Sem folia nos Estados Unidos
POR Bruno Toranzo
Em dias de carnaval, não há pregão na bolsa brasileira. O ritmo de festa domina o noticiário, deixando o cenário de crise para escanteio. Nos Estados Unidos, rotina normal, o que significa preocupação com as ininterruptas notícias negativas sobre o desempenho econômico.
Ontem, segunda-feira, dia 23 de fevereiro, o Índice Dow Jones chegou ao menor patamar desde 1997. A possibilidade de estatização dos bancos deixou o mercado apreensivo. O Citigroup é a bola da vez. Até agora, a participação do governo na instituição é de 7,8%. Já existem rumores de que o controle passaria para 40%, através da troca de parte das ações preferenciais por ações ordinárias, sendo que essas últimas dão poder de voto, capacidade de transformação.
Mesmo abaixo dos 50%, os investidores estão receosos quanto ao crescimento do poder estatal. Mais governo representa maior influência política sobre as decisões da empresa. Alerta para os altos executivos com seus salários ainda fora da realidade. Os contribuintes americanos, com razão, pressionam pela queda da remuneração há um bom tempo.
O preocupante mesmo, de uma forma geral, está na velha história da ineficiência marcada pela troca de favores. Em outras palavras, o temor de que o Citigroup venha a se tornar, em última instância, um “cabide de empregos”. Os cargos da instituição se tornariam fator de negociação entre os dirigentes do país.
Independentemente dessa conversa, o que se percebe é a brusca e relevante queda das ações das companhias. Destaco os grandes nomes diretamente envolvidos em todo esse imbróglio. Uma redução verdadeiramente assustadora.
Bank of America (Estados Unidos)
Banco
Dia 24/03/2008: US$ 43,46;
HOJE: US$ 4,73.
Citigroup (Estados Unidos)
Banco
Dia 28/04/2008: US$ 27,35;
HOJE: US$ 2,60.
Morgan Stanley (Estados Unidos)
Banco
Dia 24/03/2008: US$ 51,80;
HOJE: US$ 22,07.
Aareal Bank (Alemanha)
Banco
Dia 06/05/2008: US$ 38;
HOJE: US$ 4,85.
Hypo Real Estate (Alemanha)
Banco
Dia 22/02/2007: € 49,49;
Dia 22/02/2008: € 17,92;
HOJE: € 1,27.
UBS (Suíça)
Banco
Dia 28/04/2008: US$ 33,38;
HOJE: US$ 9,210.
AIG (American International Group) / Estados Unidos
Seguradora
Dia 27/02/2008: US$ 52,25;
HOJE: US$ 0,41.
Fortis (Bélgica)
Seguradora e banco
Dia 21/04/2008: US$ 27,87;
HOJE: US$ 1,37.
Fannie Mae (Estados Unidos)
Instituição de Crédito Hipotecário
Dia 23/02/2007: US$ 59,49;
Dia 22/02/2008: US$ 28,72;
HOJE: US$ 0,50.
Freddie Mac (Estados Unidos)
Instituição de Crédito Hipotecário
Dia 22/02/2007: US$ 65,69;
Dia 22/02/2008: US$ 26,61;
HOJE: US$ 0,54.
Observação: Com exceção da alemã Hypo Real Estate, sediada na Bolsa de Frankfurt, todas as outras empresas estão cotadas na americana Dow Jones.
POR Bruno Toranzo
Em dias de carnaval, não há pregão na bolsa brasileira. O ritmo de festa domina o noticiário, deixando o cenário de crise para escanteio. Nos Estados Unidos, rotina normal, o que significa preocupação com as ininterruptas notícias negativas sobre o desempenho econômico.
Ontem, segunda-feira, dia 23 de fevereiro, o Índice Dow Jones chegou ao menor patamar desde 1997. A possibilidade de estatização dos bancos deixou o mercado apreensivo. O Citigroup é a bola da vez. Até agora, a participação do governo na instituição é de 7,8%. Já existem rumores de que o controle passaria para 40%, através da troca de parte das ações preferenciais por ações ordinárias, sendo que essas últimas dão poder de voto, capacidade de transformação.
Mesmo abaixo dos 50%, os investidores estão receosos quanto ao crescimento do poder estatal. Mais governo representa maior influência política sobre as decisões da empresa. Alerta para os altos executivos com seus salários ainda fora da realidade. Os contribuintes americanos, com razão, pressionam pela queda da remuneração há um bom tempo.
O preocupante mesmo, de uma forma geral, está na velha história da ineficiência marcada pela troca de favores. Em outras palavras, o temor de que o Citigroup venha a se tornar, em última instância, um “cabide de empregos”. Os cargos da instituição se tornariam fator de negociação entre os dirigentes do país.
Independentemente dessa conversa, o que se percebe é a brusca e relevante queda das ações das companhias. Destaco os grandes nomes diretamente envolvidos em todo esse imbróglio. Uma redução verdadeiramente assustadora.
Bank of America (Estados Unidos)
Banco
Dia 24/03/2008: US$ 43,46;
HOJE: US$ 4,73.
Citigroup (Estados Unidos)
Banco
Dia 28/04/2008: US$ 27,35;
HOJE: US$ 2,60.
Morgan Stanley (Estados Unidos)
Banco
Dia 24/03/2008: US$ 51,80;
HOJE: US$ 22,07.
Aareal Bank (Alemanha)
Banco
Dia 06/05/2008: US$ 38;
HOJE: US$ 4,85.
Hypo Real Estate (Alemanha)
Banco
Dia 22/02/2007: € 49,49;
Dia 22/02/2008: € 17,92;
HOJE: € 1,27.
UBS (Suíça)
Banco
Dia 28/04/2008: US$ 33,38;
HOJE: US$ 9,210.
AIG (American International Group) / Estados Unidos
Seguradora
Dia 27/02/2008: US$ 52,25;
HOJE: US$ 0,41.
Fortis (Bélgica)
Seguradora e banco
Dia 21/04/2008: US$ 27,87;
HOJE: US$ 1,37.
Fannie Mae (Estados Unidos)
Instituição de Crédito Hipotecário
Dia 23/02/2007: US$ 59,49;
Dia 22/02/2008: US$ 28,72;
HOJE: US$ 0,50.
Freddie Mac (Estados Unidos)
Instituição de Crédito Hipotecário
Dia 22/02/2007: US$ 65,69;
Dia 22/02/2008: US$ 26,61;
HOJE: US$ 0,54.
Observação: Com exceção da alemã Hypo Real Estate, sediada na Bolsa de Frankfurt, todas as outras empresas estão cotadas na americana Dow Jones.