quarta-feira, 30 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUARTA

FONTE: Chargista Tacho. Jornal NH (RS).

ESTATUTO DO PCC

Confira alguns dos 16 mandamentos do Estatuto do PCC (Primeiro Comando da Capital), o principal exemplo de crime organizado no Brasil.

Seus membros devem lealdade ao partido "acima de tudo";

Criminosos em liberdade e boa situação financeira que se "esquecerem" de contribuir com a facção "serão condenados à morte sem perdão;

A prioridade da organização continua sendo aquela que motivou sua fundação: a desativação do Anexo da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, a que o documento se refere como "campo de concentração";

A facção se compromete, em "coligação com o Comando Vermelho (do Rio de Janeiro), a revolucionar o país dentro das prisões" e tornar-se "o terror dos poderosos, opressores e tiranos que usam o Anexo de Taubaté e o Bangu I do Rio de Janeiro como instrumento de vingança da sociedade na fabricação de monstros".

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

FATO DA SEMANA

ABUSO DE PODER
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Watergate. Esquema PC. O que esses dois casos têm em comum? Os dois escândalos foram determinantes para que os presidentes caíssem e ocorreram nos últimos anos.

Richard Milhous Nixon. Presidente dos Estados Unidos de 1969 até 1974. Foi determinante para a retirada das tropas norte-americanas do Vietnã. Os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, por meio do jornal The Washington Post, começaram a investigar o assalto do dia 17 de junho de 1972 à sede do Comitê Nacional Democrático, no edifício Watergate, localizado na capital dos Estados Unidos. Os dois repórteres perceberam ligações entre a Casa Branca e o assalto. Hipótese confirmada por uma pessoa conhecida na época como Garganta Profunda (Deep Throat), cuja identidade veio à tona recentemente, trata-se do ex-vice presidente do FBI W. Mark Felt. Garganta Profunda confirmou que aquilo não era um assalto, mas um ato de espionagem do Partido Republicano e que Nixon sabia de tudo. O caso Watergate derrubou o presidente em 1974. O republicano renunciou para não sofrer o processo de impeachment.

Fernando Collor de Mello
. Presidente do Brasil durante dois anos até sofrer o impeachment em 1992. Paulo César Farias, o PC, tesoureiro de Collor, era seu principal aliado na arrecadação de dinheiro. Segundo a revista Veja: "No governo, PC usava sua influência junto ao presidente para vender favores. Em troca de milhões de dólares, facilitava a vida de empresas em licitações de obras públicas. Firmas fantasmas foram criadas para emitir notas fiscais frias. O esquema movimentou algo por volta de 350 milhões de dólares". Pedro Collor foi decisivo para a denúncia da corrupção envolvendo seu irmão, depois de desentendimento entre eles.

FATO DA SEMANA

FONTE: Revista Veja.

sábado, 26 de agosto de 2006

SARCASMO DO SÁBADO

NOTA: Charge de autoria do jornalista Ricardo Borges.

PARA REFLETIR

"O Lula é contraditório. Ele é fruto do sindicalismo do ABC, setor avançado na época. A cabeça dela não era messiânica. Ele usa isso taticamente, mas não leva ao pé da letra. Mas Lula esqueceu o que era há 20 anos, líder dos trabalhadores, para virar líder dos pobres, como eram os populistas. Só que um lado olha para os pobres e outro para o mercado financeiro. Um bom sebastianista (salvador da pátria) não faz isso". (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à revista PLAYBOY do mês de agosto).

"Ele (Lula) nunca me convidou para tomar um café, o que deveria ter feito, em benefício dos bons costumes políticos (...) O Lula não é uma pessoa de gestos que demonstrem publicamente generosidade política. E ele é muito competitivo, muito mais que eu. Quer ser o primeiro sempre. Eu não tenho nenhum sentimento de raiva e inimizade em relação a ele - talvez ele possa ter comigo -, mas não o qualificaria de amigo. É exagerado". (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à revista PLAYBOY do mês de agosto).

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

SARCASMO DA SEXTA

FONTE: Diário da Tarde (MG). Edição do dia 23 de agosto de 2006.

ESMIUÇANDO A ECONOMIA

QUASE 50% DO PIB DE IMPOSTOS
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

A carga tributária do Brasil alcançou incríveis 37,37% do PIB no ano passado, chegando a mais de 724 bilhões de reais. Trata-se de uma afronta aos cidadãos brasileiros. O volume de impostos em nosso país compara-se ao dos desenvolvidos como a Suíça. Mas há uma enorme diferença. Por lá, nas nações ricas, a população conta com excelentes sistemas de saúde, de educação, de transporte. Ou seja, o montante do imposto é revertido em melhorias para os habitantes.

Uma possível Reforma Tributária visa justamente atacar esse entrave ao desenvolvimento do país. A burocracia enorme existente gerada, principalmente, pela grande quantidade de impostos dificulta a sobrevivência das grandes empresas e a criação de novas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUINTA

FONTE: Jornal Folha de S. Paulo. Edição do dia 24 de agosto de 2006.

ELEIÇÕES 2006

VOTO CONSCIENTE, DEMOCRACIA SAUDÁVEL
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

As eleições estão chegando. Milhões de brasileiros vão às urnas em outubro para escolher seus representantes no comando do país. Os cargos de governador de Estado, deputado estadual e federal, senador e o de maior representatividade da nação, o de presidente, passarão pelo processo democrático.

O povo brasileiro sempre apresentou como característica principal a inconstância no que tange ao interesse político. Ao longo da história de nosso país, variações de interesse são normais. Considero que o ápice da adesão popular a um governo foi durante o de Getúlio Vargas. Adesão que começou tímida em 1930, com a chegada de Vargas ao poder. Porém, o carisma do presidente e suas práticas reconhecidamente populistas conquistaram a confiança da grande maioria dos brasileiros. O brasileiro aprendeu o que é participação na vida política da nação neste período, apesar das gerações posteriores terem esquecido o significado.

A ditadura militar com seus dois partidos “rivais”, o MDB e a ARENA, foi extremamente prejudicial na evolução participativa dos brasileiros na política. A repressão à liberdade de expressão e a redução, anulação em dados momentos, dos direitos individuais assegurados pela Constituição caracterizaram o período. Considerados rebeldes pelo governo da época, José Serra, Luis Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, entre tantos outros, brilhariam anos depois nos mais importantes cargos políticos do país.

