sexta-feira, 30 de maio de 2008

NOVAS E NOVAS

Parabéns aos ministros do STF

A disputa foi apertada. Seis votos favoráveis à continuação das pesquisas com células-tronco embrionárias e cinco contrários. A exemplo do que aconteceu com os bandidos do mensalão, os competentes ministros tomaram o caminho certo. As pesquisas foram aprovadas sem nenhuma restrição. Uma decisão acertada que beneficiará muitos brasileiros.

ECONOMIA

Novo grau de investimento passa quase despercebido
POR Bruno Victor Toranzo

Outra boa notícia ficou por conta do grau de investimento concedido pela agência de risco chamada Fitch. Agora só falta a Moody´s para completar o trio das grandes avaliadoras de risco do mundo.

Deu para perceber que a reação foi bem mais contida. Todos receberam com naturalidade, sem grande excitação, o novo investment grade. O autor desse blog teve o mesmo comportamento. E por algumas razões muito simples. A inflação roubou o cenário por aqui. Estamos todos apreensivos com o aumento geral dos preços. Na realidade, está chamando a atenção de todo sistema econômico internacional.

A lentidão do governo também faz com que recebamos a notícia da Fitch com normalidade. Em meu pouco tempo de jornalismo, não sei quantas vezes repeti o que vou dizer agora. O Brasil precisa de reformas estruturais. Pronto. Agora preciso repetir quais são elas: reforma tributária (a mais importante nesse momento), previdenciária e trabalhista.

Já não tenho esperanças de desoneração de impostos, principalmente para nós, população civil, mas espero que pelo menos a cobrança seja facilitada com a melhor organização dos tributos. Os gastos públicos também preocupam e fazem com que o grau de investimento passe quase despercebido. Com as despesas do governo sempre em alta, fica difícil almejar melhores colocações para a economia brasileira.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

PARA REFLETIR

As células mágicas da esperança
POR Bruno Victor Toranzo

A possibilidade de não poder andar deixa qualquer um apavorado. Evitamos pensar nisso. Pensamento desagradável. Daqueles que causam mal-estar. Não ter condições de se mover é realmente desesperador.

Seja lá qual tenha sido o motivo, os deficientes físicos sofreram mudanças radicais em suas vidas. Todas prejudiciais. As dificuldades do dia-a-dia se intensificaram. Infelizmente, ainda mais no caso brasileiro, as condições públicas para as pessoas com qualquer que seja a deficiência não são das melhores.

É claro que essas pessoas estão ávidas pelo avanço científico que as possibilite voltar à realidade antiga. Tal avanço está prestes a virar passado. A ciência tem a solução para os casos de lesão medular. O mais incrível é que não só os deficientes de caráter físico, paraplégicos e tetraplégicos, poderão encontrar a cura. Doenças como Mal de Parkinson, além de lesões graves relacionadas principalmente aos músculos e ossos, estão também incluídas.

O descobrimento das células-tronco embrionárias representa um grande salto da ciência moderna. As células mágicas são retiradas de embriões congelados, tão pequenos quanto o buraco de uma agulha de injeção, não utilizados nas inseminações artificiais.

As "pesquisas da esperança" (designação ideal) estavam evoluindo significativamente no Brasil. A Lei de Biossegurança conseguiu aprovação do Congresso sem grandes discordâncias em março de 2005. Até que o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, abriu a polêmica. Com a chamada Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), Fonteles alegou que os estudos feriam o princípio irrevogável de direito à vida garantido pela Constituição.

A razão estaria em considerar os embriões congelados tão vivos quanto eu, você e os nossos vizinhos. Mesma justificativa da Igreja Católica que se opõe radicalmente à utilização deles para outros fins.

O que não se pode admitir é que os embriões congelados (vivos ou não) permaneçam nessa condição por tempo indeterminado. Quem tem o direito sobre um embrião congelado é, naturalmente, o casal responsável pela sua geração. Ao invés de deixá-los resfriados eternamente, eles poderiam servir para beneficiar aqueles que tanto necessitam. Por que não utilizá-los para o bem comum da própria sociedade?

A responsabilidade de resolver o imbróglio está por conta do STF (Supremo Tribunal Federal). Os onze ministros estão reunidos para dar o veredicto final. Para o bem de todos nós, a expectativa é que as pesquisas com células-tronco embrionárias tenham permissão de continuar.

