Governador de Nova Iorque trai sua esposa e seu eleitorado com prostitutas
POR Bruno Victor Toranzo
POR Bruno Victor Toranzo
A suspeita foi levantada pelos jornalistas do “The New York Times”, confirmada, dias depois, com a ajuda do bom e velho grampo telefônico. Enganado, com um agente da polícia federal na escuta, o governador revelou o quarto de hotel onde teria mais um encontro de prazeres mil. O governador democrata Eliot Spitzer, casado e pai de três filhas, relacionava-se com as mais caras prostitutas do estado, sejam elas pró ou contra seu partido. Com a moral ferida, Spitzer se desculpou publicamente e deve renunciar ao cargo.
Os democratas, preocupados com a repercussão do governador mulherengo, ainda mais agora em momento de ferrenha batalha presidencial, trataram de isolar o caso, por meio do repúdio aos atos sexuais de Spitzer. Aliás, a experiência em casos extraconjugais já esteve presente na vida dos democratas. A vítima do mais famoso deles concorre à presidência do país. Trata-se da sempre jovem candidata Hillary Clinton. Quem não se lembra das investidas, todas bem correspondidas, de Bill sobre Lewinsky, a estagiária de habilidades desconcertantes, na Casa-Branca, símbolo de respeito e hegemonia da nação do também tarado Tio Sam.
A discussão, em torno da invasão da privacidade de pessoas públicas, está longe de chegar ao fim. Deve o profissional de jornalismo investigar a vida particular das personalidades? Existe legitimidade na atividade de buscar algum podre na vida particular dessas pessoas? É legítimo, sim, que os eleitores saibam sobre o comportamento de seu representante político. Ainda mais quando o político não tem pudor nenhum em sair com meretrizes, mesmo tendo uma família para respeitar.
Reportagem do NYTimes: