terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

RETOMADA

Transcrevendo o pensamento
POR Bruno Toranzo

Depois de alguns meses, volto a escrever no espaço virtual chamado blog. Resultado da popularização da internet, além da rapidez e agilidade da mesma, esse tipo de interação foi criada por gente que precisa escrever. Não basta falar com as pessoas de sempre, aquelas que fazem parte do nosso dia-a-dia. Ao contrário da voz, as palavras têm o poder de atingir uma massa, um contingente enorme de cabeças, distribuída pelos mais diferentes e inusitados países.

Quem acessa este blog sabe que vai encontrar assuntos relacionados à economia. Textos normalmente repletos de números e análises do mercado. Para deixá-los mais atraentes, entra o trabalho do repórter. O jornalismo deixa as informações estritamente técnicas de lado para humanizar a reportagem, deixando-a mais próxima do universo do leitor comum.

Quando digo “comum”, não estou fazendo nenhum julgamento de caráter intelectual. De maneira alguma, digo que esse leitor não teria capacidade de compreender. Trata-se apenas de uma classificação direcionada para a maior parte das pessoas, seja ela advogada, policial ou motorista de ônibus, que não tem a obrigação de saber sobre a totalidade dos assuntos a fundo. Cada profissional detalha a área de sua atribuição. Não importa a do outro.

Por sinal, uma característica marcante do mundo globalizado. Somos incitados à especialização desde o começo da vida adulta. O jovem, logo aos 17 anos ou menos, tem de escolher o que vai fazer ao longo da vida.

Ninguém sabe tudo. Não há como ser engenheiro e obstetra ao mesmo tempo. É por isso que confiamos sempre em alguém. O médico cuida de nossa saúde. O advogado dos imbróglios judiciais que nos metemos. O contador fica responsável por seguir todas as regras do Fisco. E o jornalista tem a obrigação de informar bem, com diversidade de fontes e aprofundamento dos fatos.

Toda essa discussão começou sem um norte claro. Simplesmente reproduzi o caminho do meu pensamento. Talvez por essa razão a primeira publicação termine assim: sem pé e muito menos cabeça.