POR Bruno Victor Toranzo
Tecnologia. Já faz um tempo que não vivemos sem ela. Sabemos da sua importância. Presença garantida no DNA das crianças do novo século. Fundamental para todos nós. É sobre isso que quero falar. Mas digamos que escolhi especificamente a micro-tecnologia. A palavra não é bem essa. Fique tranqüilo. Não tem nada a ver, apesar de ser micro, com engenharia genética, aquela que envolve operações com robôs do tamanho de um fio de cabelo. Estou me referindo aos aparelhos que usamos no dia-a-dia. Celular. MPalgum número. i-Pod. PalmTop. E outras bugigangas inteligentes.
Todos eles representam parte integrante do nosso cotidiano. Não há graça conviver sem sua presença. Atrevo-me a dizer que o melhor amigo do homem é o aparelho de tamanho médio (não é micro como afirmei na falta de melhor expressão) tecnológico. Pelo menos desse homem do novo século. Não seríamos nada sem eles. Como ouviria música ao mesmo tempo em que corro exaustivamente na esteira da academia? Como saberia o que fazer ao longo do dia sem consultar minha potente agenda elétrica com capacidade para incluir os bilhões de habitantes do planeta Terra? Como ficaria sem o prazer de digitar em um teclado com teclas tão macias como o meu celular ou PalmTop?
E agora muitos podem se viciar. Quase todos. A popularização chegou. Sem dinheiro para pagar no ato? Pode parcelar. A prestação sai bem barata. Ainda existem aqueles celulares quase de graça, ou efetivamente de graça, oferecidos pela operadora se o cliente aceitar um plano pós-pago. Isso porque chineses, indianos e até mesmo nós, brasileiros, estamos melhores financeiramente e podemos nos dar esse luxo.
O difícil mesmo fica por conta de tentar acompanhar o ritmo das inovações. As novidades chegam com freqüência supersônica ao mercado. O MP3 já não é mais 3 há muito tempo. Virou 4 e rapidamente deixou de ser. O 5 havia chegado: outra etapa da evolução do simpático utensílio. Será que a metamorfose chegou ao 6? Não sei. Alguém sabe? Só sei que por aí vai.
Somos, de fato, induzidos ao consumo. O desperto do desejo incontrolável de aquisição nos leva às lojas. Caso compremos, acreditamos que todos os nossos problemas estariam resolvidos prontamente. Isso porque teríamos todas as facilidades embutidas em um único aparelho. Ou, se preferirmos, em dois ou mais.
O computador de mão, conhecido como PalmTop, faz de tudo. Eficientíssimo em todas as horas. Pode ouvir canções, mandar e-mail e ainda ligar para sua mulher. Tudo ao mesmo tempo. A trilha sonora deve ser cortada durante a ligação. Tão logo você acabar a conversa com sua mulher, a música volta com todo vigor.
Daqui a pouco, chegarão os andróides. Isso! Aqueles mesmos dos filmes de ficção hollywoodianos. Will Smith e o moleque do sexto sentido que esqueci o nome (ele também protagonizou o filme Inteligência Artificial) que se preparem.