A era da democracia foi inaugurada com a eleição de Fernando Collor de Mello. Pode se dizer que a era da frustração também. O primeiro presidente eleito de forma direta, após anos de ditadura, mostrou-se incapaz de realizar um bom trabalho e junto com seu braço direito, PC Farias, organizaram um bem estruturado esquema de corrupção. A opinião pública exigiu o processo de impeachment, aprovado pelo Congresso em 1992. Os adolescentes de rosto pintado com as cores do Brasil, exigindo o impeachment, foram um dos símbolos da queda de Collor.

Itamar Franco assumiu a presidência. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, começou a escrever seu nome na história econômica brasileira. O Plano Real, lançado por ele, mostrou-se um sucesso, recuperando a credibilidade nacional no mundo inteiro. O antídoto contra a alta inflação, pesadelo constante dos brasileiros no começo da década de 90, funciona com primor até os dias atuais, de governo Lula.

Os dois governos de Fernando Henrique Cardoso contaram com boa aceitação popular. No primeiro, essa popularidade foi evidente. Conseqüentemente, com a aprovação da reeleição pelo Congresso, os eleitores apostaram em FHC mais uma vez, dado o excelente trabalho realizado no campo da economia e da responsabilidade fiscal, reconhecido pelos grandes nomes da geopolítica mundial.

Eleições de 2002. Vitória petista. Luis Inácio Lula da Silva subiu a rampa do Planalto, prometendo uma verdadeira revolução social através da diminuição do poder dos banqueiros, dos grandes investidores, e da desigualdade social. Mera ilusão. O ex-metalúrgico apenas se adequou ao cenário econômico internacional, seguindo a brilhante conduta econômica dos tucanos. E a ilusão não parou por aí. Casos e mais casos de corrupção como o mensalão e os sanguessugas baixaram a credibilidade do Congresso Nacional ao nível mais baixo da curta história de nossa democracia. Pelo menos, toda essa tragédia serviu para que os cidadãos se conscientizassem muito mais politicamente, a exemplo do que ocorreu no processo de impeachment em 1992.

Vejamos realmente se o eleitorado aprendeu a exercer o direito do voto com mais responsabilidade. É necessário saber sobre o passado político de determinado candidato, fiscalizando se não tem nenhum envolvimento com a ilegalidade como fraudes e esquemas escusos. Suas propostas durante o mandato também são de extrema importância. Elejamos representantes idôneos e com vontade política para que nossa democracia possa vigorar saudavelmente.

Leitura adicional:

ELEIÇÕES 2006

FONTE: Buscador GOOGLE.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUARTA

FONTE: Jornal NH (RS). Edição do dia 23 de agosto de 2006.

ESMIUÇANDO A ECONOMIA

GREENSPAN: JÁ FOI O HOMEM MAIS FORTE DO MUNDO

FONTE: Revista WORTH MAGAZINE.

ESMIUÇANDO A ECONOMIA

O SUPER-HOMEM DAS FINANÇAS
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Ben Bernanke
ocupa posição de destaque no cenário econômico internacional. Ele é o presidente do Banco Central dos Estados Unidos (FED - Federal Reserve). Como sucessor do lendário Alan Greenspan, ícone do capitalismo selvagem norte-americano, Bernanke é o responsável pelas altas e baixas das Bolsas de Valores do mundo inteiro.

Vale lembrar que, diferentemente de nosso país, o FED tem autonomia em relação à federação. O Banco Central brasileiro sofre influência direta do governo federal, é uma instituição pública.

Comandar uma economia tão poderosa como a dos Estados Unidos não é tarefa das mais simples. Qualquer mudança nos planos econômicos do FED, é sentida por todos os países do globo, principalmente os emergentes como o Brasil. Um equívoco na política econômica ocasiona efeitos de crise financeira graves em âmbito mundial. Nas últimas semanas, a expectativa esteve enorme em relação à estipulação da nova taxa de juros dos Estados Unidos. Rumores sobre a mudança deixam o mercado financeiro em pânico, em especial os países de economia mais frágil. Um aumento da taxa significa menor investimento nos países emergentes, os investidores preferirão poupar o dinheiro como forma de se proteger de uma possível recessão.

NOTA:
O experiente economista Alan Greenspan ficou por quase vinte anos na presidência do FED. Chegou ao cargo no governo de Ronald Reagan em 1987 e ficou até sua aposentadoria em janeiro deste ano.

ESMIUÇANDO A ECONOMIA

BEN BERNANKE

FONTE: Buscador GOOGLE.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

FATO DA SEMANA

BRASIL, A TERRA DA DESIGUALDADE SOCIAL

FONTE: Revista VEJA.

FATO DA SEMANA

CHINESES E O PROGRESSO NO CENTRO DE PEQUIM

FONTE: Revista VEJA.

FATO DA SEMANA

TRÊS POSSÍVEIS NOVAS POTÊNCIAS NO FUTURO
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

A China e a Índia abandonaram o subdesenvolvimentismo e caminham para integrar o seleto grupo dos países de Primeiro Mundo. A expectativa de alguns anos atrás era que o Brasil também estaria nas possíveis economias que se equipariam às dos grandes. No entanto, as crises financeiras, com alto índice de inflação e diminuição da renda do trabalhador, e a instabilidade política atrapalharam o processo.

O bom desempenho da balança comercial, a valorização de nossa moeda frente ao dólar, os índices controlados de inflação e a expectativa de um crescimento econômico razoável este ano despontam como fatores para colocar o Brasil, de volta, aos trilhos do progresso. A comparação Brasil-Índia-China é inevitável por serem os três países mais promissores na atual conjectura econômica mundial.

