Mau cheiro do sovaco vira arma política
POR Bruno Victor Toranzo
Mau cheiro como arma política. Sovaco suado como argumento de qualidade. Essa é a idéia do senador Mário Couto (PSDB-PA) para fazer com que suas reivindicações sejam atendidas. Ele ficará sem tomar banho por tempo indeterminado.
“Vou ficar fedorento mesmo no Senado”, afirma o orgulhoso gambá da política nacional.
O projeto desse gambá refere-se ao reajuste dos benefícios e pensões dos aposentados e pensionistas do INSS. A exemplo do ex-governador Garotinho, Couto utilizará do famoso mecanismo populista, o que inclui greve de fome e a recém-criada de banho, para atingir determinado objetivo. Parte do eleitorado, sem consciência de qual seja o verdadeiro significado da palavra "política", sensibiliza-se com a causa e, por incrível que pareça, apóia esses tantos infelizes.
Caso o retorno demore ou não venha, o gambá faz uma promessa:
“Lula será o primeiro cara que vou abraçar se ficar 40 dias sem banho”.
O presidente deveria se sentir orgulhoso. Terá o privilégio de abraçar o congressista que criou a mais revolucionária técnica de convencimento político. Aprove o projeto ou tenha contato com o meu cheiro real, verdadeiramente natural.
Além da política, no Brasil, já feder indiretamente, com os casos sanguessuga e mensalão, existe a possibilidade desse desagradável cheiro também habitar o interior dos ternos. Exatamente. Se o hábito se espalhar, o cheiro putrefato da corrupção pode se misturar ao dos sovacos dos parlamentares.
A diferença é que o mero uso de um desodorante solucionaria o problema dos fedorentos políticos. Por outro lado, com dificílima resolução, a corrupção exige mudança de mentalidade e maior maturidade da sociedade, principalmente da classe dirigente. Parece que esse fedor, de característica estrutural, continuará a infestar o ar sem perspectiva da presença de incenso ou de fragrância francesa.
POR Bruno Victor Toranzo
Mau cheiro como arma política. Sovaco suado como argumento de qualidade. Essa é a idéia do senador Mário Couto (PSDB-PA) para fazer com que suas reivindicações sejam atendidas. Ele ficará sem tomar banho por tempo indeterminado.
“Vou ficar fedorento mesmo no Senado”, afirma o orgulhoso gambá da política nacional.
O projeto desse gambá refere-se ao reajuste dos benefícios e pensões dos aposentados e pensionistas do INSS. A exemplo do ex-governador Garotinho, Couto utilizará do famoso mecanismo populista, o que inclui greve de fome e a recém-criada de banho, para atingir determinado objetivo. Parte do eleitorado, sem consciência de qual seja o verdadeiro significado da palavra "política", sensibiliza-se com a causa e, por incrível que pareça, apóia esses tantos infelizes.
Caso o retorno demore ou não venha, o gambá faz uma promessa:
“Lula será o primeiro cara que vou abraçar se ficar 40 dias sem banho”.
O presidente deveria se sentir orgulhoso. Terá o privilégio de abraçar o congressista que criou a mais revolucionária técnica de convencimento político. Aprove o projeto ou tenha contato com o meu cheiro real, verdadeiramente natural.
Além da política, no Brasil, já feder indiretamente, com os casos sanguessuga e mensalão, existe a possibilidade desse desagradável cheiro também habitar o interior dos ternos. Exatamente. Se o hábito se espalhar, o cheiro putrefato da corrupção pode se misturar ao dos sovacos dos parlamentares.
A diferença é que o mero uso de um desodorante solucionaria o problema dos fedorentos políticos. Por outro lado, com dificílima resolução, a corrupção exige mudança de mentalidade e maior maturidade da sociedade, principalmente da classe dirigente. Parece que esse fedor, de característica estrutural, continuará a infestar o ar sem perspectiva da presença de incenso ou de fragrância francesa.
Saiu na Folha de S. Paulo: