quinta-feira, 17 de julho de 2008

ECONOMIA

Sem as commodities, a Bovespa não sobrevive
POR Bruno Victor Toranzo

Ficou bem clara a dependência da bolsa brasileira em relação às commodities no pregão desta quinta-feira. Ao contrário das principais praças financeiras do mundo, a Bolsa de Valores de São Paulo apresentou queda de mais de 3%. Resultado, sem dúvida, assustador para os investidores comuns classificados como pessoa física.

Aliás, são eles que estão reduzindo as perdas do mercado acionário brasileiro. Apesar de serem poucos frente ao universo da população nacional, os investidores físicos aplicaram cerca de 9 bilhões de reais até agora no ano. Por outro lado, os investidores estrangeiros, representados ou não pelos grandes fundos de investimentos, saíram em massa.

Retomo agora o assunto principal da publicação. A China, maior consumidora mundial de commodities, pode diminuir as importações de produtos primários para os próximos anos. A redução indicaria uma natural desaceleração econômica, depois de anos seguidos de crescimento voraz. Essa possibilidade já figura na boca dos analistas do mercado. A diminuição da demanda chinesa traz preocupação para a Vale, o que determinou queda das ações ordinárias de 5,41% e perda de 5,40% do valor das preferenciais.

O barril de petróleo cru, negociado pela Bolsa Mercantil de Nova Iorque, caiu mais de US$ 17 desde o recorde atingido na última sexta-feira, dia 11 de julho. A última máxima do ouro negro foi de US$ 147,27. Como conseqüência, a Petrobras sofreu expressiva desvalorização dos papéis: -4,95% (PN) e -4,23% (ON).