Confira a Lei de Biossegurança:
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm

quarta-feira, 28 de maio de 2008

PARA OS OUVIDOS



O jornalista econômico Carlos Alberto Sardenberg, em comentário na rádio CBN, aborda a polêmica em torno do excesso dos gastos públicos como fator da inflação. Mantega e o resto do governo dizem que não há tal excesso, já que o crescimento do PIB é maior que o das despesas. Por outro lado, muitos economistas discordam e alertam para o risco da volta do pesadelo inflacionário.

terça-feira, 27 de maio de 2008

SARCASMO DA TERÇA


FONTE: Newsweek.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

POLÍTICA

Governo sente saudade do seu eterno amor CPMF
POR Bruno Victor Toranzo

Saudade. Sentir muita falta. Sofrimento de quem não aceita a separação. O governo não consegue esquecer o charme daquela contribuição chamada CPMF (nome completo: Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Mesmo sabendo que ela tinha data para ir embora, no último dia do ano passado, a base governista fez o máximo para que ficasse mais algum tempo.

Não conseguiu. Os opositores os separaram. Eles acabaram com uma linda história de amor. Mas, quando a separação parecia consolidada, a sensual CPMF reaparece. O governo rapidamente direciona seus olhares para ela. Agora, nós, cidadãos brasileiros, meros espectadores quando deveríamos ser os protagonistas, apenas esperamos para saber o final dessa história.

É inadmissível a insistência do governo nesse romance fracassado. Ainda mais com a arrecadação federal quebrando seguidos recordes. Foram mais de R$ 220 bilhões apenas nos quatro primeiros meses desse ano.

Aquela velha desculpa volta à cena. Novos investimentos em saúde estariam comprometidos sem os recursos advindos da antiga cobrança. Mentira. Para substituir o imposto do cheque, o governo aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras. Dessa maneira, os recursos que vinham da dengosa CPMF foram substituídos e até aumentados pelos dois palavrões citados acima. Portanto, meu leitor, falta de dinheiro não existe.

O que deveria estar em discussão é o gasto consciente dos recursos. Ao invés de propor a volta da contribuição, os brilhantes parlamentares deveriam colocar em pauta a reforma tributária. Como gostaria de ver a classe dirigente em ríspidas discussões sobre como diminuir os gastos com o funcionalismo público, além de organizar e até desonerar (por que não?) a pesada e confusa carga de impostos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

SARCASMO DA SEXTA


FONTE: Newsweek.

NOVAS E NOVAS

Tyson e Bush: irmãos de decadência
POR Bruno Victor Toranzo

Mike Tyson está voltando. O animal tenta voltar à cena. Fique tranqüilo. Ninguém deve perder um bom pedaço da orelha para a força de sua mandíbula. A não ser que o ex-pugilista não goste do documentário sobre sua vida. Poderia sobrar para o diretor. Cuidado! Proteja suas orelhas, corajoso diretor.

O objetivo do filme, lançado no conceituado Festival de Cannes, é melhorar a imagem do agora paupérrimo Tyson. Morando no subúrbio de Las Vegas há três meses, "o mais malvado homem do planeta", aspas que o próprio lutador se designava, deve milhões de dólares para a Receita Federal. Em recente entrevista, reconheceu que errou muito ao longo de sua carreira. As drogas são seu maior fator de arrependimento.

Outro que está beijando a lona é o presidente George W. Bush. Com queda acentuada de aprovação em seu segundo mandato, a população americana está insatisfeita com os rumos que o país tomou. A verdade é que o Arbusto (Bush em inglês), palavra perfeita para expressar sua morosidade, só conseguiu a reeleição por causa dos atentados de 11 de setembro.

Os americanos estavam frágeis. A reação imediata de todo aquele sofrimento foi apoiar uma resposta militar. Ela rapidamente veio. Impensada. Nada eficiente, dizimou milhões de civis, tão inocentes quanto os alguns milhares que morreram no World Trade Center. Os verdadeiros culpados, Osama Bin Laden e sua turma, continuam foragidos.

O que aconteceu em seguida? Os Estados Unidos se tornaram impopulares no mundo inteiro. As pessoas torcem o nariz e acusam os americanos de imperialistas. A política de guerra preventiva, combater o adversário antes que ele cause algum dano, não se sustentou. Mas não porque Bush e sua turma perceberam os equívocos desse método. O real motivo está relacionado à falta de dinheiro. Os gastos do Iraque já chegaram à casa do trilhão de dólares. A ausência das verdinhas evitou possíveis ataques até mesmo aos iranianos e norte-coreanos, adversários potencialmente perigosos, incluídos na lista chamada "Eixo do Mal".

Como se não bastasse, a economia anda tirando o sono de Bush. O caos no setor imobiliário. A forte desvalorização do dólar. Os altos preços do petróleo. A queda da taxa de consumo dos americanos. E os alimentos mais caros. Problemas complicados que o próximo presidente terá de demonstrar competência para resolver.

