quarta-feira, 27 de setembro de 2006

SAIU NA IMPRENSA

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo do dia 25 de setembro de 2006 na seção Espaço Aberto.

Conveniência do segundo turno
POR Carlos Alberto Di Franco (diretor do Master em jornalismo, além de desempenhar as funções de diretor da Di-Franco-Consultoria em Estratégia de Mídia e de professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra).

"Se nós, caros leitores, imaginávamos que nossa capacidade de indignação já tinha ultrapassado todos os limites, podemos tirar o cavalo da chuva. O PT, os assessores e amigos do presidente Lula demonstraram, mais uma vez, sua infinita capacidade de surpreender a sociedade brasileira. Eleito para moralizar a vida partidária do PT depois do terremoto do mensalão, o presidente do partido, Ricardo Berzoini, está no epicentro do maior escândalo da campanha eleitoral. (...) O presidente da República, lamentavelmente, é o grande responsável pela crise moral que devasta a política brasileira. (...) O presidente foi irresponsavelmente atirado na sua pior crise ética. O presidente Lula, ausente dos debates e da necessária acareação com a verdade, precisa mostrar sua verdadeira face. Ele deve, como presidente e candidato, inúmeras respostas à sociedade. Eleito no primeiro turno, Lula não só não responde, mas, o que é pior, canoniza a política do vale-tudo, dá um tiro de morte na ética e na cidadania. Impôe-se, por isso, o segundo turno. Caso contrário, mergulharemos no pântano do cinismo, que, certamente, não é o melhor companheiro para a viagem democrática".