Casa Branca: alta dos alimentos por mais três anos
POR Bruno Victor Toranzo
O preço dos alimentos está nas alturas. Produtos considerados básicos, como trigo, soja, milho e arroz, estão anormalmente inflacionados. Segundo o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, em doze meses, de março de 2007 para o mesmo mês desse ano, a taxa mundial de inflação dos alimentos chegou aos 43%.
Com prejuízos reais para os países pobres, destaque para o continente africano, a presenciada crise ainda está longe de virar passado. O mesmo Lazear disse que teremos pelo menos outros três longos anos pela frente.
Dois grandes problemas estão gerando a crise dos alimentos. O primeiro se relaciona à melhora substancial de vida dos chineses, indianos e, claro, dos brasileiros, como eu e você. Maior quantidade de notas no bolso significa comer melhor. Ao mesmo tempo, o petróleo não pára de subir. O “ouro negro” insiste em continuar acima dos assustadores US$ 120. Sua trajetória de ascendência influencia, naturalmente, toda cadeia produtiva dos alimentos.
Outra questão aparentemente sem solução é o crescimento da população terrestre. Em 2050, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), seremos 9 bilhões de habitantes. Não há como desconsiderar a tendência real de evolução da renda de um número ainda maior de pessoas, principalmente os já citados chineses, indianos e, obviamente, brasileiros. Portanto, a produção de alimentos precisa ser muito superior aos níveis atuais para atender, sem problemas, toda demanda.
É difícil imaginar uma solução para esse imbróglio. Ressalto, no entanto, a necessidade de um fundo emergencial abastecido pelos milhões dos gigantes desenvolvidos voltado para os países famintos. A União Européia e os próprios Estados Unidos poderiam também aproveitar o momento para retirar os injustos subsídios agrícolas. Isso efetivamente seria um grande avanço para a aproximação de condições livres de comércio entre os grandes e pequenos.
POR Bruno Victor Toranzo
O preço dos alimentos está nas alturas. Produtos considerados básicos, como trigo, soja, milho e arroz, estão anormalmente inflacionados. Segundo o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, em doze meses, de março de 2007 para o mesmo mês desse ano, a taxa mundial de inflação dos alimentos chegou aos 43%.
Com prejuízos reais para os países pobres, destaque para o continente africano, a presenciada crise ainda está longe de virar passado. O mesmo Lazear disse que teremos pelo menos outros três longos anos pela frente.
Dois grandes problemas estão gerando a crise dos alimentos. O primeiro se relaciona à melhora substancial de vida dos chineses, indianos e, claro, dos brasileiros, como eu e você. Maior quantidade de notas no bolso significa comer melhor. Ao mesmo tempo, o petróleo não pára de subir. O “ouro negro” insiste em continuar acima dos assustadores US$ 120. Sua trajetória de ascendência influencia, naturalmente, toda cadeia produtiva dos alimentos.
Outra questão aparentemente sem solução é o crescimento da população terrestre. Em 2050, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), seremos 9 bilhões de habitantes. Não há como desconsiderar a tendência real de evolução da renda de um número ainda maior de pessoas, principalmente os já citados chineses, indianos e, obviamente, brasileiros. Portanto, a produção de alimentos precisa ser muito superior aos níveis atuais para atender, sem problemas, toda demanda.
É difícil imaginar uma solução para esse imbróglio. Ressalto, no entanto, a necessidade de um fundo emergencial abastecido pelos milhões dos gigantes desenvolvidos voltado para os países famintos. A União Européia e os próprios Estados Unidos poderiam também aproveitar o momento para retirar os injustos subsídios agrícolas. Isso efetivamente seria um grande avanço para a aproximação de condições livres de comércio entre os grandes e pequenos.