Por falar em sucessão presidencial, o impasse continua entre os democratas. Seria Hillary ou Obama? Ninguém sabe. Apesar do candidato negro ser o favorito, a disputa das primárias continua aberta. Entre os republicanos, McCain já está garantido. Mesmo sendo o candidato da situação, ele tem chance de ganhar. No entanto, as pesquisas ainda apontam vitória democrata, qualquer que seja o candidato escolhido.

NOVAS E NOVAS

FONTE: Time.
(clique na charge para melhor visualização)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

PARA REFLETIR

Instinto e falta de educação no transporte público
POR Bruno Victor Toranzo

Na velocidade de uma tartaruga. Quase parando. Tão confortável como um passeio de camelo. Os trancos da viagem tiram qualquer coluna do lugar. Mais lotado do que arquibancada de estádio. Não precisa segurar em nada. Basta apoiar nos companheiros grudados em você.

Essa é a realidade do transporte público. Tenho certeza que no Brasil inteiro é assim. Entretanto, vou enfatizar São Paulo por ter conhecimento de causa. Todos os dias, a exemplo de milhões de pessoas, utilizo os diferentes tipos de locomoção oferecidos pelo governo.

O que percebo, principalmente nos agradáveis horários de pico, são emoções à flor da pele. Melhor dizendo: emoção. Uma raiva parece contagiar as pessoas dentro dos trens. Não posso dizer que elas passam a se odiar. Raiva não! É instinto. Naturalmente, cada um de nós precisa de espaço. Quando sentimos muita gente dentro do nosso espaço, o problema começa.

Na hora de entrar e sair dos vagões, o instinto se manifesta completamente. Conseqüência daqueles que deixam o instinto controlar seu próprio eu: falta de educação. Para sair do vagão, você precisa estar com os pulsos levantados. Virou lei da sobrevivência. Teoricamente, os que saem têm preferência. Os passageiros devem sair primeiro para, depois, outros entrarem. É impossível que as pessoas saiam e entrem ao mesmo tempo.

Muita gente não entende essa regra básica. E as colisões acontecem com freqüência. Em algumas ocasiões, o choque provoca apenas rosto feio de cada um dos lados. Mas, na maioria das vezes, o bicho literalmente pega. Há discussão e briga. Mães covardemente xingadas. Pontapés e socos que atingem o ar e os corpos de outros que nada tinham a ver com a situação. Baixaria nas estações de trem.

Não posso esquecer de descrever a viagem diária que faço. Começo com ônibus logo pela manhã. Pego outro diferente próximo da hora do almoço. Passo para o metrô. Volto para o ônibus. Entro no trem. E ando alguns metros. Estou em meu local de trabalho. À noite, a ordem sofre alterações. Entro no trem. Vou para o ônibus. Depois, chego ao metrô. Volto para o trem. Pego mais um ônibus. E finalmente: lar, doce lar. Às vezes, o percurso sofre algumas variações, mas, normalmente, o caminho é esse mesmo.

Sempre insisto em dizer que todos esses quilômetros feitos de carro envolvem ainda maiores doses de estresse. É notável o enorme tráfego de veículos (maior parte com um cidadão dentro) em quase todas as vias paulistas. Como você percebeu, não tenho preferência pelo carro. O transporte público faz longas distâncias a um preço bem reduzido: uma passagem ou, no máximo, duas, além de não precisar dirigir e sofrer com o já citado engarrafamento campeão de recordes.

Falta maior investimento no transporte público. Se a qualidade do serviço fosse melhor, chegar ao trabalho e voltar dele seriam feitos de forma bem menos cansativa e violenta. Ao mesmo tempo, vale ressaltar que falta de educação não se resolve com investimento em transporte. A não ser que esse investimento seja na formação cidadã com escolas realmente eficientes, realidade muito distante em nosso país.

terça-feira, 20 de maio de 2008

ECONOMIA

Petróleo e Ibovespa batem recordes
POR Bruno Victor Toranzo

A terça-feira presenteou os investidores com o décimo recorde de pontos do Índice Bovespa, mais conhecido como Ibovespa, em 2008. Passamos da casa dos 73 mil e caminhamos, segundo os especialistas do mercado, para os 85 mil pontos no final do ano.

Ao mesmo tempo, o petróleo continua subindo. O barril fechou na maior cotação da história, atingindo os US$ 129. Um sinal claro da consolidação de um novo patamar de preço da commodity: acima dos US$ 100. Número assustador quando comparado à média de US$ 10 da década de 90. Para a Petrobras, seria melhor se fosse ainda mais alto. As ações tiveram expressiva valorização ao longo de todo pregão de hoje.

O grande problema é que a inflação dos alimentos deve continuar aumentando. Não só a energia encarece mas também os fertilizantes, derivados do petróleo, utilizados em grande escala na agricultura. Estaríamos vivendo o Terceiro Choque do Petróleo? É o que parece. A evolução dos preços parece crescente sem qualquer chance de diminuição.

A situação deve se agravar nos próximos anos. Os americanos, grandes consumidores de petróleo, terão companhia de outras nações. A China caminha a passos largos para alcançá-los. Mesma intenção dos indianos. Para ter condições de agüentar todo esse pessoal, novas reservas precisam ser descobertas. Com exceção das novidades brasileiras, algo difícil de ocorrer.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

SARCASMO DA SEGUNDA

Relembrando a crise deflagrada pela atividade imobiliária dos Estados Unidos. Apesar dos efeitos ainda não terem sido completamente revertidos, a economia, felizmente, não viverá período de recessão. A charge remete à idéia de que os seguidos cortes da taxa básica de juros não estavam adiantando para animar o consumo da população americana.


FONTE (charge): The Economist.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ATENÇÃO

Gostaria de convidá-lo para ler minha reportagem publicada na última edição da revista EXAME. O texto aborda a novíssima tecnologia de internet fibra óptica, cerca de 30 vezes mais rápida que a convencional, introduzida no mercado brasileiro. Em menos de três minutos, você consegue copiar um filme de 600 MB para dentro da memória do seu computador. Com a banda larga comum, esse processo demoraria longos 80 minutos.

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0918/consumo/m0159323.html

Bom final de semana,
Bruno Victor Toranzo.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

ECONOMIA

Inflação requer permanente atenção redobrada
POR Bruno Victor Toranzo

Assunto recorrente nos noticiários, a inflação teria voltado, em nível global, para abocanhar o poder de compra das pessoas, em especial dos mais pobres. Não há momento melhor para trazer o desempenho do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) - veja publicação logo abaixo - ao longo dos anos. Esse é o principal medidor brasileiro da inflação, utilizado, inclusive, como uma das informações para determinar as diretrizes econômicas do Banco Central.

Para chegar ao índice, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considera as variações dos preços do consumo das famílias moradoras em áreas urbanas com faixa salarial de 1 a 40 mínimos. A profundidade da medição é justificada por trazer os preços cobrados do consumidor, nos pagamentos feitos à vista, coletados, principalmente, nos estabelecimentos comerciais e nas prestadoras de serviços.

Todas as importantes regiões metropolitanas são levadas em conta: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e o município de Goiânia.

O recorde inflacionário aconteceu, em 1993, quando atingiu a assustadora taxa de 2.477,15%. Dois anos depois, em 1995, o Plano Real representou a virada brasileira. A porcentagem caiu expressivamente para pouco mais de 20% ao ano. Essa nova característica econômica, de controle ferrenho da inflação, foi a principal razão para a conquista da estabilidade econômica.

Quanto aos alimentos especificamente, razão de uma das crises internacionais da atualidade, o IPCA apontou alta nacional de 9,81% no preço dos tubérculos, raízes e legumes no mês de abril. Por outro lado, cereais, leguminosas e oleaginosas caíram, na média, 3,47%.

Até agora no ano, o IPCA registra quase a metade da taxa apresentada em 2007. Apesar da preocupação do Banco Central, válida por sinal, estamos muito longe de um desequilíbrio inflacionário. Mesmo assim, Henrique Meirelles e sua equipe estão certos em planejar novos aumentos dos juros básicos (expectativa de 13,5% para o final do ano) para manter esse vilão bem longe da saudável economia brasileira.

ECONOMIA

Taxa de inflação brasileira (IPCA):

1989: 1972,91%
1990: 1620,97%
1991: 472,70%
1992: 1119,10%
1993: 2477,15%
1994: 916,46%
1995: 22,41%
1996: 9,56%
1997: 5,22%
1998: 1,65%
1999: 8,94%
2000: 5,97%
2001: 7,67%
2002: 12,53%
2003: 9,30%
2004: 7,60%
2005: 5,69%
2006: 3,14%
2007: 4,46%
2008 (até abril): 2,08%

FONTE: IBGE.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

SARCASMO DA QUARTA


Enquanto os democratas Barack Obama e Hillary Clinton se digladiam pela nomeação para a presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain, garantido há muito tempo, melhora cada vez mais nas pesquisas. As primárias demoradas estariam prejudicando as chances de vitória democrata?


FONTE (charge): The Economist.

PARA OS OUVIDOS



O jornalista econômico Carlos Alberto Sardenberg explora o crescimento da taxa de inflação brasileira em comentário realizado na rádio CBN (9 de maio de 2008). Ele credita a outros fatores, não só aos alimentos, o aumento que pode acarretar em número acima das expectativas do Banco Central para 2008.

