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Segundo turno das eleições presidenciais. Momento em que os partidos definem novas estratégias de conquista do eleitor. E o objetivo maior não é conquistar o eleitor do outro candidato. As abstenções, mais de 20 milhões de votos no primeiro turno, são o alvo dos concorrentes. A pergunta-chave está em como conquistar todo esse montante. Está claro que é preciso muito mais em termos de apresentação de programas de governo, deixando claro as propostas para o futuro do Brasil, se quiserem realmente atrair esse enorme contingente de pessoas.

As negociações entre as legendas também são de extrema importância para a vitória. Os petistas e os tucanos, separados por míseros sete pontos percentuais, buscarão desesperadamente aliados potenciais.

O maior dos aliados é o PMDB. Com dezesseis senadores e a maior bancada de deputados federais na Câmara, mais de oitenta, além do expressivo número de governadores eleitos, a legenda destaca-se como a terceira ou quarta força no cenário político brasileiro. A disputa pela terceira força, em termos de importância partidária, fica mesmo entre o PMDB e o PFL, coligado à campanha de Alckmin.

Porém, é sabido que os peemedebistas apresentam pluralidade quanto aos rumos do partido e de sua política de alianças. Michel Temer, presidente nacional do partido, deve apoiar o presidenciável tucano. Enquanto que José Sarney, eleito senador no Amapá, e Renan Calheiros, também senador, devem escolher o petista. São duas as dissidências peemedebistas e, portanto, mais uma vez, o partido ficará dividido quanto ao melhor candidato à presidência do país.

Com a eleição para governador finalizada em alguns estados, é possível avaliar quais serão as prioridades de Alckmin e de Lula. A figura do governador, ainda mais aquele que venceu com folga, confere credibilidade ao presidenciável. Caso a campanha seja feita em total parceria com esse governador, é perfeitamente possível mudar a preferência do eleitor de determinado estado.

A estratégia de centrar atenção em Minas Gerais, onde Aécio Neves (PSDB) foi eleito com quase 80% dos votos, é de suma importância para os tucanos. Ainda mais, porque foram derrotados por praticamente dez pontos percentuais. O estado das Minas Gerais representa o segundo maior colégio eleitoral do país.

A surpreendente vitória de Jaques Wagner (PT) para o governo baiano deixou os petistas extasiados. Trata-se do quarto maior colégio eleitoral brasileiro. Apesar de Lula estar folgadamente na frente, mais de quarenta pontos percentuais de liderança, é importante garantir sua hegemonia entre a população do estado.

Os derrotados do primeiro turno também serão procurados pelos presidenciáveis. Heloísa Helena (PSOL) já se adiantou e negou qualquer apoio. O candidato da educação, Cristovam Buarque (PDT), ainda não se posicionou, mas, provavelmente, ficará com os pesedebistas. Espera-se essa decisão pelas ríspidas críticas feitas a Lula desde que saiu do cargo de ministro da Educação em janeiro de 2004.

Nesta terça-feira, o casal Garotinho oficializou apoio à candidatura de Geraldo Alckmin. Vale lembrar que Anthony Garotinho conseguiu mais de 10% dos votos nas eleições presidenciais de 2002 e sua esposa, Rosinha, possui boa aceitação entre o eleitorado fluminense.

A batalha pela presidência está apenas começando. A guerra das urnas coloca frente a frente dois partidos tradicionalíssimos da política brasileira. O brasileiro é o território a ser conquistado. É o motivo pelo qual a guerra está travada. O embate promete.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

ELEIÇÕES 2006

Novas projeções para o segundo turno
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Final de noite do domingo. Eleição tranqüila. Consolidação do processo democrático. Resultado eleitoral confirmado. Segundo turno ocorrerá. Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva travarão embate histórico na corrida para o Planalto. O candidato do PSDB conseguiu uma porcentagem espetacular (mais de 40%), surpreendendo até os mais otimistas membros da legenda. É importante lembrar que há meses atrás sua candidatura era tida como derrota certa. Sem falar da desunião, da bagunça, que os tucanos enfrentavam.

O cenário político mudou. Lula perdeu credibilidade com os escândalos de corrupção em seus quatro anos de governo. O último, o do dossiê Vedoin, caracterizou-se como uma afronta aos direitos individuais de cada cidadão garantidos pela Constituição. Objetivava acabar com a candidatura de José Serra ao governo do Estado de São Paulo através de falsas denúncias, atacando a dignidade do psedebista. Apontar o dossiê como motivo central para o segundo turno das eleições pode parecer exagero, mas é perfeitamente possível considerá-lo importante fator para a continuidade da disputa.

Quanto aos eleitores de cada candidato, há uma divisão do país. De um lado, estão o Sul, Sudeste e Centro-Oeste apoiando hegemonicamente o tucano. De outro, as regiões Norte e Nordeste conferem apoio quase que absoluto ao petista.

Enquanto o perfil do eleitorado de Alckmin preza pela transparência política e pela responsabilidade fiscal, o de Lula considera apenas as pequenas melhoras, praticamente imperceptíveis, de sua condição de vida. O Bolsa Família, programa assistencialista do atual governo, é o maior responsável pela popularidade do presidente no Nordeste. Comprometer bilhões de reais do PIB ao ano para sustentar milhões de famílias carentes, como já discutido diversas vezes, não é medida eficaz para a inclusão social. Fica evidente que o interesse petista é o de conquistar a simpatia desse eleitor e, conseqüentemente, o seu voto.

Os debates serão importantes para a discussão de soluções para os problemas do país. A democracia brasileira espera que o candidato Lula compareça aos debates. Já basta o seu comportamento durante o primeiro turno. Evitando qualquer acareação com seus concorrentes.

Arriscar um palpite? O melhor a fazer agora é observar. Observar atentamente. Duas observações já são pertinentes. A primeira é a de que o candidato Geraldo Alckmin está motivado e confiante como nunca antes. Saiu de um cenário difícil, atordoado, e encontra-se agora em um esperançoso, de boas possibilidades de vitória. A segunda observação é que Lula está se afundando em seus próprios erros. Caso haja aprofundamento na investigação do dossiê Vedoin, um abismo se abrirá sob a cúpula petista.

Leitura complementar:

ELEIÇÕES 2006

GERALDO ALCKMIN
(PSDB)

X

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
(PT)


FONTE: Buscador GOOGLE.