A população da China equivale a um quinto dos habitantes da Terra, 1,3 bilhão de pessoas. A maioria vive no campo, são camponeses. Desde 1980, o país tem um crescimento econômico de 10%. Já é o quarto maior exportador mundial. O PIB chinês ultrapassa 1,5 trilhão de dólares. O imenso mercado consumidor configura-se como um dos atrativos aos investidores. A mão-de-obra abundante é a responsável pelos baixos salários pagos no país. "As montadoras nos EUA pagam 37 dólares por hora trabalhada, enquanto que na China a hora de um operário do mesmo setor vale 2 dólares", informação retirada do Almanaque Abril. A moeda nacional (yuan) é muito desvalorizada frente ao dólar: a cotação mais recente indica que para comprar 1 dólar é necessário quase 8 yuans. Essa desvalorização torna os produtos chineses mais baratos, tornando-os praticamente imbatíveis no mercado global. Os Estados Unidos e a União Européia entraram com processos na OMC (Organização Mundial do Comércio), acusando a China de medidas protecionistas como manter a moeda desvalorizada para vender cada vez mais sua produção. Desde a chegada do Partido Comunista Chinês (PCCh), liderados por Mao Tsé-tung, ao poder em 1949, o regime autoritário é o vigente no país. As pessoas não têm liberdade para se manifestar e o governo é acusado de violações dos direitos humanos.

O trecho a seguir, retirado da entrevista da revista Veja com o economista indiano Vinod Thomas, datada de 26 de abril deste ano, analisa a situação chinesa: "Parte do sucesso da China tem a ver com o fato do país ainda possuir um regime autoritário, o que facilita a implementação de projetos de nível nacional com grande disciplina. Essa situação, no entanto, é insustentável a médio prazo. Para participar do mercado internacional você tem de ter práticas aceitáveis no resto do mundo".

A Índia, a exemplo da China, também ultrapassou a barreira de 1 bilhão de habitantes. A economia cresce cerca de 6% ao ano e o motivo principal é a força do seu mercado de alta tecnologia, destacando-se como o maior exportador de softwares do mundo. O PIB (dados de 2003) indiano corresponde ao montante de 570 bilhões de dólares. A educação, através do investimento apenas na educação superior, é a principal justificativa para o grande desenvolvimento. A fórmula de investir apenas na melhoria do ensino superior foi importante na geração de mão-de-obra para as empresas de alta tecnologia, porém não contribui em nada para a melhora da educação como um todo, não combatendo a essência do problema, o analfabetismo. Com uma renda per capita baixíssima (440 dólares) e uma taxa de analfabetismo assustadora (na casa de 40%), o grande desafio para chegar à classificação de potência é a inclusão social. Inclusão de 250 milhões de pobres, um Brasil inteiro de miseráveis.

Thomas, quando indagado sobre o porquê do otimismo com o Brasil, revelou: "China e Índia terão de fazer revoluções para implantar a democracia e erradicar a pobreza. Os desafios do Brasil são muito mais simples".

O Brasil possui realmente menores desafios para chegar ao tão sonhado seleto grupo. Investimento maciço na educação como fez a Coréia do Sul é imprescindível. O Ministério da Educação precisa se conscientizar que ensino de qualidade não é só para o ensino superior e dividir mais igualmente o investimento. A inclusão digital nas escolas com professores treinados para utilizar os recursos virtuais em suas aulas, facilitando o ensino, é uma boa estratégia para a melhora da educação. As Reformas Política, Previdenciária e Tributária precisam ser votadas no Congresso. A Reforma Política traria mais transparência às nossas já sólidas instituições públicas, eliminando males enraizados como o caixa 2 e os privilégios parlamentares, aperfeiçoando os mecanismos democráticos. A Reforma Previdenciária seria importante, entre outros fatores, para diminuir o déficit que atinge 5% do PIB do país. A Reforma Tributária aliviaria a carga de impostos sobre os brasileiros e diminuiria a burocracia, a lerdeza em abrir uma empresa, por exemplo. A diminuição do tamanho do Estado, controlando e cortando os gastos, contribuiria para o controle da dívida interna. A concentração de renda seria combatida, não por projetos de ajuda social, mas por uma política de crescimento sustentado da economia, criando milhões de empregos e possibilitando que cada pessoa conquiste seu espaço na sociedade.

FATO DA SEMANA

ÍNDIA

FONTE: Buscador GOOGLE.

FATO DA SEMANA

CHINA

FONTE: Buscador GOOGLE.

FATO DA SEMANA

BRASIL

FONTE: Buscador GOOGLE.

sábado, 19 de agosto de 2006

SARCASMO DO SÁBADO

FONTE: Agência Carta Maior.

PARA REFLETIR

"Toda criança na escola, toda escola de qualidade. Se fizermos isso, o resto se resolve. É claro que junto tem a erradicação da pobreza. Do ponto de vista conceitual, creio que estou contribuindo ao romper com a visão tradicional de que a pobreza se erradica através do crescimento econômico. Ele é um instrumento fundamental para aumentar a riqueza, não para reduzir a pobreza. Até há algumas décadas, havia lógica e evidências na idéia de que aumentando riqueza se reduziria a pobreza porque a riqueza se espalhava. A riqueza não se espalha, concentra-se. A estrutura econômica força a isso. E a maneira de erradicar a pobreza também não é desarticular a economia dos ricos como se pensava na época da proposta socialista". (Cristovam Buarque, candidato à presidência, em entrevista à revista Istoé).

"Erradicar a pobreza custa pouco e traz vantagens para o País. Em 20 anos completaremos dois séculos de independência. Quando os americanos comemoraram o bicentenário, já tinham mandado 12 homens à Lua, vencido guerras, eram a maior economia do mundo, tinham educado quase todas as crianças, não havia fome". (Cristovam Buarque).

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

SARCASMO DA SEXTA

FONTE: Agência Carta Maior.

ESMIUÇANDO A ECONOMIA

O ANTAGONISMO ENTRE OS MODELOS ORTODOXO E HETERODOXO NO CONTEXTO ECONÔMICO ATUAL
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

O antagonismo das duas classificações desafia os estudiosos a definir qual o melhor caminho a ser seguido por uma nação. A resposta não existe. Talvez, nunca apareça solução para essa dúvida.

