POR Bruno Victor Toranzo
Mais uma vez, os investidores estrangeiros podem ser responsabilizados pela desvalorização significativa da Bovespa. O primeiro dia da semana reservou perdas de 3,51% do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira.
A história se repete em meio à nova realidade de instabilidade crescente gerada pela saída maciça do capital estrangeiro dos negócios voltados para o clube dos emergentes. Os grandes fundos de investimento preferem movimentos menos arriscados em períodos tensos, como os títulos públicos americanos. Em época de crise, o melhor é recorrer à cautela.
Ao lado do Brasil, a Argentina também teve um pregão péssimo. O Índice Merval perdeu 3,78%, deixando os argentinos em pânico. Sem considerar o tamanho de cada uma das bolsas, a brasileira é infinitamente maior, o mercado acionário dos dois países se assemelha.
Além das bolsas serem dependentes do capital externo, as commodities têm papel fundamental na valorização de seus índices. Se a retração geral das economias realmente chegar, as conseqüências, como sempre, serão graves para os emergentes. Inclua o Brasil neles, apesar da aparente estabilidade econômica. Não se esqueça de que quanto menor o crescimento econômico mundial, menor o consumo das commodities.
Lá fora, as principais praças financeiras tiveram perdas reduzidas. A japonesa registrou maior queda: -1,23%. Logo atrás, veio a americana Nasdaq, que desvalorizou 1,10%.