O gigante desafio de Berlusconi
POR Bruno Victor Toranzo
Não dei nos dias anteriores, mas Silvio Berlusconi é o novo premiê italiano. O bilionário de direita venceu as eleições e cumprirá seu terceiro mandato (1994-1995/2001-2006) com a promessa de colocar a economia nos eixos.
E precisará de muito trabalho. Os italianos sofrem com uma taxa de desemprego de 6%, referente ao ano passado, mesmo que seja considerada média na comparação com os outros países da União Européia. Os alemães, só a título de comparação, possuem 8,4% da população economicamente ativa desempregada. A Grécia tem quase a mesma porcentagem, também acima dos 8%.
Todos os dados citados até aqui e os que virão foram retirados do relatório World Economic Outlook divulgado, semana passada, pelo Fundo Monetário Internacional.
Porém, a maior preocupação dos italianos está no pífio crescimento do PIB. Com variações que não passam da casa do 1%, nos últimos anos, a crise econômica geral deve recuá-lo, em 2008, para próximo de zero. Dessa maneira, como nunca antes, os esforços de Berlusconi precisam se voltar efetivamente para a melhora das condições de vida do país.
Isso porque o influente empresário, nas duas vezes anteriores que ocupou o almejado cargo de primeiro-ministro, só se preocupou com seus próprios interesses. Que ele não se concentre excessivamente na tentativa de contratação do brasileiro Ronaldinho Gaúcho, em péssima fase, para seu time, o AC Milan.
Em publicações futuras, trarei com mais detalhes a atual situação econômica italiana. Não percebi devida cobertura da grande imprensa sobre o tema. É importante destacar a decadência que se instalou causada, em grande parte, pela completa instabilidade política aparentemente enraizada. Mais de 60 governos diferentes passaram desde o período da Segunda Guerra Mundial.
POR Bruno Victor Toranzo
Não dei nos dias anteriores, mas Silvio Berlusconi é o novo premiê italiano. O bilionário de direita venceu as eleições e cumprirá seu terceiro mandato (1994-1995/2001-2006) com a promessa de colocar a economia nos eixos.
E precisará de muito trabalho. Os italianos sofrem com uma taxa de desemprego de 6%, referente ao ano passado, mesmo que seja considerada média na comparação com os outros países da União Européia. Os alemães, só a título de comparação, possuem 8,4% da população economicamente ativa desempregada. A Grécia tem quase a mesma porcentagem, também acima dos 8%.
Todos os dados citados até aqui e os que virão foram retirados do relatório World Economic Outlook divulgado, semana passada, pelo Fundo Monetário Internacional.
Porém, a maior preocupação dos italianos está no pífio crescimento do PIB. Com variações que não passam da casa do 1%, nos últimos anos, a crise econômica geral deve recuá-lo, em 2008, para próximo de zero. Dessa maneira, como nunca antes, os esforços de Berlusconi precisam se voltar efetivamente para a melhora das condições de vida do país.
Isso porque o influente empresário, nas duas vezes anteriores que ocupou o almejado cargo de primeiro-ministro, só se preocupou com seus próprios interesses. Que ele não se concentre excessivamente na tentativa de contratação do brasileiro Ronaldinho Gaúcho, em péssima fase, para seu time, o AC Milan.
Em publicações futuras, trarei com mais detalhes a atual situação econômica italiana. Não percebi devida cobertura da grande imprensa sobre o tema. É importante destacar a decadência que se instalou causada, em grande parte, pela completa instabilidade política aparentemente enraizada. Mais de 60 governos diferentes passaram desde o período da Segunda Guerra Mundial.
Editorial do The New York Times: