POR Bruno Victor Toranzo
Não agüento mais ficar com cheiro de cigarro por ter de estar atrás de um fumante, ou na frente dele, nas filas dos transportes metropolitanos. Para quem conhece o sistema Ponte Orca, aquele microônibus que liga as estações de trem Cidade Universitária e de metrô Vila Madalena, sabe do que estou falando.
A necessidade de se organizar em filas para esperar a chegada do microônibus obriga os não-fumantes a exalar constantemente a fumaça tóxica do cigarro. Deixo bem claro que nada tenho contra os fumantes. Se essa turma quer se matar, o problema não é meu. Mas, a partir do momento que estou sendo importunado pela fumaça, preciso me manifestar.
Defendo a criação de um decreto, com validade imediata, proibindo o ato de fumar em todas as filas, indianas ou não, espalhadas pelo Brasil. Apesar de ser simpático à regulação, duvido que resolva. As indicações para não fumar são claras, por exemplo, nas estações de trem. Mesmo assim, as pessoas insistem em acender a droga.
Além da fumaça me deixar fedendo à nicotina, fico com uma terrível rinite para o resto do dia. É difícil conviver com a perigosa mistura gerada pelo tempo seco, há dias sem chover em São Paulo, e as emissões das ainda comuns chaminés humanas.