Barril de petróleo bate novo recorde e atinge US$ 111
POR Bruno Victor Toranzo
POR Bruno Victor Toranzo
O que isso significa para “el gran comandante”? Hugo Chávez está rindo sozinho com o valor do petróleo. Pode continuar financiando seu plano maquiavélico de conquistar o mundo ou, pelo menos, a América Latina. Continua hegemônico no exercício de seu regime ditatorial. E a oposição? Sumiu! Há muito tempo deixou de existir.
Enquanto o preço do petróleo continuar nesse patamar, considerado altíssimo, Chávez não tem o que temer. Com o atual comportamento da commodity, nem mesmo se o mundo ecoar em uma só voz a expressão “Por que no te callas?”, dita pelo rei espanhol Juan Carlos I, quando não agüentava mais ouvir as besteiras do comandante venezuelano, faria Chávez, de fato, silenciar.
Ele realmente tem a força. É, sem dúvida, um dos personagens mais poderosos. Temporariamente. O petróleo não será eterno. Invés de investir em melhorias reais para o povo venezuelano, escolhendo os moldes de desenvolvimento chileno ou brasileiro, Chávez insiste em gastos de caráter “populista”, como o fortalecimento exagerado do exército e o aumento do tamanho do Estado. Sem falar em outras medidas, como a desapropriação de propriedades privadas, desafiando o capital internacional.
E o que isso significa para Bush? Nada. Nada. E nada. As exportações venezuelanas de petróleo continuam a todo vapor para Washington. Chávez é insensato. Mas não tem nada de burro. Não há como cortar as negociações com os Estados Unidos. Os bushpetrodólares são muito bem-vindos. Se pararmos para pensar, os Estados Unidos financiam as excentricidades de Hugo Chávez. Eles pagam o comandante para xingar sua própria nação. E sabem disso. Mas o mercado sempre em primeiro lugar. São as leis sagradas que regem seu funcionamento. As negociações não vêem rostos, desconsideram qualquer palavra hostil, desde que tais palavras não coloquem em risco o andamento das próprias transações comerciais.
E onde o Brasil entra nessa história? Sei lá. Quem disse que entraria? Ou melhor, até sei. Entramos como o “salvador do continente”. Esse sempre foi o posicionamento dos nossos governos monges. E deu certo! Devemos sempre conversar com todos, a famosa “paz universal”. O desafio está em permanecer o mais próximo do neutro, mesmo que sempre acabamos naturalmente do lado norte-americano.
Matéria da Folha de S. Paulo:
Ele realmente tem a força. É, sem dúvida, um dos personagens mais poderosos. Temporariamente. O petróleo não será eterno. Invés de investir em melhorias reais para o povo venezuelano, escolhendo os moldes de desenvolvimento chileno ou brasileiro, Chávez insiste em gastos de caráter “populista”, como o fortalecimento exagerado do exército e o aumento do tamanho do Estado. Sem falar em outras medidas, como a desapropriação de propriedades privadas, desafiando o capital internacional.
E o que isso significa para Bush? Nada. Nada. E nada. As exportações venezuelanas de petróleo continuam a todo vapor para Washington. Chávez é insensato. Mas não tem nada de burro. Não há como cortar as negociações com os Estados Unidos. Os bushpetrodólares são muito bem-vindos. Se pararmos para pensar, os Estados Unidos financiam as excentricidades de Hugo Chávez. Eles pagam o comandante para xingar sua própria nação. E sabem disso. Mas o mercado sempre em primeiro lugar. São as leis sagradas que regem seu funcionamento. As negociações não vêem rostos, desconsideram qualquer palavra hostil, desde que tais palavras não coloquem em risco o andamento das próprias transações comerciais.
E onde o Brasil entra nessa história? Sei lá. Quem disse que entraria? Ou melhor, até sei. Entramos como o “salvador do continente”. Esse sempre foi o posicionamento dos nossos governos monges. E deu certo! Devemos sempre conversar com todos, a famosa “paz universal”. O desafio está em permanecer o mais próximo do neutro, mesmo que sempre acabamos naturalmente do lado norte-americano.
Matéria da Folha de S. Paulo: