O promissor mercado de banda larga brasileiro
POR Bruno Victor Toranzo
POR Bruno Victor Toranzo
Ontem, em evento realizado na região paulistana dos Jardins, a Telefônica lançou o serviço de banda larga de alta velocidade advinda da malha de fibra óptica. É realmente de altíssima velocidade. A conexão é cerca de 30 vezes mais rápida que a padrão. O preço também é bem superior ao convencional.
Apenas alguns bairros privilegiados da capital, os de maior consumo e renda anual, terão, inicialmente, acesso à tecnologia. Porém, segundo palavras do presidente da operadora, Antônio Carlos Valente, conferidas pessoalmente, o objetivo é de expansão da internet a jato para o interior do estado, com destaque para Campinas, Ribeirão Preto e, até mesmo, a região do ABC.
A Brasil Telecom também oferece o mesmo serviço. São três condomínios, em Curitiba e Brasília, que estão conectados com a FTTH (Fiber to the Homes – fibra para as residências). Aliás, não poderia deixar de citar a título de informação, a Oi está muito próxima de comprar a BrT.
Essa veloz internet tem futuro por aqui? Caso consideremos o perfil do internauta brasileiro, a resposta é simples e objetiva: NÃO. Pelo menos, esse ainda não é o momento. A maior parte dos conectados nacionais objetivam apenas checar e-mails, abrir algumas fotos, visitar os perfis dos vizinhos e colegas no Orkut, além de visualizar vídeos, muitos de caráter bizarro, do YouTube.
Mesmo o usuário de maior poder aquisitivo, alvo imediato do grupo espanhol, não utilizará toda essa capacidade disponibilizada. Isso porque ninguém, no país, possui televisão transmitida via banda larga ou protocolo de internet (o famoso IP). O nome desse tipo de televisão é IPTV. Isso! Simples assim, até meio poético.
Nada poética está a briga, no Congresso, entre as operadoras de telecomunicações e as emissoras de televisão. As telefônicas querem transmitir a programação dos canais abertos em dispositivos como celulares, palmtops e televisores. Essa é a briga. Em outros países, principalmente os asiáticos, isso já não existe. As operadoras telefônicas não enfrentam problemas em transmitir a grade programacional dos canais abertos.
É o caso da França. Outro exemplo fica por conta de Hong Kong, região administrativa especial chinesa, apesar de tratada como outra nação. Apenas reiterando se não ficou claro: as operadoras de telecomunicações não podem transmitir a IPTV nos moldes internacionais, com programas da rede aberta, naqueles dispositivos que aceitam o sinal.
Mais de oito milhões de brasileiros têm acesso banda larga em seus computadores. Dessa maneira, cento e setenta e seis milhões estão fora desse mercado, com acesso via modem ou não incluídos interneticamente. Trata-se de contingente promissor, com possibilidade de real ingresso nos próximos meses ou anos, devido à melhora das condições macroeconômicas. As operadoras, sem dúvida, estão de olho na eventual entrada de mais consumidores dos seus serviços.