segunda-feira, 17 de setembro de 2007

POLÍTICA INTERNACIONAL

O Iraque na disputa eleitoral estadunidense
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

A invasão do Iraque pelos Estados Unidos ocorreu em março de 2003. Hoje, mais de quatro anos depois, as tropas continuam em território iraquiano, sem expectativa de sair tão cedo.

O regime caiu. Saddam Hussein já foi morto. A população está “livre” das garras autoritárias, pronta para participar da sociedade consumista capitalista. Esse é o pensamento dos Estados Unidos e dos investidores espalhados pelo mundo.

Porém, a instabilidade ainda é muito grande. Os sunitas e os xiitas vivem em confronto. Como de costume na região, carros e homens são explodidos pelas bombas. Atentados contra os soldados estadunidenses e o próprio povo iraquiano continuam sendo comuns.

Já os curdos, eles sim, depois da queda de Saddam, estão vivendo um período de tranqüilidade nunca antes visto. Os curdos habitam o norte do Iraque e, aos poucos, estão constituindo uma base capitalista pró-Estados Unidos rara na região. O povo curdo tem consciência que se não fosse a intervenção estadunidense, não estaria vivendo essa fase de prosperidade. O alvo favorito de Saddam era justamente os curdos, um verdadeiro genocídio praticado pelo ex-ditador.

As eleições para a presidência dos Estados Unidos sugerem que a presença das tropas deve continuar. Dessa maneira, a ocupação continuaria, no mínimo, por mais dois anos, até 2009, data do primeiro ano da nova presidência. A razão disso? O presidente Bush não deixará os democratas ainda mais favoritos à eleição. Sair do Iraque agora significa assumir muitos riscos. O principal deles estaria relacionado ao fortalecimento dos movimentos terroristas.

Sem falar que a principal estratégia dos republicanos está em defender a posição da capacidade de manter a segurança no país. Relembrarão, durante a disputa eleitoral, a resposta que deram aos atentados de 11 de setembro. O principal argumento para tentar vencer a disputa estará na política de segurança voltada para o combate do terrorismo internacional.