ECONOMIA

Casa Branca: alta dos alimentos por mais três anos
POR Bruno Victor Toranzo

O preço dos alimentos está nas alturas. Produtos considerados básicos, como trigo, soja, milho e arroz, estão anormalmente inflacionados. Segundo o chefe dos conselheiros econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, em doze meses, de março de 2007 para o mesmo mês desse ano, a taxa mundial de inflação dos alimentos chegou aos 43%.

Com prejuízos reais para os países pobres, destaque para o continente africano, a presenciada crise ainda está longe de virar passado. O mesmo Lazear disse que teremos pelo menos outros três longos anos pela frente.

Dois grandes problemas estão gerando a crise dos alimentos. O primeiro se relaciona à melhora substancial de vida dos chineses, indianos e, claro, dos brasileiros, como eu e você. Maior quantidade de notas no bolso significa comer melhor. Ao mesmo tempo, o petróleo não pára de subir. O “ouro negro” insiste em continuar acima dos assustadores US$ 120. Sua trajetória de ascendência influencia, naturalmente, toda cadeia produtiva dos alimentos.

Outra questão aparentemente sem solução é o crescimento da população terrestre. Em 2050, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), seremos 9 bilhões de habitantes. Não há como desconsiderar a tendência real de evolução da renda de um número ainda maior de pessoas, principalmente os já citados chineses, indianos e, obviamente, brasileiros. Portanto, a produção de alimentos precisa ser muito superior aos níveis atuais para atender, sem problemas, toda demanda.

É difícil imaginar uma solução para esse imbróglio. Ressalto, no entanto, a necessidade de um fundo emergencial abastecido pelos milhões dos gigantes desenvolvidos voltado para os países famintos. A União Européia e os próprios Estados Unidos poderiam também aproveitar o momento para retirar os injustos subsídios agrícolas. Isso efetivamente seria um grande avanço para a aproximação de condições livres de comércio entre os grandes e pequenos.

ECONOMIA

Crise dos alimentos

Todas essas opiniões foram retiradas de uma reportagem realizada pelo periódico americano Newsweek.

“Todo dia, 25 mil pessoas morrem de doenças relacionadas à fome. E quando o preço dos alimentos é responsável por mais da metade do orçamento da família, a alta dos preços pode ser realmente devastador para milhões que vivem nesse limite.”
Gordon Brown
Primeiro Ministro do Reino Unido

“Para mais de 2 bilhões de pessoas nos dias de hoje, alto preço do alimento é fator de luta diária, sacrifício pela sobrevivência. Nós estimamos que a atual crise dos alimentos possa acentuar a pobreza de 100 milhões de pessoas. Isso significaria sete anos perdidos em nossos esforços de vencer a pobreza em escala global. Além dos números, isso significa roubar vidas e impedir brilhantes futuros.”
Robert Zoellick
Presidente do Banco Mundial

“O mundo poderia urgentemente estabelecer um fundo especial para ajudar os fazendeiros mais pobres espalhados pelo mundo, especialmente os africanos. Isso poderia fazer com que eles tivessem acesso aos fertilizantes, às sementes e à irrigação de menor escala. Em muitos lugares famintos, a geração de alimentos poderia dobrar ou triplicar em algumas temporadas de cultivo. Todas as chamadas “revoluções verdes”, como a da Índia nos anos 60, começaram com assistência especial aos fazendeiros de poucas condições”.
Jeffrey Sachs
Economista e diretor do The Earth Institute da Universidade de Columbia

“Fome e má nutrição estão avançando, motivadas pela agressiva alta dos preços dos alimentos. Muitos consumidores sentem os tempos de aperto, mas esse aumento é catastrófico para aqueles que vivem com menos de um dólar por dia. Mesmo antes da crise, já havia mais famintos e mal nutridos do que nunca antes visto – 850 milhões de pessoas. Mas agora uma estimativa de outros 100 milhões virou realidade”.
Josette Sheeran
Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas

Todas essas opiniões foram retiradas de uma reportagem realizada pelo periódico americano Newsweek.

terça-feira, 13 de maio de 2008

SARCASMO DA TERÇA

FONTE: Time.

ACONTECEU

Terremoto castiga chineses

Na fotografia abaixo, o estrago causado pelo terremoto que devastou a parte ocidental da China. Mais de 13 mil pessoas morreram, segundo os últimos dados divulgados ontem pela noite. Já é possível dizer que foi a pior catástrofe natural, em termos de perdas de vidas, nos últimos trinta anos. A magnitude do terremoto chegou aos 7,9 graus na escala Richter. Ao contrário de Mianmar, o governo chinês prestou ajuda desde os primeiros momentos após o desastre.

