quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ATENÇÃO

Leia a reportagem sobre as melhores ações small e mid caps publicada no Guia de Investimentos Pessoais da EXAME 2008. Depois de ouvir a análise de trinta especialistas, selecionamos os papéis mais indicados para o investidor apostar. Vale a pena conferir:

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0925/investimentospessoais2008/m0166283.html

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ATENÇÃO

Deixo o link da minha reportagem publicada pela EXAME desta quinzena. Os dirigíveis voltaram e estão sendo usados para o turismo. Apesar de indicar a leitura virtual, destaco que a visualização da matéria na revista impressa é muito melhor.

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0925/consumo/m0166149.html

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

POLÍTICA

O Pré-sal é Nosso
POR Bruno Victor Toranzo

As discussões em torno da criação de uma nova estatal para a exploração do petróleo pré-sal se acaloraram. Por ficar abaixo de uma camada extensa de sal, o recém-encontrado tipo de petróleo, localizado nas bacias do Espírito Santo, Campos e Santos, teria uma qualidade superior aos demais.

Só a título de lembrança para o leitor: o campo de Tupi, aquele mesmo que fez as ações da Petrobras subirem bastante no final do ano passado, está abaixo de todo esse sal. Como não poderia deixar de ser, o governo comemorou as novas estimativas de produção trazidas pelo Tupi. O comentário geral da época dizia que o Brasil poderia, inclusive, integrar os países da OPEP, o cartel dos maiores exportadores de petróleo do mundo.

É de olho no retorno financeiro da commodity em regiões profundas que os governistas lançaram a campanha: “O Pré-sal é nosso”. A exemplo de Getúlio Vargas, em 1953, com a criação da genuinamente verde-amarela Petrobras, Lula e seus amigos querem deixar sob responsabilidade federal as operações de uma nova empresa petrolífera.

São dois os argumentos utilizados. Ambos não convencem. Um deles chega ao absurdo. Seria fundamental criar uma nova estatal para não deixar a Petrobras se fortalecer ao ponto de tramar um golpe de Estado. Não consigo imaginar uma multinacional tão respeitada tentando derrubar qualquer que seja o presidente brasileiro.

Os desavisados vão encher o peito para dizer: a PDVSA quase tirou Hugo Chávez do poder. A resposta é simples: o Brasil não é uma Venezuela. Apesar dos constantes casos de corrupção, as instituições democráticas já se fortaleceram o suficiente para não aceitar um movimento desse tipo. Como exemplo de amadorismo político dos nossos vizinhos, peço que se lembre do controle chavista sobre o legislativo, fiel escudeiro das aventuras do comandante antiamericano.

A segunda razão para o controle estatal está no futuro uso desse dinheiro na melhora da vergonhosa educação nacional. Mais uma vez, os governistas se comprometem a melhorar os serviços básicos desde que as receitas aumentem. A possível criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde) é um exemplo. Esquecida por causa das eleições municipais, a contribuição resolveria o problema crônico da saúde.

O mesmo raciocínio se aplica aos lucros gerados pelo ouro negro. Os níveis educativos só seriam melhorados consideravelmente se a receita advinda do rentável petróleo tipo pré-sal fosse para a União. É de se perguntar quando o governo deixará de inventar novas receitas para cumprir promessas do tempo de D. João VI.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PARA REFLETIR

Cadê o espírito olímpico na Ossétia do Sul?
POR Bruno Victor Toranzo

Depois de um tempo sem publicar, volto a escrever por aqui. Não foi possível dar atenção ao blog nos últimos dias. Nada melhor do que destacar um trecho da música do cantor Lulu Santos para comemorar o retorno: “(Que) Eu tô voltando pra casa”.

Ainda não comentei sobre as Olimpíadas nestas páginas virtuais. Como sempre, em época de jogos, só se fala no tal espírito olímpico. Dentre os valores lembrados, o mais emblemático diz respeito à igualdade e fraternidade entre os povos.

No entanto, essa adequação à diversidade só existe no país-sede do evento (quando não ocorre algum atentado terrorista como visto nos jogos de Munique em 1972). Basta observar o conflito entre Rússia e Geórgia pelo controle da Ossétia do Sul para comprovar a permanente tensão entre os países dentro do barril de pólvora chamado Terra.

