quinta-feira, 10 de julho de 2008

DICA CULTURAL

Vá ao teatro e morra de rir
POR Bruno Victor Toranzo

De rolar de rir. Essa é a melhor definição da atração Clube da Comédia exibida todas as quartas-feiras no agradável teatro Procópio Ferreira. Caso vá a pé, ao sair da estação Consolação do metrô, não caia na besteira de descer a Augusta no sentido da sala Unibanco de cinema. É do outro lado. O mesmo lado do Conjunto Nacional. Desça em direção à charmosa Oscar Freire.

Só a presença dos humoristas Oscar Filho, também chamado de "Pequeno Pônei” pelo grande Marcelo Tas, e Danilo Gentili, o famoso repórter inexperiente do CQC (Custe o Que Custar), já valeria a compra dos ingressos. Ao lado deles, ainda está o “zorrista total” Marcelo Mansfield, além da atriz Marcela Leal. O jornalista Rafinha Bastos é outro que faz parte do grupo de comediantes, mas, pelo que pude perceber, não está participando das apresentações do Procópio.

Apenas banquinho e microfone no palco. Sem qualquer outro recurso, seja ele visual ou sonoro. Roupa normal: sem representação alguma. Diria que se parece muito com uma conversa informal. Amplamente conhecido nos Estados Unidos, esse tipo de teatro se chama stand-up. O grande desafio para os atores é conquistar a atenção do leitor e, mais importante, fazê-lo rir, contando apenas com a criatividade no detalhamento das situações. Em alguns momentos, a platéia é convidada para interagir.

A grande habilidade dos humoristas fica por conta da observação atenta dos fatos rotineiros e a produção de humor a partir deles. Importante: humor inteligente e criterioso. O dia-a-dia corrido faz com que não estejamos atentos às situações naturalmente engraçadas que ocorrem ao nosso redor. Quando o público se sente representado ou lembra da exata situação abordada no palco, fica impossível controlar o riso – maior motivo do merecido sucesso do grupo.