segunda-feira, 28 de agosto de 2006

FATO DA SEMANA

ABUSO DE PODER
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

Watergate. Esquema PC. O que esses dois casos têm em comum? Os dois escândalos foram determinantes para que os presidentes caíssem e ocorreram nos últimos anos.

Richard Milhous Nixon. Presidente dos Estados Unidos de 1969 até 1974. Foi determinante para a retirada das tropas norte-americanas do Vietnã. Os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, por meio do jornal The Washington Post, começaram a investigar o assalto do dia 17 de junho de 1972 à sede do Comitê Nacional Democrático, no edifício Watergate, localizado na capital dos Estados Unidos. Os dois repórteres perceberam ligações entre a Casa Branca e o assalto. Hipótese confirmada por uma pessoa conhecida na época como Garganta Profunda (Deep Throat), cuja identidade veio à tona recentemente, trata-se do ex-vice presidente do FBI W. Mark Felt. Garganta Profunda confirmou que aquilo não era um assalto, mas um ato de espionagem do Partido Republicano e que Nixon sabia de tudo. O caso Watergate derrubou o presidente em 1974. O republicano renunciou para não sofrer o processo de impeachment.

Fernando Collor de Mello
. Presidente do Brasil durante dois anos até sofrer o impeachment em 1992. Paulo César Farias, o PC, tesoureiro de Collor, era seu principal aliado na arrecadação de dinheiro. Segundo a revista Veja: "No governo, PC usava sua influência junto ao presidente para vender favores. Em troca de milhões de dólares, facilitava a vida de empresas em licitações de obras públicas. Firmas fantasmas foram criadas para emitir notas fiscais frias. O esquema movimentou algo por volta de 350 milhões de dólares". Pedro Collor foi decisivo para a denúncia da corrupção envolvendo seu irmão, depois de desentendimento entre eles.