Os georgianos aproveitaram a atenção mundial, voltada para a gloriosa competição internacional, para invadir o pequeno país, com cerca de 100 mil habitantes, que conseguiu a independência da mesma Geórgia dezesseis anos atrás. A Rússia mantinha tropas na Ossétia do Sul, sob o argumento de manutenção da paz, e respondeu, de forma imediata, à investida do exército da ex-república soviética.

O principal interesse dos russos, na verdade, é enfraquecer economicamente a Geórgia, que vive um período de forte crescimento. Por outro lado, os georgianos pretendem incorporar novamente ao seu território a região da Ossétia do Sul. O que move ambos os povos é o sentimento de rivalidade étnica presente há milhares de anos.

Ao mesmo tempo, elevado costumeiramente à mesma importância do conflito militar abordado, não se pode esquecer que o Brasil aparece na modesta trigésima oitava posição no quadro de medalhas olímpico. O judô foi responsável pelas três medalhas heróicas de bronze obtidas até agora.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

ATENÇÃO

Leia a reportagem de minha autoria sobre o mercado milionário dos carros customizados. Os fiéis e endinheirados clientes escolhem exatamente como os estúdios automobilísticos vão construir suas poderosas máquinas. Vá à banca mais próxima e compre a nova revista EXAME (Edição 924 - 13/08/2008).

Confira a reportagem digitalizada no seguinte link:
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0924/consumo/m0165406.html.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

SAIU NA IMPRENSA

"Um relatório do banco de investimentos Morgan Stanley, divulgado no final de junho, concluiu: 'Para nossa grande surpresa, nós descobrimos que 50 dos 190 ou mais países do mundo estão sofrendo com a inflação de dois dígitos'. Isso significa dizer que mais da metade da população do planeta já está passando pela experiência de aumento médio alarmante dos preços".

"Essa combinação de baixo crescimento com alta inflação castigou o Ocidente três décadas atrás e representaria uma completa reversão dos bons ventos trazidos pela era de ouro da globalização".

Trechos da reportagem “Up, Up and Away...” publicada pela revista americana Newsweek (2 de agosto de 2008).

SARCASMO DA QUARTA

FONTE: Time.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

RÁPIDAS

Purificação para uns, poluição para muitos outros

O rio Spree, que atravessa a cidade de Berlim, capital da Alemanha, passará por processo de purificação. Serão necessários três anos de investimentos para a despoluição de suas águas. A exemplo de outros países desenvolvidos, os alemães tentam recuperar os recursos naturais mal utilizados no passado.

Os paulistas são especialistas quando o assunto é rio morto. Basta observar dois exemplos: Pinheiros e Tietê. O cheiro insuportável chega a incomodar as regiões próximas. Nos dias sem chuva, a situação fica ainda pior. Sem falar da frustração de não poder utilizá-los. Por enquanto, apenas algumas corajosas capivaras permanecem fiéis ao uso do nosso lastimável tipo de rio.

E tem candidato com proposta de cobrir água com laje como solução do transporte. Proposta, aliás, que causaria enorme impacto ambiental.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ECONOMIA

Bolsa tem outro dia preocupante
POR Bruno Victor Toranzo

Mais uma vez, os investidores estrangeiros podem ser responsabilizados pela desvalorização significativa da Bovespa. O primeiro dia da semana reservou perdas de 3,51% do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira.

A história se repete em meio à nova realidade de instabilidade crescente gerada pela saída maciça do capital estrangeiro dos negócios voltados para o clube dos emergentes. Os grandes fundos de investimento preferem movimentos menos arriscados em períodos tensos, como os títulos públicos americanos. Em época de crise, o melhor é recorrer à cautela.

Ao lado do Brasil, a Argentina também teve um pregão péssimo. O Índice Merval perdeu 3,78%, deixando os argentinos em pânico. Sem considerar o tamanho de cada uma das bolsas, a brasileira é infinitamente maior, o mercado acionário dos dois países se assemelha.

Além das bolsas serem dependentes do capital externo, as commodities têm papel fundamental na valorização de seus índices. Se a retração geral das economias realmente chegar, as conseqüências, como sempre, serão graves para os emergentes. Inclua o Brasil neles, apesar da aparente estabilidade econômica. Não se esqueça de que quanto menor o crescimento econômico mundial, menor o consumo das commodities.

Lá fora, as principais praças financeiras tiveram perdas reduzidas. A japonesa registrou maior queda: -1,23%. Logo atrás, veio a americana Nasdaq, que desvalorizou 1,10%.

