quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PARA REFLETIR

Cadê o espírito olímpico na Ossétia do Sul?
POR Bruno Victor Toranzo

Depois de um tempo sem publicar, volto a escrever por aqui. Não foi possível dar atenção ao blog nos últimos dias. Nada melhor do que destacar um trecho da música do cantor Lulu Santos para comemorar o retorno: “(Que) Eu tô voltando pra casa”.

Ainda não comentei sobre as Olimpíadas nestas páginas virtuais. Como sempre, em época de jogos, só se fala no tal espírito olímpico. Dentre os valores lembrados, o mais emblemático diz respeito à igualdade e fraternidade entre os povos.

No entanto, essa adequação à diversidade só existe no país-sede do evento (quando não ocorre algum atentado terrorista como visto nos jogos de Munique em 1972). Basta observar o conflito entre Rússia e Geórgia pelo controle da Ossétia do Sul para comprovar a permanente tensão entre os países dentro do barril de pólvora chamado Terra.

Os georgianos aproveitaram a atenção mundial, voltada para a gloriosa competição internacional, para invadir o pequeno país, com cerca de 100 mil habitantes, que conseguiu a independência da mesma Geórgia dezesseis anos atrás. A Rússia mantinha tropas na Ossétia do Sul, sob o argumento de manutenção da paz, e respondeu, de forma imediata, à investida do exército da ex-república soviética.

O principal interesse dos russos, na verdade, é enfraquecer economicamente a Geórgia, que vive um período de forte crescimento. Por outro lado, os georgianos pretendem incorporar novamente ao seu território a região da Ossétia do Sul. O que move ambos os povos é o sentimento de rivalidade étnica presente há milhares de anos.

Ao mesmo tempo, elevado costumeiramente à mesma importância do conflito militar abordado, não se pode esquecer que o Brasil aparece na modesta trigésima oitava posição no quadro de medalhas olímpico. O judô foi responsável pelas três medalhas heróicas de bronze obtidas até agora.