POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo
“A corrupção não impede a cidadania. Ela é inerente à dimensão humana”. A declaração do ministro da Cultura, Gilberto Gil, isenta de responsabilidade não só o governo petista do qual faz parte mas também os congressistas acusados de corrupção. Sem dúvida que os quatro anos de presidência petista resultaram no maior processo de corrupção da história da jovem democracia brasileira.
O comportamento da população é o espelho de seus representantes políticos da Câmara Federal, do Senado e das outras instituições públicas de poder. O brasileiro encontra-se transtornado e desacreditado com a atual situação política. A falta de credibilidade do governante atingiu níveis assustadoramente negativos. Além de não acreditar mais em promessa de político, grande parte dos brasileiros generaliza, taxando a classe de corrupta e sem caráter.
Esse clima de impunidade serve apenas para criar a tão errada impressão de que o melhor caminho seja a desonestidade. O falso pensamento de que ser honesto – tendo um trabalho digno, pagando seus impostos, respeitando as leis e até ajudando as pessoas de sua comunidade – é comportamento de tolo, não sendo mais nenhuma vantagem em uma sociedade tão vazia de valores em que vivemos. O ser “esperto” é o enganar as pessoas para proveito próprio como inúmeros “representantes do povo”, vocativo que eles mesmos preferem ser chamados, costumam fazer e que cresceu no governo de um ex-metalúrgico – quem diria! – chamado Luiz Inácio Lula da Silva.
Portanto, o senhor ministro da Cultura, Gilberto Gil, poderia valorizar mais os interesses do país aos do seu partido e reformular sua idéia, destacando o que foi discutido ao longo deste artigo.