A lógica capitalista atual orienta-se pela visão ortodoxa/associada. Associada ao capital externo. O capitalismo liberal ortodoxo transforma em dogma as regras do capitalismo clássico. Defende a não intervenção do Estado na economia, ou seja, aprova, entre outros pontos, a desestatização. A livre-iniciativa é o regime motor do progresso. A política do Banco Central brasileiro de manter a taxa de juros SELIC alta, não gastar mais do que arrecada e procurar diminuir o tamanho do Estado, controlando as despesas e os investimentos, são medidas ortodoxas. O ortodoxo (conservador) não adota medidas de cunho nacionalista. O nacionalismo econômico é prejudicial por afastar os investidores. Os liberais não querem populistas no governo por representarem uma ameaça aos seus interesses. O populista tem o povo em suas mãos, além de desrespeitar as regras do capitalismo internacional. Em nome de estabilidade econômica (controle da inflação, menos risco de uma crise econômica grave), países em desenvolvimento como o Brasil, sacrificam os investimentos na parte social, ocasionando concentração de renda e miséria. O principal beneficiado dessa linha econômica são os bancos, com lucros recordes todos os anos. Considerando o histórico de desenvolvimento dos países do globo, é interessante notar que o capitalismo ortodoxo só obteve êxito em países desenvolvidos, já que os em desenvolvimento precisam do Estado para dirigir o investimento.

Por outro lado, estão os heterodoxos/nacionalistas. Aceitam o capital estrangeiro, mas sob certas restrições. Os setores básicos precisam ser estatais, precisam receber investimento estatal. Para investir, o Estado naturalmente interfere na economia, ferindo assim o neo-liberalismo. A Petrobras foi criada em 1953, pelo governo Vargas, e é um exemplo clássico de estatal. A riqueza que países em desenvolvimento como o Brasil produzem não se reduzem ao capital estrangeiro que se instala em suas terras. Os grandes investidores que concentram seu dinheiro em países em desenvolvimento já encontram um grande mercado consumidor como o indiano, mão-de-obra barata e abundante como o chinês e matéria-prima à vontade como a brasileira.

A classe média brasileira apóia os liberais por temer governos semi-ditatoriais como o de Chávez na Venezuela, e o de Morales na Bolívia. Teme também a volta da inflação e das crises cambiais. Com um contingente maior que a população do Chile ou do Uruguai, o posicionamento da classe média é fundamental no Brasil. Ela é responsável pelos resultados das eleições, apontada como a principal consumidora e a mais formadora de opinião entre as classes sociais.

No Brasil, a política econômica não varia. O governo de Luis Inácio Lula da Silva é o maior exemplo disso. O PT defendia, na década de 80, medidas extremamente heterodoxas como o fim do pagamento da dívida externa. Porém, quando chegou ao poder não pôde colocar em prática sua visão heterodoxa para a economia do país. A principal justificativa para a estagnação de propostas novas, no que tange as estratégias de desenvolvimento econômico, está na imposição do mercado internacional de um mesmo modelo para todos os países do planeta. Esse modelo é facilmente visualizado nos países de Terceiro Mundo, visto que as monstruosas dívidas externas e a necessidade das multinacionais aprisionam o governo, levando-o a aceitar quaisquer exigências dos grandes investidores.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUINTA

FONTE: Agência Carta Maior.

ELEIÇÕES 2006

A Reforma Política foi tema de discussão nas últimas semanas. O presidente Lula propôs uma Assembléia Constituinte como forma de agilizar o processo. Enquanto a Reforma não sai, recapitulemos algumas medidas aprovadas para as eleições de outubro. Confira os principais pontos dessa minirreforma:

Proíbe o uso de outdoors para propaganda eleitoral;
Proíbe a distribuição de bonés, camisetas e brindes pelos políticos;
Não permite mais showmícios para promover candidatos;
Há a obrigatoriedade de divulgar ao público gastos e recursos da campanha. Esta prestação de contas deve ser divulgada pela internet;
Doação em dinheiro está proibida. Deve ser por cheque cruzado e nominal ou transação eletrônica;
Candidato é responsável pela veracidade dos dados financeiros de sua campanha.

Ainda, não serão colocados em prática nas eleições do final do ano:

É proibida a divulgação de resultados de pesquisa de intenção de voto a partir de 15 dias antes da eleição e até as 18 horas do dia de votação;
Lei estabelece limite de gastos de campanha. Todos os partidos terão o mesmo limite de gastos de campanha.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUARTA

FONTE: Agência Carta Maior.

"ESTATUTO DA DESIGUALDADE RACIAL"

No mês passado, encontrei este folheto na calçada. Ele chamou minha atenção pela mensagem que convoca um determinado grupo racial, o branco, a lutar por maiores direitos e a ter orgulho de sua raça, já que esta seria a "desbravadora" do Brasil. É importante observar que o Estatuto da Igualdade Racial, além de desequilibrar a igualdade dos cidadãos prevista pela Constituição, contribuirá para o aumento das rivalidades entre as raças, podendo até chegar ao extremo do uso da violência por alguma das partes.

  • PARA SABER MAIS: Leia a matéria abaixo sobre o Estatuto da Igualdade Racial.

"ESTATUTO DA DESIGUALDADE RACIAL"

O Estatuto da Igualdade Racial é um projeto de lei que está parado há cerca de 10 anos no Congresso Nacional, esperando para ser votado. O projeto desequilibra o princípio da igualdade dos indivíduos assegurado pela Constituição. Sob a justificativa do grande período de escravidão imposto aos "afro-brasileiros", o governo pretende adotar um regime desigual, que beneficie os negros através de mudanças no mercado de trabalho, na organização das empresas públicas e privadas, no serviço público e na vida social. As instituições federais de ensino superior serão obrigadas a reservar 50% das vagas para os alunos oriundos do sistema público de ensino e dentro dessa cota um percentual para negros, índigenas e outras minorias.

A escravidão acabou por volta de 1888, as pessoas mudaram, o pensamento mudou, a forma de organização tornou-se democrática. Não podemos culpar a população brasileira atual pelos erros cometidos por uma minoria detentora do poder no passado. O Apartheid na África do Sul e Leis Raciais na Alemanha nazista e nos Estados Unidos são exemplos trágicos dessa política de promoção racial.

Como de praxe, o governo procura a forma mais fácil e imediata para a resolução dos problemas. Apresentamos profunda desigualdade de renda, temos milhões de crianças analfabetas ou semianalfabetas, a pobreza reina absoluta em determinados cantos, tudo isso é verdade, mas a adoção de medidas como o Estatuto não combate efetivamente os males ao longo do território brasileiro.

