terça-feira, 8 de abril de 2008

NOVAS E NOVAS

Nem os robôs venceriam a dengue
POR Bruno Victor Toranzo

O futuro da mão-de-obra japonesa estará na utilização de robôs. No melhor estilo dos filmes hollywoodianos, as máquinas substituirão os homens em tarefas comuns do dia-a-dia, como cuidar das crianças e limpar o banheiro.

Até 2025, cerca de 40% da população japonesa terá mais de 65 anos. A conseqüência nefasta e maior disso é a queda da força de trabalho, motor para o crescimento econômico.

Qual a solução encontrada pelos nipônicos? Fabricar robôs. Nada de incentivar a chegada de trabalhadores advindos dos países de Terceiro Mundo. Talvez eles considerem que esse pessoal subdesenvolvido não tenha a mesma capacidade das máquinas multiuso. Aliás, os robôs ocupariam os postos de trabalho de 3,5 milhões de japoneses.

E não são aqueles robozinhos que freqüentemente competem naqueles jogos esportivos entre universidades. São quase andróides, com altura e características realmente humanas. O perigo fica por conta de algum deles possuir desenvolvido espírito sindical. Caso apareça o Lula das origens, teremos de chamar Will Smith para colocar ordem na casa.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u390097.shtml

Aqui, no Brasil, nem o uso dos andróides daria conta do problema da dengue. O estado do Rio de Janeiro é o mais atingido pela epidemia. Já são 68 mortes relacionadas à doença.

Médicos e mais médicos estão chegando para mudar a situação (torço para que seja ainda possível). Cadê os repelentes? Sumiram dos estabelecimentos comerciais. A procura é tanta que não há mais disponível. Os únicos beneficiados com a epidemia, por falar nisso, são os fabricantes de repelentes. Nunca venderam tanto!

Tamanha movimentação não seria necessária se a doença tivesse sido combatida com antecedência pelas autoridades. Claro que a própria população também tem culpa nisso. O mínimo que poderia fazer é cuidar de suas próprias moradas, verificando regularmente os possíveis pontos de risco. O combate eficiente à doença exige integração, união de todos pela causa. Não adianta minha casa estar protegida, se a vizinha estiver abandonada, uma verdadeira morada para os mosquitos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u389837.shtml