As histórias são do ano de 1977
Os produtores de petróleo colocaram o mundo em recessão, o que não evitou grandes avanços tecnológicos, como o aperfeiçoamento dos satélites.
POR Bruno Toranzo
Os anos 70 têm outro grande atrativo do ponto de vista histórico. A economia, incluindo os países ricos e pobres, viveu uma grande crise. Coração do desenvolvimento da época, o petróleo tinha uma importância estratégica ainda maior daquela verificada em nossos dias. Os governos, excessivamente dependentes da commodity, estavam acostumados a pagar pouco mais de dois míseros dólares o barril.
Com uma fonte de energia tão barata, não havia necessidade de gastar milhões de dólares para adaptar o sistema econômico para outra matriz. A poluição naqueles tempos não fazia parte da lista de prioridades dos governantes. O mundo se esquecia até mesmo da finitude do petróleo.
A situação mudou completamente em 1973 quando, pela primeira vez, o chamado “ouro negro” foi utilizado como fator de pressão política. Os países árabes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), cartel que envolve os principais produtores, resolveram diminuir a produção para responder ao apoio concedido pelos Estados Unidos a Israel durante a guerra do Yom Kipur.
Com menor extração, o preço se elevou nos três anos seguintes. Cada barril deixou de valer alguns trocados para dar um pulo ao patamar dos onze dólares. Em valores atuais, isso significa quarenta dólares.
O resultado foi o aumento generalizado dos preços. A cadeia produtiva de qualquer produto utiliza, em maior ou menor quantidade, a commodity. O transporte, por exemplo, através do encarecimento da gasolina, passou a ser uma grande dor de cabeça para os empresários. Uma elevação brusca e de tamanha intensidade tal como ocorreu prejudica todos os setores da economia. A recessão assolou a qualidade de vida de grande parte dos países do globo.
“O ano de 1977 apresentou múltiplas tendências e, de certa forma, decepcionante na economia mundial. Em fins de 1976, tornou-se claro que a recuperação da recessão do ano anterior estava começando a ceder e que vários países do mundo não-comunista não estavam alcançando o objetivo oficialmente aceito de um crescimento cauteloso, mas firme na produção, combinado com um razoável balanço de pagamentos.”
“A tarefa para 1977, em vista disso, consistiu em planejar uma estratégia econômica mundial que pudesse elevar a vacilante taxa de crescimento e favorecer resultados satisfatórios no balanço de pagamentos. Na prática, não foi possível. O ritmo de crescimento manteve-se lento e caprichoso. Os desequilíbrios externos tornaram-se mais pronunciados, dando origem à instabilidade do mercado cambial, além da intensificação dos critérios protecionistas.”
Ao mesmo tempo, apesar da diminuição dos recursos para investimento em pesquisa, os países continuaram avançando na criação de tecnologia para diminuir as distâncias entre os seres humanos. O processo de globalização se fortaleceu depois da criação da infraestrutura necessária para interligar as pessoas. A comunicação por satélite permitiu que todos acompanhassem um acontecimento em tempo real, independentemente de onde estivessem.
“Um sistema doméstico de comunicação por satélite – que é o maior de todos os sistemas independentes da Companhia Bell – foi lançado durante o ano pela AT&T e pela GTE conjuntamente. É o primeiro capaz de transmitir conversações telefônicas à longa distância aos 48 estados norte-americanos contíguos e também entre o continente e o Havaí. Além disso, sistemas de transmissão por satélite permitiram a recepção de programas de televisão em inúmeras localidades novas.”
Os produtores de petróleo colocaram o mundo em recessão, o que não evitou grandes avanços tecnológicos, como o aperfeiçoamento dos satélites.
POR Bruno Toranzo
Os anos 70 têm outro grande atrativo do ponto de vista histórico. A economia, incluindo os países ricos e pobres, viveu uma grande crise. Coração do desenvolvimento da época, o petróleo tinha uma importância estratégica ainda maior daquela verificada em nossos dias. Os governos, excessivamente dependentes da commodity, estavam acostumados a pagar pouco mais de dois míseros dólares o barril.
Com uma fonte de energia tão barata, não havia necessidade de gastar milhões de dólares para adaptar o sistema econômico para outra matriz. A poluição naqueles tempos não fazia parte da lista de prioridades dos governantes. O mundo se esquecia até mesmo da finitude do petróleo.
A situação mudou completamente em 1973 quando, pela primeira vez, o chamado “ouro negro” foi utilizado como fator de pressão política. Os países árabes da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), cartel que envolve os principais produtores, resolveram diminuir a produção para responder ao apoio concedido pelos Estados Unidos a Israel durante a guerra do Yom Kipur.
Com menor extração, o preço se elevou nos três anos seguintes. Cada barril deixou de valer alguns trocados para dar um pulo ao patamar dos onze dólares. Em valores atuais, isso significa quarenta dólares.
O resultado foi o aumento generalizado dos preços. A cadeia produtiva de qualquer produto utiliza, em maior ou menor quantidade, a commodity. O transporte, por exemplo, através do encarecimento da gasolina, passou a ser uma grande dor de cabeça para os empresários. Uma elevação brusca e de tamanha intensidade tal como ocorreu prejudica todos os setores da economia. A recessão assolou a qualidade de vida de grande parte dos países do globo.
“O ano de 1977 apresentou múltiplas tendências e, de certa forma, decepcionante na economia mundial. Em fins de 1976, tornou-se claro que a recuperação da recessão do ano anterior estava começando a ceder e que vários países do mundo não-comunista não estavam alcançando o objetivo oficialmente aceito de um crescimento cauteloso, mas firme na produção, combinado com um razoável balanço de pagamentos.”
“A tarefa para 1977, em vista disso, consistiu em planejar uma estratégia econômica mundial que pudesse elevar a vacilante taxa de crescimento e favorecer resultados satisfatórios no balanço de pagamentos. Na prática, não foi possível. O ritmo de crescimento manteve-se lento e caprichoso. Os desequilíbrios externos tornaram-se mais pronunciados, dando origem à instabilidade do mercado cambial, além da intensificação dos critérios protecionistas.”
Ao mesmo tempo, apesar da diminuição dos recursos para investimento em pesquisa, os países continuaram avançando na criação de tecnologia para diminuir as distâncias entre os seres humanos. O processo de globalização se fortaleceu depois da criação da infraestrutura necessária para interligar as pessoas. A comunicação por satélite permitiu que todos acompanhassem um acontecimento em tempo real, independentemente de onde estivessem.
“Um sistema doméstico de comunicação por satélite – que é o maior de todos os sistemas independentes da Companhia Bell – foi lançado durante o ano pela AT&T e pela GTE conjuntamente. É o primeiro capaz de transmitir conversações telefônicas à longa distância aos 48 estados norte-americanos contíguos e também entre o continente e o Havaí. Além disso, sistemas de transmissão por satélite permitiram a recepção de programas de televisão em inúmeras localidades novas.”