SARCASMO DA SEGUNDA


FONTE: Newsweek.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

POLÍTICA

Análise do primeiro debate municipal
POR Bruno Victor Toranzo

"Há mais de trinta anos não chove em São Paulo". Essas palavras estiveram entre as primeiras pronunciadas pelo intermediador Boris Casoy do debate pela prefeitura de São Paulo, realizado nos estúdios da Rede Bandeirantes de Televisão.

Em uma desatenção, o experiente jornalista trocou "dias" por "anos" e só conseguiu se desculpar pelo erro depois do atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab, apresentar-se ao público. A noite de ontem serviu para dar aos eleitores a primeira impressão de cada pretendente ao cargo de gestor da cidade.

A ausência de chuva abriu o encontro para alertar sobre os altos índices de poluição. Desde o começo das medições, o mês de julho de 2008 foi o mais seco de todos os tempos. O índice pluviométrico paulistano apontou preocupante zero milímetro. Isso mesmo. Não choveu um pingo de água o mês inteiro. Quem tem doenças respiratórias, como a maldita rinite, sofre demais com esse ar poluído.

Ao lado do problema ambiental, as questões do trânsito, a exemplo da qualidade do transporte público, também receberam atenção especial. Vale a pena lembrar que a prefeitura restringiu, recentemente, o tráfego de caminhões na tentativa de aliviar os congestionamentos.

Para demonstrar a simpatia pela construção das ciclovias, possibilitando a substituição do uso do carro, a candidata do PPS Soninha Francine pedalou nove quilômetros para chegar ao compromisso eleitoral. Com as bochechas vermelhas e visivelmente cansada, a jornalista tentou disfarçar, diante das câmeras, o desgaste físico. Ficou claro que os aclives e declives paulistanos não permitem que façamos grandes distâncias com uma bicicleta.

O candidato Ivan Valente, do PSOL, defende o subsídio estatal na totalidade do valor das passagens do transporte coletivo. Apesar da nobre intenção do ex-petista, isso não tem chances de acontecer. Mesmo que Valente chegasse ao poder, ele não conseguiria colocar em prática tal medida. Não é possível, em termos de orçamento, que a prefeitura arque com o transporte a custo zero.

Ao mesmo tempo, Valente tem razão em dizer que as passagens estão caras. A passagem dos ônibus municipais custa dois reais e trinta centavos. A do metrô e dos trens chegam a dois reais e quarenta centavos. Os preços não são justificados quanto ao conforto para o usuário. Muito pelo contrário. As pessoas ficam amontoadas, quase sem espaço para respirar, nos ônibus, trens e metrôs da cidade.

Já Paulo Maluf aposta, outra vez, em um projeto faraônico. Batizado de "freeway", o candidato do PP pretende cobrir de laje, com seis pistas adicionais para as marginais, os rios Pinheiros e Tietê. Como lembrou Soninha, a conseqüência imediata seria o aumento da temperatura paulistana. Uma verdadeira catástrofe ambiental.

Os primeiros colocados das pesquisas, a petista Marta Suplicy, o tucano Geraldo Alckmin e o democrata Gilberto Kassab, disseram que investirão no sistema metroviário e construirão outros corredores exclusivos de ônibus na capital. O empresário Renato Reichmann, do PMN, seguiu a mesma linha de pensamento dos três anteriores.

A falta de ataques pessoais marcou o primeiro encontro entre os possíveis prefeitos. Mesmo assim, as discussões não passaram do "morno". Há de se ressaltar o tempo reduzido para cada candidato expor suas idéias. A quantidade elevada de presentes evitou que as propostas fossem melhores detalhadas.

Estratégia garantida, como de hábito, esteve na citação dos polêmicos números. Não há problema em mostrá-los para complementar a fala ou comprovar uma realização. A estranheza fica por conta deles nunca serem os mesmos entre os candidatos: quantos milhões em caixa cada partido deixou para o sucessor, por exemplo. Na política, lamentavelmente, a matemática não costuma seguir o princípio da exatidão.

PARA OS OUVIDOS

O jornalista econômico Carlos Alberto Sardenberg, através da análise do último índice divulgado de inflação (IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado – produzido pela Fundação Getulio Vargas), comenta, durante programa da Rádio CBN, a desaceleração inflacionária. O resultado do IGP-M seria uma indicação de que o pico de elevação dos preços passou.