ACONTECEU

FONTE: The New York Times.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

POLÍTICA

O inadmissível autoritarismo do novo século
POR Bruno Victor Toranzo

Digamos que o auge dos governos autoritários se deu após a Revolução Socialista Soviética de 1917. Com a economia saudável, diferentemente do resto do mundo em depressão, a União Soviética conseguiu chegar ao topo no final da década de 20. E junto com ela, claro, aquela cambada de militares arrogantes e prepotentes.

Os anos passaram e o modelo, desde os primórdios comprovadamente falido, veio a desfalecer. A queda do Muro de Berlim foi o símbolo da derrota do regime autoritário vermelho. Algum tempo depois, os soviéticos virariam russos, mergulhados em uma crise econômica profunda. Só vieram a sair (que ironia!) do buraco financeiro com a eleição do capitalista Vladimir Putin.

Mesmo assim, alguns países teimosos se estagnaram no tempo. A China seria o grande exemplo deles se não tivesse aberto sua economia. Apesar de viver um regime político severo, a economia não sofre semelhante fiscalização. Aliás, o saudável crescimento econômico está contribuindo para a flexibilização desse controle sobre os cidadãos, com destaque para as maiores liberdades individual e de expressão. O livre mercado tem condições reais de trazer democracia ao gigante oriental.

A Coréia do Norte, ao contrário, está literalmente submersa em pobreza e atraso. Os norte coreanos são obrigados a viver em uma sociedade completamente ultrapassada. Ao mesmo tempo, o ditador Kim Jong-II aproveita sua fortuna. Essa desigualdade de renda é uma das marcas da sociedade autoritarista.

Outro exemplo é o Irã. Através da mistura religião e política, o mecanismo de controle da população se intensifica. A possibilidade de usar fatores religiosos para justificar a forma de governo origina o temido terrorismo. Os governantes, muito espertamente, conseguem candidatos dispostos a morrer com a utilização do argumento da vida eterna em um paraíso repleto de mulheres. O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad desafia constantemente o tão equilibrado presidente dos Estados Unidos, George Bush.

E ainda existe aquela simpática nação latino-americana. Trata-se de Cuba. A única que efetivamente venceu os interesses imperialistas americanos, na época da Guerra Fria. Fidel Castro já foi. O irmão Raul assumiu e parece interessado em democratizar pelo menos algumas áreas da simpática ilha.

Recentemente, apareceu um novo personagem embutido nessa realidade. Muita gente nunca tinha ouvido falar de Mianmar, localizado no sudeste asiático. Poucos sabiam que, por muito tempo, liderou globalmente a produção de arroz. Outros menos tinham consciência que a população vive fundamentalmente de atividades agrícolas mergulhada em condições subumanas. Mas dois lamentáveis acontecimentos fizeram sua fama. Ambos se relacionam ao regime militar homicida instalado, fortemente enraizado, no país.

Depois da forte repreensão governista aos monges budistas protestantes, a imprensa direcionou os olhares para o pobre vizinho dos muito comentados chineses e indianos. Um grande ciclone, passado pouco tempo do crime estatal, castigou a população, com número de mortes superior a 22 mil pessoas, além de um milhão e meio de desabrigados.

Tamanha tragédia não abalou os ditatoriais governantes. Eles se negaram a aceitar ajuda internacional. Simplesmente deram as costas ao resto do mundo. Apenas nove dias após o triste ocorrido, as autoridades militares aceitaram, finalmente, a ajuda internacional. Pense na quantidade de vidas que poderiam ter sido salvas, caso a ajuda tivesse chegado horas depois do ciclone.

A inadmissibilidade da continuação de governos como esse é unânime. Mas o que fazer? Alguns defendem a não intervenção militar de outros países ou da própria força de segurança da ONU. O próprio povo teria de lutar pelos seus direitos e a evolução da sua sociedade. Outros querem, sim, a destituição rápida de governos autoritários e desgraçados. Porém, o grande problema da segunda alternativa é que tal direcionamento implica em armas, violência e morte de inocentes.

SARCASMO DA SEGUNDA

FONTE: Newsweek.

ECONOMIA

Crescimento da economia brasileira

Essa é a segunda publicação a respeito da economia brasileira em números. A primeira trouxe a relação entre a dívida pública e o quanto ela representa percentualmente no PIB, equivalente à riqueza total gerada pelo país. Agora, disponibilizo o crescimento da economia brasileira ao longo dos anos. Repare para o pífio crescimento de 1998, época de crise internacional, e o expressivo número do ano passado.


