POR Bruno Victor Toranzo
A política brasileira, desnutrida de acontecimentos relevantes, está estranhamente quieta. Sem grandes polêmicas em torno. Um clima de morosidade impera em Brasília. Estranho. Seria a iminência de crise econômica global a motivadora de tal comportamento? Não sei. O que todos sabem é da ineficiência de uma oposição que nem existe mais. Não seria novidade ouvir que os partidos se uniram. Sim! Estão todos juntos, em nome do bem da nação. Seria outra hipocrisia acreditar nisso, algo normal para todos nós, fiéis abobalhados que pecamos pela passividade.
Você pode lembrar dos cartões corporativos. E daí? Já passou. Faz tempo. O que aconteceu? A ministra da Igualdade Racial e Desigualdade para o Bolso do Governo caiu. Grande notícia. Ela deixou o cargo e deve voltar tão logo o bolo esfriar. Agora, a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está sendo acusado de mesma conduta, de abusar da generosidade do cartão de crédito. Será? Ele autorizou a quebra de sigilo dos gastos do cartão corporativo no período em que esteve no governo. Veremos no que dá.
E os grandes projetos para recuperar a insuficiente e arcaica infra-estrutura do país? Ahhhh... sim. Os investimentos do PAC (Programa de Atraso do Crescimento) devem dar conta. E ponto. Não há motivos para discussão. Os projetos já foram definidos e encaminhados para o orçamento. E continua a reclamação acerca da quantidade imensa de medidas provisórias. A vida de Chinaglia, Garibaldi e sua turma é reclamar da quantidade de serviço. Reclamam e não trabalham. Como é fácil ser parlamentar!
Voltando ao sumiço da oposição. Aborrecidamente mal organizados há muito tempo, desde os grandes períodos da insurgência da corrupção petista (com tristeza, prevejo uma volta), os tucanos e os demos continuam perdidos nas enormes avenidas da capital do país.
As eleições municipais podem representar o retorno efetivo ao cenário político. Ou tudo pode ficar ainda pior. Se depender da disputa, em São Paulo, o PSDB e o DEM podem se perder de vez na disputa pela prefeitura. Se Alckmin enfrentar Kassab, a oposição se fragmentará ainda mais (caso seja possível ficar ainda mais fraca do que efetivamente está).
Confira a notícia veiculada pela Folha de S. Paulo: