Investidor pessoa física chega a 33% dos negócios da Bovespa
Por outro lado, capital estrangeiro continua saindo.
POR Bruno Toranzo
Mesmo com a crise econômica, os investidores continuam apostando no mercado de ações. De acordo com os últimos números divulgados pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a participação de pessoas físicas chegou a 33,46% do volume de transações, ou seja, compra e venda de ações, no primeiro mês de 2009. Isso significa dizer que um a cada três negócios realizados envolveu o investidor pessoa física.
“Esse aumento é uma tendência que vem de dois anos para cá. No entanto, apesar das campanhas de popularização do investimento em ações, o número de investidores ainda é pequeno”, afirma Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios. Em janeiro, existiam quase 538 mil contas de investidores comuns registradas na bolsa, sendo que 47% delas estavam no estado de São Paulo.
Quem está fora, tem vontade de entrar. É o caso do corretor de seguros Ary Beraldo de Oliveira. Morador do Bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, Oliveira, como a maior parte dos brasileiros, deixa suas economias na poupança. “Gostaria de comprar ações para aproveitar as oportunidades que a crise traz”.
Se a participação nacional aumenta, a estrangeira está em queda. Desde a intensificação da crise, em setembro do ano passado, com a quebra do banco americano Lehman Brothers, o capital estrangeiro deixa o mercado brasileiro em busca de investimentos mais seguros, como os títulos da dívida pública americana.
“A crise mais forte fora do país fez com que os investidores estrangeiros tirassem o dinheiro daqui para honrar os compromissos lá fora”, diz Leite. Em janeiro, a debandada totalizou pouco mais de R$ 646 milhões, o que fez a participação cair para 34,10%. Quando comparada a 1994, primeiro ano de medição, a contribuição externa cresceu quase 13%.
Estima-se que o mês de fevereiro tenha apresentado melhor desempenho do capital estrangeiro na bolsa de valores. Segundo a assessoria de imprensa da Bovespa, os números atualizados serão liberados até o dia 6 de março.
*Texto originalmente produzido para o Rudge Ramos Online (www.metodista.br/rronline).
“Esse aumento é uma tendência que vem de dois anos para cá. No entanto, apesar das campanhas de popularização do investimento em ações, o número de investidores ainda é pequeno”, afirma Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios. Em janeiro, existiam quase 538 mil contas de investidores comuns registradas na bolsa, sendo que 47% delas estavam no estado de São Paulo.
Quem está fora, tem vontade de entrar. É o caso do corretor de seguros Ary Beraldo de Oliveira. Morador do Bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, Oliveira, como a maior parte dos brasileiros, deixa suas economias na poupança. “Gostaria de comprar ações para aproveitar as oportunidades que a crise traz”.
Se a participação nacional aumenta, a estrangeira está em queda. Desde a intensificação da crise, em setembro do ano passado, com a quebra do banco americano Lehman Brothers, o capital estrangeiro deixa o mercado brasileiro em busca de investimentos mais seguros, como os títulos da dívida pública americana.
“A crise mais forte fora do país fez com que os investidores estrangeiros tirassem o dinheiro daqui para honrar os compromissos lá fora”, diz Leite. Em janeiro, a debandada totalizou pouco mais de R$ 646 milhões, o que fez a participação cair para 34,10%. Quando comparada a 1994, primeiro ano de medição, a contribuição externa cresceu quase 13%.
Estima-se que o mês de fevereiro tenha apresentado melhor desempenho do capital estrangeiro na bolsa de valores. Segundo a assessoria de imprensa da Bovespa, os números atualizados serão liberados até o dia 6 de março.
*Texto originalmente produzido para o Rudge Ramos Online (www.metodista.br/rronline).