Espero o bom senso dos deputados na refutação desse projeto de lei que poderia muito bem ser chamado de "Estatuto da Desigualdade Racial".

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

FATO DA SEMANA

AS DROGAS E AS CRIANÇAS DE RUA

FONTE: Livro de Gilberto Dimenstein. Foto de Paula Simas. A GUERRA DOS MENINOS - ASSASSINATO DE MENORES NO BRASIL.
  • Leia a reportagem do FATO DA SEMANA: O desigual sistema capitalismo/globalização.

FATO DA SEMANA

UMA VIDA COMPROMETIDA

FONTE: Livro de Gilberto Dimenstein. Foto de Paula Simas. A GUERRA DOS MENINOS - ASSASSINATO DE MENORES NO BRASIL.

FATO DA SEMANA

O DESIGUAL SISTEMA CAPITALISMO/GLOBALIZAÇÃO
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Para abordar o contexto da globalização, é fundamental que deixemos claro sua relação de intimidade com o capitalismo. Capitalismo e globalização caminham juntos e influenciam de maneira diferente os três grandes blocos de países do mundo. Classifico conforme o poderio financeiro, o tamanho da economia e a importância dela no mercado mundial. São três os blocos: o dos países ricos, desenvolvidos, o dos emergentes, em desenvolvimento, e o dos pobres.

De acordo com o dicionário Houaiss da língua portuguesa, globalização é o “processo pelo qual a vida social e cultural nos diversos países do mundo é cada vez mais afetada por influências internacionais em razão de injunções políticas e econômicas”. É importante destacar que o seleto grupo de nações desenvolvidas impõe, em razão de sua força econômica, seu modo de vida, seus valores, enfim, sua cultura, aos países pobres e emergentes como o Brasil. A globalização, portanto, parte dos países ricos, passando pelos em desenvolvimento e chegando aos pobres, determinando o grau de dependência entre os próprios governos.

O discurso consumista integra o sistema capitalismo/globalização, excluindo parcela significativa da população mundial por não ter poder de compra. A conseqüência dessa exclusão é imperceptível nos países de Primeiro Mundo como os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha, pois a população tem condições de consumir as novidades tecnológicas, trazidas pelas importantes corporações. Fato que não ocorre nos países considerados pobres e emergentes cuja parcela considerável dos habitantes mal tem o que comer. E aqui reside o principal problema da globalização. Essa agrava a desigualdade social e contribui para o aumento da violência.

Tomemos como exemplo nosso país para representar o quanto as nações, fora daquele seleto grupo já mencionado, sofrem. Uma pequena porcentagem de brasileiros tem condições financeiras de alimentar o mercado globalizado, adquirindo os últimos lançamentos do mercado. Porém, as propagandas sobre esses novos produtos estão em toda parte. Na televisão, nos jornais, nas revistas, nos outdoors, onde quer que você esteja, será tentado para comprar. A obsessão por consumir, trocando com regularidade o carro ou comprando o maior número de calçados possíveis, passa a ser prioridade na vida em sociedade.

No documentário “Falcão – Meninos do tráfico” (retrata a vida dos jovens das favelas brasileiras que trabalham no tráfico de drogas), é facilmente perceptível, através dos depoimentos das crianças, um dos principais motivos pelos quais ingressam na vida do crime. Como a sociedade não dá boas oportunidades a eles, chances de progredir, os meninos utilizam esse argumento para entrar na criminalidade. Não entendem o porquê de não poderem ter aquele tênis, aquela moto ou aquela camisa que aparece todos os dias nas propagandas no horário nobre da televisão. Portanto, o objetivo principal da globalização, o de “educar” a pessoa desde criança a consumir o que de mais novo há, não faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros.

Não é possível afirmar com convicção que em países socialistas essa tentação da globalização não ocorre. Considerando como exemplo o modelo socialista combalido de Cuba, ainda que Fidel Castro mantenha seu povo longe das investidas capitalistas, muitos cubanos renderam-se à vida democrática, repleta das tentações nas quais estamos acostumados. Grande parte deles reside hoje em Miami nos Estados Unidos, desfrutando de uma vida confortável, longe do controle castrista.

Como o sistema capitalismo/globalização está intrínseco à ordem mundial atual, os países pobres e emergentes precisam criar condições como a educação de qualidade e a geração de empregos, por meio do crescimento sustentado da economia, para que a população, ainda não inserida nesse contexto consumista, possa entrar rapidamente nele. O sistema capitalismo/globalização não tem planos para os que não têm poder de compra, condições de consumir, estão interessados apenas nos lucros exorbitantes que atingem em esfera global todos os dias.

FATO DA SEMANA

FALCÃO - MENINOS DO TRÁFICO

FONTE: Buscador GOOGLE.

sábado, 12 de agosto de 2006

SARCASMO DO SÁBADO

PROPAGANDA ELEITORAL

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

PARA REFLETIR

"Resumo: o Brasil cansou. Ele não agüenta mais esse modelo. Chegamos a um ponto de saturação. Daí a importância dessas eleições, que terão também um papel importante no combate à corrupção. A urna é o tribunal mais adequado para o julgamento dos políticos. Nós tivemos uma série de eventos recentes, que poderão ser punidos pelo eleitor". (Paulo Skaf, presidente da Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo -, em entrevista à revista ISTOÉ Dinheiro).

"Todas as nossas sondagens apontam que o crescimento brasileiro dificilmente será superior a 3,5%. E o mundo de novo vai andar na casa de 5%, enquanto os emergentes saltaram para 7%. A China já bateu em 11%. No Brasil, a política de juros é responsável pela valorização cambial, que rouba a nossa competitividade. Esse câmbio nos castiga". (Paulo Skaf, em entrevista à revista ISTOÉ Dinheiro).

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

SARCASMO DA SEXTA

A NOSSA "INSEGURANÇA PÚBLICA"

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

ELEIÇÕES 2006

PARCA PRESENÇA POLÍTICA FEMININA
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Analisando o cenário político das Américas, percebemos a quantidade de mulheres que desempenham um papel de destaque em seus países. A secretária de segurança Condoleezza Rice, braço direito de Bush, é a responsável, entre outras tarefas, pelas negociações de paz no Oriente Médio. A senadora Cristina Fernández de Kirchner, esposa do presidente argentino, galga, já para as próximas eleições, o cargo de maior relevância na hierarquia política, a presidência. Enquanto que a socialista moderada Michelle Bachelet já conseguiu esse objetivo e é a representante maior do povo chileno.

Quando pensamos na participação da mulher na atual vida política brasileira, lembramos prontamente da candidata à presidência, Heloísa Helena. No segundo momento, nomes como a juíza e deputada federal Denise Frossard, a ex-governadora de São Paulo Luisa Erundina, além da governadora do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho, vêm facilmente à cabeça.

Porém, nas eleições de outubro, as mulheres serão minoria na concorrência pelos cargos públicos. Na disputa por uma vaga para deputado federal, apenas 12% de cerca de 5000 candidatos são mulheres. O gráfico abaixo, retirado da revista VEJA de algumas semanas atrás, aborda justamente essa fraca participação feminina:

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUINTA

AS SEMPRE CORRETAS DECISÕES DE BUSH

FONTE: Revista NEWSWEEK (18 de junho de 2001).

A INDÚSTRIA DA GUERRA

CRIANÇA COM UM RIFLE AK-47 EM SERRA LEOA NA ÁFRICA

FONTE: Buscador GOOGLE.

A INDÚSTRIA DA GUERRA

O MARAVILHOSO MUNDO DA INDÚSTRIA DA GUERRA
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

O filme “O Senhor das Armas” não aborda apenas o tráfico de armas, mas sugere uma ampla discussão acerca do benefício trazido pelo problema aos países poderosos, interessados na manutenção da ordem vigente. Ordem essa que enriquece os países ricos, desenvolvidos, em detrimento da miséria e do sofrimento dos tidos como pobres e em desenvolvimento. A indústria da guerra ou indústria bélica, a de produção de armamentos militares, precisa que novos conflitos surjam e que os atuais continuem. É curioso notar que os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, França, Inglaterra, Rússia e China – possuem as mais rentáveis indústrias de guerra do globo.

O traficante de armas, ou seja, o personagem de Nicolas Cage, não produz o armamento que negocia. Ele consegue a “mercadoria”, entre outras formas, através do suborno de militares desmotivados e até trabalha para governos e governantes importantes, contribuindo com eles para o lucro imenso que as indústrias de guerra proporcionam à economia dos países envolvidos.

O crescimento econômico sempre esteve intimamente ligado à guerra. Na I e II Guerras Mundial, os Estados Unidos foram os maiores beneficiados com o embate entre as nações. Foram eles que armaram os países considerados aliados e lucraram horrores. Tanto é que os norte-americanos consolidaram sua posição de superpotência em nossa atual ordem capitalista. A guerra gera crescimento da economia dos países vencedores e, posteriormente, dos perdedores. O que verificamos nas duas últimas grandes guerras é que as nações derrotadas, após um breve período de tempo, recuperaram suas economias através do investimento, sobretudo dos Estados Unidos, por meio de planos econômicos de ajuda como o Marshall. Japão e Alemanha são exemplos de recuperação econômica, figurando hoje no seleto grupo das nações poderosas.

Houve uma mudança no contexto político-econômico mundial considerada radical para a indústria bélica. Com o fim da URSS em 1992, o sistema capitalista saiu como vencedor e passou a ditar sozinho as regras no mercado internacional. O socialismo forte, robusto, não existia mais, a não ser aquela imitação praticada em Cuba e em algumas outras regiões do mundo. Dessa forma, os conflitos antes divididos entre as duas vertentes socialismo e capitalismo (guerra ideológica conhecida como “Guerra Fria”) como a Guerra do Vietnã, agora não seriam mais sob nenhuma das duas bandeiras ideológicas, mas por outras razões, todas diferentes umas das outras. A disputa pelo poder na África, os movimentos emancipacionistas como o ETA (grupo de libertação basco) na Espanha e a política externa norte-americana de utilizar a guerra de prevenção em países que ameacem sua hegemonia (invasão do Afeganistão e Iraque) configuram-se como algumas das diferentes razões explicitadas anteriormente. Esse novo tipo de conflito provocou o aumento do tráfico de armas, já que as guerras deixaram de ser, na preponderância dos casos, apenas ideológica para adquirir caráter violento, sanguinário.

O continente africano caracteriza-se pela instabilidade política, sendo constantes as lutas entre tribos e religiões rivais pelo controle do poder. Os países usam a base de sua economia – produtos primários de exportação como o marfim, os diamantes e o cobre – para financiar os “banhos de sangue”, ocasionados pelos golpes de Estado e a já citada rivalidade étnica.

Infelizmente, as armas de fogo e as munições estão inseridas na ordem vigente mundial. Assim, as balas são indispensáveis para criar a falsa ilusão de segurança, tanto em nível nacional, por meio das Forças Armadas, quanto em pessoal, utilizando como exemplo o uso civil. O AK-47 é um rifle de fabricação russa, fazia parte do enorme arsenal de guerra da extinta União Soviética. Essa se popularizou tanto que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, e o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, a utilizam com a maior naturalidade.

Percebemos, portanto, uma completa deturpação dos valores humanos. Além das constantes tragédias causadas pela arma de fogo, não importa mais quem a esteja carregando, uma criança ou um adulto, o importante é matar, “destruir” o inimigo.

A INDÚSTRIA DA GUERRA

FONTE: Buscador GOOGLE.

A INDÚSTRIA DA GUERRA

AK-47

FONTE: Buscador GOOGLE.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUARTA

FAROESTE AMÉRICA

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 95).

SAIU NA IMPRENSA

ARTIGO PUBLICADO NA EDIÇÃO DO DIA 15 DE ABRIL DE 2006 DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, ASSINADO POR ENRIQUE KRAUZE
OS DEZ MANDAMENTOS DO POPULISMO

O historiador mexicano Enrique Krauze analisa o populismo na América Latina através de seus atuais e passados representantes. "Populista pós-moderno é Hugo Chávez, que venera Fidel Castro a ponto de tentar converter a Venezuela numa colônia experimental do novo socialismo". Para Krauze, o populismo é utilizado tanto pela direita como pela esquerda: "Esquerdas e direitas poderiam reivindicar a paternidade do populismo, todas ao conjuro da palavra mágica povo".

De forma resumida, reproduzirei os dez pontos marcantes do populismo para o historiador:
  • O populismo exalta o líder carismático. Não há populismo sem a figura do homem providencial que resolverá os problemas do povo.
  • O populista não só usa e abusa da palavra: ele se apropria dela. A palavra é o veículo específico de seu carisma. O populista se sente o intérprete supremo da verdade geral e também a agência de notícias do povo. Fala com o povo de modo constante, incita suas paixões, "ilumina o caminho", e faz isso sem restrições nem intermediários (...) Perón aprendeu a importância política do rádio para hipnotizar as massas.
  • O populismo fabrica a verdade. Os populistas levam às últimas conseqüências o provérbio latino: "Vox populi, vox Dei". Mas como Deus não se manifesta todos os dias e o povo não tem uma única voz, o governo "popular" interpreta a voz do povo, eleva essa versão à condição de verdade oficial, e sonha com decretar a verdade única.
  • Os populistas abominam a liberdade de expressão (...) Na Argentina peronista, os jornais oficiais - incluindo um órgão nazista - contavam com generosos privilégios, mas a imprensa livre esteve a um passo de desaparecer.
  • O populista usa de modo discricionário os recursos públicos. Não tem paciência com as sutilezas da economia e das finanças. O erário (ou seja, o tesouro público) é seu patrimônio privado, que ele pode usar para enriquecer-se ou para embarcar em projetos que considere importantes ou gloriosos sem levar em conta os custos (...) todo gasto é investimento.
  • O populista divide diretamente a riqueza. O que não é criticável em si (sobretudo em países pobres, onde há argumentos extremamente sérios para dividir, de fato, uma parte da receita, à margem das dispendiosas burocracias estatais e prevenindo efeitos inflacionários), mas o populista não divide de graça: focaliza sua ajuda e a cobra em obediência.
  • O populista alimenta o ódio de classes (...) Os populistas latino-americanos (...) fustigam "os ricos" , mas atraem os "empresários patrióticos" que apóiam o seu regime. O populista não busca, necessariamente, abolir o mercado: sujeita seus agentes e os manipula a seu favor.
  • O populista mobiliza permanentemente os grupos sociais. O populismo apela, organiza, inflama as massas.
  • O populismo fustiga sistematicamente o "inimigo externo". Imune à crítica e alérgico à autocrítica, precisando apontar bodes expiatórios para os fracassos, o regime populista (mais nacionalista que patriótico) precisa desviar a atenção interna para o adversário de fora. O populismo despreza a ordem legal. Há na cultura política ibero-americana um apego atávico à "lei natural" e uma desconfiança das leis feitas pelo homem. Por isso, uma vez no poder (como Chávez), o caudilho tende a se apoderar do Congresso e induzir a "justiça direta" ("popular", "bolivariana"), arremedo de uma Fuenteovejuna - a obra teatral de Lope de Vega sobre abuso de poder e justiça - que, para os efeitos práticos, é a justiça que o próprio líder decreta. Hoje, o Congresso e o Judiciário são um apêndice de Chávez, como na Argentina o eram de Perón e Evita, que suprimiram a imunidade parlamentar e depuraram, segundo a sua conveniência, o Poder Judiciário.
  • O populismo mina, domina e, em último recurso, domestica ou cancela as instituições da democracia liberal. Ele abomina os limites a seu poder, considera-os aristocráticos, oligárquicos, contrários à "vontade popular" (...) Quanto a Chávez, ele declarou que seu horizonte mínimo é o ano 2020.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

FATO DA SEMANA

VERTICALIZAÇÃO? CLÁUSULA DE BARREIRA?
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

É natural que a esmagadora parte da população brasileira não saiba o significado dos dois termos explicitados no título deste artigo. Esses dois conceitos entrarão em vigor a partir das próximas eleições, em outubro. Vamos ao significado deles como forma de votar com mais consciência e responsabilidade.

A verticalização obriga os partidos a repetir a mesma coligação para as eleições estaduais e presidencial. São Paulo é o estado mais importante do país. E não só pela força econômica. Seu colégio eleitoral é o maior entre todos os estados. Uma discussão acerca da validade ou não da verticalização toca justamente neste ponto. A política do Estado de São Paulo é controlada por dois partidos: PSDB e PT. Os outros partidos têm importância secundária, diferentemente de outros colégios eleitorais no restante do Brasil. Com a verticalização, é natural que as alianças entre os partidos para a disputa do governo de São Paulo, lideradas sempre pelas duas legendas referidas, torne-se de âmbito nacional. A disputa paulista seria nacionalizada. Dessa forma, a verticalização configura-se como um crime contra a democracia para alguns cientistas políticos.

Por outro lado, é importante destacar o grande benefício trazido pela verticalização. O eleitor poderá escolher seus candidatos com mais facilidade, visto que a mesma coligação facilita o entendimento das propostas e dos planos de governo. Os partidos serão obrigados a se dividir por ideologia e não mais por mera conveniência. Um bom exemplo é a coligação PSDB - PFL, apoiando a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin.

O outro conceito é a cláusula de barreira. A cláusula estipula que só poderão ter funcionalidade parlamentar - eleger líderes, participar das composições das mesas, indicar membros para as comissões - os partidos que obtiverem o mínimo de 5% dos votos apurados, não computados os brancos e nulos, distribuídos em pelo menos um terço dos Estados, com um mínimo de 2% do total de cada um deles. Um exemplo ajuda a entender melhor. Suponha que tenhamos um país com colégio eleitoral de 20 milhões de eleitores. Para continuar a funcionalidade parlamentar, o partido teria que contar com o voto de 5% de 20 milhões, ou seja, de 100 000 pessoas. Desconsideramos os votos computados como brancos e nulos para facilitar o exemplo. É importante ressaltar que esse montante de 100 000 pessoas precisariam estar distribuídos em um terço dos Estados, ou seja, em nove Estados da Federação, com no mínimo 2% do total de cada um deles. Nas eleições anteriores, o partido precisava de 1% do total da votação nacional e de eleger deputados federais em pelo menos 5 Estados.

A cláusula vai reduzir o número de partidos, dos 43 existentes, sobrarão sete ou oito. Cabe lembrar que o PT aliou-se a partidos pequenos como o PP (Partido Progressista) e o PL (Partido Liberal) nas últimas eleições presidenciais. Essa estratégia levou a maior crise política da história brasileira. Grande parte dos partidos menores procuram se aliar com quem estiver no governo ou favorito para ganhar as eleições, não trazendo nenhum benefício à democracia.

As mudanças no processo eleitoral configuram-se como importantes no combate à corrupção e aos interesses particulares, enraizados nas instituições públicas do país. No entanto, ainda são muito pouco para combater estes dois grandes entraves ao desenvolvimento da nação.

sábado, 5 de agosto de 2006

SARCASMO DO SÁBADO

BUSH E BLAIR: O "EIXO DO MAL" DO OCIDENTE

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

PARA REFLETIR

"Na Atenas antiga, surgiu uma palavra para designar aqueles que não desejavam participar da vida pública: "idiota". A palavra só se tornaria um insulto mais tarde. Mas sempre considerei que qualquer um que deseje ficar completamente de fora da vida política é, de fato, um idiota - às vezes, um idiota admirável". (Christopher Hitchens, jornalista e escritor inglês)

"... não creio que alguém possa indicar um só país em que as pessoas se comportem melhor por acreditar em Deus. Podemos, ao contrário, apontar países em que as pessoas se comportam de forma pior por causa da fé". (Christopher Hitchens)

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

SARCASMO DA SEXTA

CEMITÉRIO FAMOSO

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

HORRORES DA GUERRA

"Os mortos jaziam em formas estranhas. Vários tinham a boca aberta e cheia de terra. Os rostos estavam inchados. O braço de um homem estendia-se com a mão aberta. Duas crianças minúsculas, um menino e uma menina, jaziam numa ambulância, sua pele parecendo cera". (Sabrina Tavernise, THE NEW YORK TIMES)

O trecho refere-se ao "massacre" do vilarejo de Qana no sul do Líbano. Como já informado anteriormente pelo blog do Toranzo, 37 crianças morreram entre as 56 pessoas envolvidas em mais um dos ataques israelenses. A mais jovem vítima tinha apenas 10 meses de idade, o que causa maior indignação por parte da opinião pública mundial. O bombardeio a um prédio de três andares que abrigava famílias libanesas, vindas de outras cidades em ruínas do sul do país, foi a causa da morte dos civis.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUINTA

OS MAGNATAS DO PETRÓLEO, OS MAIORES BENEFICIADOS DAS RECENTES INTERVENÇÕES MILITARES NO ORIENTE MÉDIO

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

CORRESPONDÊNCIA DA UNICEF

Recebi recentemente pelo correio mais um dos pedidos de ajuda da UNICEF, entidade respeitada pelo bonito trabalho que realiza em todo o planeta. O que chamou minha atenção foi o primeiro trecho do texto:

"Nunca imaginei que no Brasil de hoje eu ouviria uma mãe contar que usou a certidão de nascimento do filho mais velho para enterrar o filho mais novo, porque este não havia sido sequer registrado".

Trata-se de mais um episódio da triste realidade brasileira. O texto cita também que cerca de 500 mil crianças brasileiras não são registradas e não têm certidão de nascimento. Sem o registro e a certidão, esses 500 mil adolescentes e adultos de amanhã não serão considerados brasileiros, integrantes da nação. Não tendo os dois direitos básicos, não poderão reivindicar pelos outros, ficando à mercê de nossa sociedade.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

SARCASMO DA QUARTA

A POLÍTICA EXTERNA NORTE-AMERICANA

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

SARCASMO DA QUARTA

MAIS POLÍTICA EXTERNA NORTE-AMERICANA

FONTE: Jornal O PASQUIM 21 (número 93).

SARCASMO DO DIA

Essa nova seção do Blog do Toranzo, de quarta a sábado, objetiva, através do humor, do sarcasmo, da ironia, criticar os problemas do Brasil e do mundo como forma de conscientizar o cidadão. As charges reunidas aqui serão sempre de chargistas renomados, retiradas dos principais veículos de comunicação do país. O blog do Toranzo não tem interesse comercial com a republicação dessas charges, apenas pretende criar uma nova forma de interação com seu leitor.

ELEIÇÕES 2006

HELOÍSA HELENA

FONTE: Buscador Google.

ELEIÇÕES 2006

A AMEAÇA HELOÍSA HELENA
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

A candidata à presidência pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), Heloísa Helena, representa uma ameaça aos planos petistas de reeleger Luis Inácio Lula da Silva. A senadora, sob um discurso socialista moderado, procura enfocar o combate à corrupção como prioridade de seu governo em uma possível vitória nas eleições presidenciais.

Além de estar crescendo vertiginosamente nas pesquisas, a maior parte de seu eleitorado admite votar em Geraldo Alckmin, caso a senadora não vá para o segundo turno das eleições. E o mais provável é que esse cenário aconteça, com Lula e Alckmin disputando a presidência, pois Heloísa é reconhecidamente apontada como a terceira força entre os presidenciáveis. Seria uma surpresa uma vitória nas urnas da única representante das mulheres.

O maior problema para Lula, Berzoini, Genro e sua turma reside em como conquistar o eleitorado do PSOL. Desde sua saída do PT, a senadora tornou-se a principal "inimiga política" dos petistas. Uma das principais autoras de críticas ferrenhas ao partido desde o escândalo do mensalão, Heloísa, durante visita à Baixada Fluminense anteontem, cutucou mais uma vez:

"Tem de deixar de ficar batendo em mim todo dia na imprensa, que isso é muito feio. Além de ser um sinal de inveja, de crueldade e de perversidade. Então, quero fazer um apelo. Só não mande me matar, porque dizem que lá tem tudo que é tipo de gente. No vale-tudo, não vale mandar me matar. Porque sei que são capazes de mentir, de caluniar, de roubar. Agora, por favor, me deixem criar meus filhos". (Heloísa Helena, em relação à pretensão petista de acabar com sua candidatura).