1998: 0,1%
1999: 0,8%
2000: 4,4%
2001: 1,3%
2002: 1,9%
2003: 0,5%
2004: 4,9%
2005: 2,3%
2006: 3,9%
2007: 5,4%
2008 (projeção): acima de 4,5%

FONTE: Banco Central.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

SARCASMO DA SEXTA

FONTE: Newsweek.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

PARA REFLETIR

Não vivo sem meu MPalgum número!
POR Bruno Victor Toranzo

Tecnologia. Já faz um tempo que não vivemos sem ela. Sabemos da sua importância. Presença garantida no DNA das crianças do novo século. Fundamental para todos nós. É sobre isso que quero falar. Mas digamos que escolhi especificamente a micro-tecnologia. A palavra não é bem essa. Fique tranqüilo. Não tem nada a ver, apesar de ser micro, com engenharia genética, aquela que envolve operações com robôs do tamanho de um fio de cabelo. Estou me referindo aos aparelhos que usamos no dia-a-dia. Celular. MPalgum número. i-Pod. PalmTop. E outras bugigangas inteligentes.

Todos eles representam parte integrante do nosso cotidiano. Não há graça conviver sem sua presença. Atrevo-me a dizer que o melhor amigo do homem é o aparelho de tamanho médio (não é micro como afirmei na falta de melhor expressão) tecnológico. Pelo menos desse homem do novo século. Não seríamos nada sem eles. Como ouviria música ao mesmo tempo em que corro exaustivamente na esteira da academia? Como saberia o que fazer ao longo do dia sem consultar minha potente agenda elétrica com capacidade para incluir os bilhões de habitantes do planeta Terra? Como ficaria sem o prazer de digitar em um teclado com teclas tão macias como o meu celular ou PalmTop?

E agora muitos podem se viciar. Quase todos. A popularização chegou. Sem dinheiro para pagar no ato? Pode parcelar. A prestação sai bem barata. Ainda existem aqueles celulares quase de graça, ou efetivamente de graça, oferecidos pela operadora se o cliente aceitar um plano pós-pago. Isso porque chineses, indianos e até mesmo nós, brasileiros, estamos melhores financeiramente e podemos nos dar esse luxo.

O difícil mesmo fica por conta de tentar acompanhar o ritmo das inovações. As novidades chegam com freqüência supersônica ao mercado. O MP3 já não é mais 3 há muito tempo. Virou 4 e rapidamente deixou de ser. O 5 havia chegado: outra etapa da evolução do simpático utensílio. Será que a metamorfose chegou ao 6? Não sei. Alguém sabe? Só sei que por aí vai.

Somos, de fato, induzidos ao consumo. O desperto do desejo incontrolável de aquisição nos leva às lojas. Caso compremos, acreditamos que todos os nossos problemas estariam resolvidos prontamente. Isso porque teríamos todas as facilidades embutidas em um único aparelho. Ou, se preferirmos, em dois ou mais.

O computador de mão, conhecido como PalmTop, faz de tudo. Eficientíssimo em todas as horas. Pode ouvir canções, mandar e-mail e ainda ligar para sua mulher. Tudo ao mesmo tempo. A trilha sonora deve ser cortada durante a ligação. Tão logo você acabar a conversa com sua mulher, a música volta com todo vigor.

Daqui a pouco, chegarão os andróides. Isso! Aqueles mesmos dos filmes de ficção hollywoodianos. Will Smith e o moleque do sexto sentido que esqueci o nome (ele também protagonizou o filme Inteligência Artificial) que se preparem.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

ECONOMIA

Dívida líquida do setor público

Como já comentado em publicações anteriores, a dívida pública brasileira é um grande entrave para o desenvolvimento do país. A agência de risco Standard&Poor´s, apesar de ter conferido o grau de investimento ao Brasil, reconheceu ser muito alta a relação dívida e riqueza total produzida, também conhecida como PIB (Produto Interno Bruto). Ainda acima de 45%, a porcentagem dessa relação está caindo nos últimos anos. Confira logo abaixo esses dados:

1998: 41,7% do PIB
1999: 48,7%
2000: 48,8%
2001: 52,6%
2002: 55,5%
2003: 57,2%
2004: 51,7%
2005: 51,7%
2006: 49,9%
2007: 47,0%

FONTE: Banco Central.

SARCASMO DA QUARTA

FONTE: Newsweek.

terça-feira, 6 de maio de 2008

SAIU NA IMPRENSA

Em um excelente trabalho de reportagem, o jornalista Jad Mouawad explora a questão do consumo de petróleo. A publicação saiu no jornal The New York Times (20 de abril) e merece, sem dúvida, sua atenta leitura. As recentes altas, ultrapassando, nesta terça-feira, até mesmo a barreira dos US$ 120, são justificadas ao longo do texto.

“All of that will require a lot more oil — enough that global oil consumption will jump by some 35 percent by the year 2030, according to the International Energy Agency, a leading global energy forecaster for the United States and other developed nations. For producers it will mean somehow finding and pumping an additional 11 billion barrels of oil every year”. Trecho extraído da reportagem.

