terça-feira, 19 de setembro de 2006

PARA REFLETIR

O caráter restritivo do desenvolvimento científico/tecnológico
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

O século XX caracterizou-se pelo alto grau de desenvolvimento científico e tecnológico. Nomes que entraram para a história da Humanidade por contribuir para sua evolução como Bill Gates e sua criação, a Microsoft, nasceram no século que passou. Historiadores como Eric Hobsbawn, cientistas políticos como Francis Fukuyama, enfim, formuladores de conhecimento contribuíram de maneira decisiva para o entendimento e aprofundamento das questões relacionadas ao nosso cotidiano. Sem falar nos estadistas, Getúlio Vargas e Franklin Delano Roosevelt mostraram a essência de ser político.

Com o colapso do socialismo na extinta União Soviética, em 1992, e a conseqüente consolidação do capitalismo como sistema econômico único, além do assustador avanço da globalização, as grandes empresas, corporações, aumentaram seu controle sobre o mercado mundial. Um verdadeiro monopólio nas diferentes áreas de interesse humano. Cada pessoa é vista como um consumidor em potencial. Há um forte processo de desumanização cujo objetivo único é o de lucrar, o de tentar, utilizando os veículos de comunicação como a popular televisão, para o consumo.

Os bilhões de pessoas residentes nos países pobres são os maiores prejudicados pela concentração do capital. A impossibilidade dessas pessoas em consumir causa revolta com a situação vigente, levando muitas delas a tentar a vida nos países ricos.

Um bom exemplo de combate ao monopólio foi o que José Serra realizou quando ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. A quebra de patente dos remédios de combate a AIDS, por meio do desenvolvimento de uma indústria local, nacional, foi estratégia aplaudida pelo mundo inteiro.