Imoralidade como código de conduta
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo
O senador Renan Calheiros deve realmente achar que é inocente. Em sua concepção, contar com um lobista de empreiteira para pagar suas contas, utilizar dois laranjas na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas e ajudar uma grande empresa do mercado de bebidas são ações que não justificam a perda de seu mandato.
Aliás, não só a perda do mandato. Renan perderia os direitos políticos por doze anos, o tempo que falta como senador mais os oito anos de pena. Punição branda. O foro privilegiado para os parlamentares é um atentado ao sistema republicano cujo preceito principal está na igualdade dos indivíduos. Tratamento idêntico deveria ser concedido ao ladrão de galinhas e ao ladrão de “colarinho branco”. Definitivamente não é o que se vê.
A insistência de Renan em afirmar sua inocência, presidindo até sessão religiosa no Senado, remete à reflexão acerca do certo e do errado. Quando crianças, somos educados a discernir as coisas boas das ruins. Sabemos se estamos agindo honestamente ou entrando no caminho da desonestidade. Somos ensinados a não roubar, não matar, não mentir, entre outros tantos.
Na política deveria ocorrer o mesmo processo. A sociedade é levada a acreditar que exista o pressuposto da ética nos meandros políticos. Parece que a realidade é bem diferente. Renan acredita em sua inocência, porque os valores são completamente deturpados no ambiente político. Como o próprio Nicolau Maquiavel já dizia, não há necessidade de seguir nenhum princípio de moralidade na atividade política, o objetivo está em manter o poder, independentemente da estratégia utilizada.
É evidente que práticas como as do presidente do Senado são comuns dentro do Congresso. A credibilidade da política brasileira está se deteriorando com o clima de imoralidade que a rodeia.
Pasmem! Renan Calheiros é inocente para os padrões políticos atuais. Ele não merece condenação alguma. Precisa continuar com sua brilhante atuação na presidência do Senado.
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo
O senador Renan Calheiros deve realmente achar que é inocente. Em sua concepção, contar com um lobista de empreiteira para pagar suas contas, utilizar dois laranjas na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas e ajudar uma grande empresa do mercado de bebidas são ações que não justificam a perda de seu mandato.
Aliás, não só a perda do mandato. Renan perderia os direitos políticos por doze anos, o tempo que falta como senador mais os oito anos de pena. Punição branda. O foro privilegiado para os parlamentares é um atentado ao sistema republicano cujo preceito principal está na igualdade dos indivíduos. Tratamento idêntico deveria ser concedido ao ladrão de galinhas e ao ladrão de “colarinho branco”. Definitivamente não é o que se vê.
A insistência de Renan em afirmar sua inocência, presidindo até sessão religiosa no Senado, remete à reflexão acerca do certo e do errado. Quando crianças, somos educados a discernir as coisas boas das ruins. Sabemos se estamos agindo honestamente ou entrando no caminho da desonestidade. Somos ensinados a não roubar, não matar, não mentir, entre outros tantos.
Na política deveria ocorrer o mesmo processo. A sociedade é levada a acreditar que exista o pressuposto da ética nos meandros políticos. Parece que a realidade é bem diferente. Renan acredita em sua inocência, porque os valores são completamente deturpados no ambiente político. Como o próprio Nicolau Maquiavel já dizia, não há necessidade de seguir nenhum princípio de moralidade na atividade política, o objetivo está em manter o poder, independentemente da estratégia utilizada.
É evidente que práticas como as do presidente do Senado são comuns dentro do Congresso. A credibilidade da política brasileira está se deteriorando com o clima de imoralidade que a rodeia.
Pasmem! Renan Calheiros é inocente para os padrões políticos atuais. Ele não merece condenação alguma. Precisa continuar com sua brilhante atuação na presidência do Senado.