Leia, a seguir, na íntegra:
http://www.nytimes.com/2008/04/20/weekinreview/20mouawad.html?pagewanted=1&_r=1

segunda-feira, 5 de maio de 2008

ECONOMIA

Unidade política conquista grau de investimento
POR Bruno Victor Toranzo

O título de grau de investimento me pegou de surpresa. Não só a mim. Ninguém esperava. Em plena véspera de feriado, com os ponteiros apontando para a metade da tarde, o anúncio venceu a distância. Um alvoroço geral. A imprensa correu atrás de maiores informações. Os profissionais do mercado financeiro começaram a emitir relatórios de análise do acontecido.

É claro que cogitávamos essa possibilidade. Contudo, pensávamos que viria somente no ano que vem. A crise dos mercados, estipulávamos nós erradamente, causaria o atraso. Aquela forte expectativa, em torno da nova classificação, estava perdendo força.

A informação inicial, desprovida completamente de detalhes, foi que a Standard&Poor`s, uma das maiores agências de risco do planeta, havia elevado o Brasil para a condição de investimento BBB-. O que isso significa? Basicamente, como afirmei na publicação anterior, somos considerados excelentes pagadores, cumpridores de nossas obrigações financeiras. Mesmo assim, há uma importante ressalva: continuamos sujeitos aos choques externos.

O grande benefício da nova conjuntura fica por conta do aumento do capital voltado para investimentos. A expectativa fica por conta da enxurrada de dólares que deve entrar no país. Esses dólares serão voltados, inclusive, para o aperfeiçoamento da nossa combalida infra-estrutura. Com mais investimento e melhoria do ambiente de negócios, o crescimento do PIB deve ser ainda maior neste e nos próximos anos.

Por outro lado, os exportadores estão realmente preocupados. A moeda brasileira só se valoriza frente ao dólar. Essa realidade vai continuar e até mesmo se aprofundar. Dessa maneira, o déficit em conta corrente se expandirá ainda mais. Algo normal na vida dos países desenvolvidos. Os exportadores precisam criar condições para vencer a adversidade do real valorizado.

São todos efeitos do novo momento econômico brasileiro. Está certo que nada disso é passageiro. Diferentemente do passado, com surtos rápidos e concentrados de progresso, a nova configuração desenvolvimentista veio para ficar. As bases do crescimento sustentável estão rígidas. O responsável por tudo isso é, sem dúvida, o conhecimento. Hoje, conhecemos as regras do mercado intimamente. Sabemos como proceder para evitar casos de emergência. Caso eles venham a acontecer, algo que parece muito difícil, controlaríamos rapidamente seus efeitos.

O câmbio flutuante, o controle eficaz da inflação e a evolução, mesmo que lenta, da responsabilidade dos gastos públicos indicam essa maior maturidade brasileira. Precisamos agora nos voltar para as reformas básicas para a continuação do bom andamento econômico. A trabalhista e a tributária são as principais. Isso porque não lembrei da mais complicada das três: a previdenciária.

Digo “complicada” por uma razão. Essas três reformas invadem o campo político. São todas perigosas do ponto de vista do continuísmo no poder. Cada uma delas envolve briga, confronto, disputa das classes sociais. Obviamente, cada segmento social está ávido para que suas reivindicações sejam atendidas. O risco de perder parcela do eleitorado é real para os políticos diretamente envolvidos.

Apesar do aparente pessimismo do parágrafo anterior, preciso chamar sua atenção para uma real evolução da política brasileira. Trata-se da continuação da diretriz econômica, mesmo com a troca dos presidenciáveis. A abertura econômica para as multinacionais, o capital externo, protagonizada pelo ex-presidente Collor, o maior dos marajás, representa um dos momentos iniciais. O governo de Itamar Franco veio logo depois. Com grande contribuição de Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda de Itamar, o real surgiu para se tornar o grande motivo da consistência econômica de hoje.

Ancorado na popularidade adquirida com o plano econômico, FHC chegou ao poder em 1995. Seu maior mérito, como presidente, foi desenvolver uma imagem de respeito do Brasil no exterior. Por fim, Luiz Inácio Lula da Silva ou, simplesmente, Lula, assumiu após dois mandatos cardosianos seguidos. Os investidores juravam que Lula mudaria a política econômica. Algo que felizmente não aconteceu. Em seu segundo mandato, o ex-sindicalista conseguiu elevar a posição brasileira frente à confiabilidade do capital internacional. Ao longo de todos esses mandatos, não se pode esquecer também do importante papel do Banco Central.

Espero que esse mesmo processo possa ocorrer com outras áreas. A troca partidária precisa ser encarada como parte do jogo político em que a beneficiada seja sempre a própria população.